O sol derrete o piche da rua
E mais uma vez os carros roncam
A preguiça dos motores.
E mais uma vez o falante chiado da igreja
Lamenta a morte por asfixia
Do vendedor de churros,
Na torneirinha do doce de leite quente.
Na sombra da marquise
O sol não derrete o concreto
E o camelô de cabelo rastafari,
Assoviando um reggae do Marley,
Mais uma vez faz o milagre
Com a pedra azul do colar...
E mais um homem enxerga o mar.
E mais uma senhora testemunha
Para as moscas o que é amar.
O poeta está onde sempre esteve.
Nem no piche derretido,
Nem no concreto que o sol não derrete.
E usa óculos de sol na porta do bar,
Sempre o mesmo bar de qualquer poesia,
Tomando o último sorvete
Do sorveteiro bêbado...
E resolve que o mormaço
Na frente do seu nariz
É por hoje o limite do seu olhar,
Enquanto espera a lua chegar
Para namorar de alma nua.
TODO LINDO O POEMA......
E ESSE "-Enquanto espera a lua chegar
Para namorar de alma nua.!
FICOU EM MIM.
ADOREI.
BJSSSSSSS;
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