Qual oliva no lagar,
A frio sou prensado
E meu sumo extra-virgem,
De primeira pressão,
Em poesia é destilado.
As palavras vertem
Como as gotas do verde óleo
E a vida se concentra
No alfabeto ordenado,
Amalgamando
Disciplina e paixão,
Calma e inquietação,
Extraindo doçura
Do amargo fruto
Que nasce e cresce
Entre a luz e a escuridão
Belíssimo. Doce-amarga vida temperada com palavra!
Enquanto, vc me surpreende a cada postado, a cada comentário. Muito bom.
mille baci, caro
Extraindo doçura
Do amargo fruto
A sina dos poetas, ser amargo e ser doce...
Fiquei sem palavras, diante da beleza de teus versos.
abraço!
Parabens poeta! Teus versos, alem de belos, tem paladar.
Abraços
Meu abraço, querido.
Compulsão Diária · São Paulo, SP 11/8/2008 21:20
Muito bom poema. Admirei. Lição de como o sentimento é destilado ficando só o que é poesia para fazer parte do poema.
Abraço forte.
É esse o ofício do poeta: extrair, do fruto amargo, as imagens do poema.
Um abraço.
Tirou leite das olivas, rs. Gostei dos seu poema.
Angélica T. Almstadter · Campinas, SP 12/8/2008 18:32
Poema excelente... Aplausos de pé...
Airton
Estrela-RS
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