Começo a escrever no exato momento que a tarde escapa dos meus olhos e permite que o veludo da noite comece a cobrir a cidade. Examino a sua cinza geografia e vejo o seu crescimento meteórico, desordenado, incessante. Vejo que todas as cidades são fiéis ao inesgotável. Que não descansam, não dormem e não desaceleram nunca.
Sem saber explicar o motivo, de repente, sinto uma enorme saudade do meu tempo de menino. Como olhando um filme rodado num recuado pretérito lembro dos meus amigos de infância. Onde eles estão? Por quais mares e terras andam afogadas ou soterradas tantas promessas de amizades que pareciam eternas, de solidariedade, de alegrias que prometiam ser infindas ?
Lembro dos mágicos finais das minhas inesquecíveis vesperais de chuvas, dos coloridos começos das noites da minha infância, rodeado de muitos e sinceros parceiros, amigos do peito, leais, infalíveis companheiros das algazarras, das brincadeiras, com os olhos sempre fiéis para enxergarem o fantástico, de compartilharem os mesmos sonhos, as mesmas sensibilidades, de ouvirem em silêncio o canto quase orquestrado de tantas cigarras anunciando a retirada da última claridade da tarde.
Cúmplices na paciência, na quase incontrolável expectativa de também esperarem, em silêncio, sentados nas beiras das calçadas o surgir de um céu terreno, na exata altura dos nosso olhar, trazendo o piscar e o voar de todas as suas estrelas, que tocavam nossas roupas, misturavam-se aos nossos cabelos, em tão grande quantidade que quase ofuscavam os fachos das luzes amarelas que desciam preguiçosamente dos postes de ferro.
Eram dezenas, incontáveis e encantadoras estrelas chamadas vaga-lumes, nossos amigos noturnos, que na profusão dos seus vôos nem percebiam que escreviam doces poesias no ar, iluminavam nossas noites, nossas vidas, nos tornavam mais amigos e bordavam com todas as cores os nossos devaneios de crianças.
Era um céu particular, de tão rara beleza, que nenhum de nós ousava tocá-lo com receio de machucar aquelas vivas estrelinhas de Deus. Assim como vinham, partiam em revoada, quem sabe, para encantar a imaginação de outras ruas, de outras crianças, de outra turma de amigos?
Olhando aquele nosso céu indo embora não ficávamos tristes, porque sabíamos que existiria o amanhã. Sabíamos que como companheiros e parceiros estaríamos juntos para novamente reverenciar, como seus apaixonados servos, nossos iluminados e voadores amigos dos começos de noite.
Aliviado, redescubro, nos caros amigos da minha infância muitos prazeres simples da vida que o danado do tempo quase me fez esquecer. Com o coração e o espírito renovados, volto a escrever, perguntado ao meu coração, onde se ouve hoje o canto estridente das cigarras? Em que tipos de árvores se escondem, em que galhos sobrevivem, em qual folhagem se misturam? Onde estão os vaga-lumes? Onde estão os amigos de ontem que, pela lei da vida, deveriam ser os amigos de hoje?
As cigarras não as vejo e nem as escuto desde a minha infância. Os amigos fiéis de agora, que choram as minhas lágrimas, que abraçam os meus abraços, que contam as minhas estrelas, que vivem meus entardeceres, minhas noites, minhas alvoradas, que oram as mesmas orações, que vivem o meu agora, quase posso contá-los nos dedos.
Os outros, do tempo da fantasia da minha infância, talvez espremidos pela mão do próprio tempo, com certeza, também, como eu, andam pisando nas suas sensibilidades, nas suas desventuras e procurando suas cartas de saudades que todos nós acabamos deixando, um dia, espalhadas pelo chão dos anos.
Diferente do meu tempo de criança, a maioria dos amigos de um passado distante e os vaga-lumes da minha infância, juntos, na mesma revoada, perderam-se na pressa da vida.
Faz três anos vi um vaga-lume sem rumo, sozinho, ao sabor dos bons ventos da praia do Chapéu Virado, na ilha do Mosqueiro. Um parceiro, um amigo do peito, jura que viu dois faz quatro meses na beira de uma estrada. Acredito
Da coletânea de crônicas sobre a VIDA E O TEMPO.
Noelio
Beleza e crônica
que nos remete ao maravilhoso tempo da infância.
Daquele tempo conservo ainda tres amigas
e a lembrança das noites atrás de pirilampos,
das histórias de lobisomens e mulas sem cabeça, contada
pelo mais corajoso enquanto os menores tremiam, dos bolos
feitos as pressas enquanto nosssa mães saiam ( novenas)
e repartido entre os meninos.
Lembranças que são história...e pirilampos que são estrelas ambulantes e que, de vez em quando eu os vejo num resto de verde além da varanda do meu apartamento.
Parabéns pela crônica saudosa e linda!
bjss
bjss
Dos amigos de infãncia e dos pirilampos, cigarras, estrelas, hoje, só temos a saudade, assim como você relatou nestas lindas lembranças.
Andam perdidos de nós, em outros sonhos.
Sinto tanto pelas crianças modernas, que nada sabem de calçadas e de contemplar o céu, iluminadas de felicidade e da ânsia da vida recém começada.
Suas lembranças são lindas como a infância!
beijos
Caro amigo
Reminiscências que mexeram comigo. Transportei-me no tempo e senti todas falta essas coisas que você comentou no seu texto. Os pirilampos, cigarras, os amigos de infância e juventude, que não vejo há muito tempo... enfim um belo mergulho no tempo, uma bela reflexão.
Parabéns por este trabalho tão verdadeiro, com a sua indiscutível competêrncia.
Grande abraço.
Também sinto saudade desse tempo de encantamento, do paraíso perdido.
Faz pouco tempo que vi os pirilampos. Vi também uma orquestra ensurdecedora de cigarras e nos troncos das árvores uma impressionante quantidade de cascas deixadas por elas.
Parabéns pela beleza da sua crônica.
bjs
Eu estava com ela, vendo os vaga-lumes - uma luz tão viva como se viesse do fundo da infância - e ouvindo as cigarras, vendo-as, inumeráveis. Eu estava com ela lendo a sua crônica, me emocionando junto. E com ela deixo aqui os meus parabéns.
Um grande abraço.
Doroni, amiga.
Obrigado por sua sempre constante presença. acho que sempre será tempo de se viver a infância. Se fomos felizes nesse pedaço de tempo é lógico que sentiremos saudades de muitos encantamentos da vida. O importante é que nossas saudades não confundam com saudosismo.
beijos
Noélio
Saramar, querida.
seus comentários já são poesias.Você tem razão quando lamenta pelas crianças de hoje...que não mais vivem essas fantasias da vida. prisioneiros de seu próprios apartamentos, enxergam o céu através de suas janelas...porque sumiram os quintais e aumentaram os perigos nas ruas. tristes marcas da modernidade.
Obrigado por sua linda visita.
Beijos
Noélio
Hideraldo, amigo
Somos cúmplices neste falar de saudades de uma infãncia sem vicios, sem medo. Os amigos perderam-se, porque as cidades, agora gigantescas, são cada vez mais famintas engolidoras dos sonhos de todos nós.
Obrigado pela visita.
Abraços
Noélio
Desculpe, Saavedra, troquei seu nome pelo do Hideraldo, amigo sincero também a quem tinha acabado de fazer um comentário.
Noélio
Sônia e José Carlos, amigo das letras.
Fico feliz e com inveja de vocês, juntos, terem ouvido o canto das cigarras e testemunharem recentemente o voar dos vaga-lumes. Acredito que foi na última viagem de vocês e que originou, se não estou errado, o poema A NOITE É VERDE.
Obrigado pelos elogios, pela visita amiga
Noélio
Veja, Noélio...um pirilampo!
Abraços!
Volto e voto!
Sônia e José Carlos.
Para destacar o que voc~es ecreveram sobre as cigarras descrevo o que dizem os dicionários: insecto hemíptero cujo macho, durante a estação calmosa, produz, por meio de membranas que tem debaixo do abdómen, um ruído estridente chamado fretenir. Sem poesia, mas verdadeiro.
Abraços
Noélio
Milena.
Que os ventos gelados da tua região não façam, também, sumir no tempo os vaga-lumes que dão vida para nossos sonhos.
Obrigado por tua vinda
Com ternura
Noélio
Noelio, beleza de texto, muito bem escrito e desenvolvido, sempre interessante de se ler, do comeco ao fim. Limpo, que a gente leva na maciota...
Os vagalumes de hoje necessitam trocar as pilhas, made in china grande parceiro,
abracos
Belas redescobertas de um sábio no tempo...
Sérgio Franck · Belo Horizonte, MG 13/11/2008 12:31
Noelio,
Que texto lindo imagem também !Agora tenho pressa de subir a serra lá sim encontro com a magia é certo nuvens de vagalumes viro criança e lá vem poemas,rs
Muito obrigada pelo passeio
Abraços
Um trabalho magnífico. Parabéns. Votadíssimo
Coluna do Domingos · Aurora, CE 13/11/2008 14:44
Bela crônica, bela narrativa.
Onde estão os vaga-lumes, também pergunto?
Há décadas não os vejo, perdido na grande cidade de asfalto e cimento armado.
Com os parabéns, deixo aqui os versos de um jovem e atormentado poeta.
Cazuza.
"Os jovens saem de noite
Para fugir da gaiola de suas casas
e ganhar asas
Os jovens apenas sonham de dia
perdem a sua poesia
Eu só quero brilhar
Como um vaga-lume
Que ilumina com o seu olhar"
fantástico querido poeta!
beijos paraenses!
Noélio
Fui lá atrás. Na minha infância. Nunca deixei de olhar os vagalumes.
Eles são mágicos acredite. Como um ser pode controlar a sua própira luz? Poucos amigos também me restam lá da infância. Com alguns ainda converso, apesar da distãncia.
Outro dia, numa noite quente fiquei imensamente feliz e chamei meus filhos, que até então desconheciam o espetáculo. Centenas de vagalumes...
Acredite. Eles estão lá e são mágicos.
Um abraço
Uma ótima leitura, como sempre.
Ainda desperto com o canto de alguns pássaros, aindo ouço a rolinha cantar tristemente no meu telhado, quem sabe chorando de saudade, também, dos vagalumes. Faz tempo que os vagalumes perderam-se na ofuscante luz dos faróis dos carros. Faz tempo que as cigarras agastaram-se com o infernal barulho dos motores e das buzinas dos carros.
Lindo teu texto e me levou à minha infância. Obrigada, meu querido!
Beijos
Noelio Mello · Belém (PA)
ONDE ESTÃO OS VAGA-LUMES?
Um saudosismo cheio de razáo pela beleza que encerra, A atualidade sofre por caréncias e dificuldades que se anunciaram que apareceriam devido o descuido de tudo. desde a Humanidade até o meio ambienrte e os valores morais de amor ao Próximo e boa vontade.
Agora, com seu texto lindo, as saudades matam a gente.
Parabéns.
Abracáo amigo.
Noélio, meu querido!!
Suas palavras têm um poder de nos transportar sempre para um mundo encantado, onde os vaga-lumes ainda acendem noites maravilhosas como esta...vagam os pensamentos e acham uma vaga nas ondas da saudade de um tempo que não volta, mas que, dentro de nós, não passa...como os verdadeiros amigos...por mais distantes que pareçam estar, quando se reeencontram numa esquina qualquer do destino,sempre são vaga-lumes a iluminar os caminhos...
Belíssimo!! Um reflexão poética profunda!
beijinhos blue_prilamposss
Blue
Noélio...Vaga-lumes, acho que não vejo desde minha adolescência, no quintal, jpa rua com asfalto, os via na grama...eram estrelinhas...aquele lume que hoje nem vemos, afinal cada vez mais estamos sem quintais..apartamentos, condominios com jardim, mas os carros , a poluição não deixam esseas luzes para as crianças de hoje e os velhos admirarem...
Outro dia, estive em São Sebastião, litoral norte e vi ao entardecer o sussurro das cigarras...me deua até melancolia...a saudade quando eu gritava para os meninos para voltarem para o lanche lá na praia...
Pirilampos? Só na memória...
Seu texto nos traz tanta coisa bonita, o doce da vida...
Sempre tão meigo no que escreve, você é doce Noélio!
ab
Nada como uma viagem nas recordações! Um primor de texto meu caro Noélio! Votos e abraço!
raphaelreys · Montes Claros, MG 13/11/2008 17:43A vida se torna tão triste quando paramos para pensar em tantas coisas e pessoas boas que perdemos com os anos. Nos resta o otimismo de olhar para o lado e sorrirmos com as coisas e pessoas que temos e como podemos ser felizes com elas. Você me faz feliz quando escreve. Beijos.
Compulsão Diária · São Paulo, SP 13/11/2008 17:54
Noélio,
Gostei tanto que voltei , sabe essa árvore ao meu lado na foto,
muito vagalumes, muito tudo, córregos, passarinhos cantos cantos
vc transportou minha alma !
Que crônica estupenda, meu amigo Noélio! Cheia de melancolia do Tempo, de nostalgia, e de tocante poder de sugestão de juventude perdida, vida e paisagem. Você é um mestre do "Real emocionado", eu diria, pois nada mais mágico que a realidade carregada de emoção. E que explêndida metáfora final, a dos vagalumes solitários!
Saí agradavelmente triste (se se pode dizer assim) da leitura da tua bela crônica. Obrigado, mestre Noélio!
um grande abraço do cordelista
(ainda hei de escrever um cordel sobre os vagalumes, nem que se chame "Os pirilampos de Lampião e o amor de Maria Bonita". (risos)
Estarão nos olhos dos que ainda os procuram?
crispinga · Nova Friburgo, RJ 13/11/2008 22:12
Embora muitos tenham se perdido, por aqui ainda há muitos deles, Noélio. Amigos de infância e vagalumes... Privilégio de quem vive nas pequenas cidades, como a que nasci e para onde pude retornar.
Tua crõnica me levou ao passado, nas noites quentes, nós crianças pequenas olhando o céu de estrelas e vagalumes. Impossivel não se comover...
beijo
Noélio,
Tão lindo, deixou uma ponta de nostalgia.
Tão bela, deixou uma vontade de passar o dedo
no doce da panela.
Colocou o sentir de uma forma esplêndida.
As lembranças chegaram e nem pediram licença,
adentraram pela porta da frente.
Aplausos!
Beijos e votos,
Regina
Grande Parceiro Noélio,
É sempre um imenso prazer degustar as tuas palavras tão belas, tão sensatas e tão cheias de sentimentos...
Valeu amigo!
Um grande abraço
Noélio,
Lá na Serra de Friburgo ainda vivem em bando os vagalumes!
Sabe de uma coisa? Esse sou eu!
Há quanto tempo não vejo um vagalume? Pegá-lo na mão e sentir aquele estalido quando ele tenta escapulir.
Ou amarrar vários deles e colocar sobre o berço de um dos filhos.
Tua crônica me trouxe uma vontade doida de sair a procurar vagalumes.
Vou poetar isso, em tua homenagem.
É, vagalume somos um pouco hoje, vagalumes com pouca luz.
Me lembro um dia em que ouvi do padre Jesus, diretor do colégio,
o nome pirilampo. No começo até gostei. Depois passei a odia-lo, ao nome. Fiquei mesmo com o vagalume,
abraço
andre.
Vitor, amigo
Obrigado pela visita. Acho que nossos corações é que precisam ser mais sensíveis para não esquecermos as coisas boas da vida...mesmo que estejam enterradas no fundo do tempo.
Valeu, parceiro
Abraços
Noélio
Franck, amigo
Tua presença no que escrevo sempre vem com elogios que emocionam.
Obrigado, parceiro
Noélio
Claudia, minha querida amiga das florestas.
Obrigado por sua linda e poética presença. Duas vezes obrigado. Dois deliciosos comentários.
beijos com ternura
Noélio
Domingos, poeta amigo
Sua presença é sempre uma alegria nos meus textos.
obrigado,parceiro
Noélio
Eloy.
Você que mora no Rio, cheias de encantos, sabe, como muitos, que a modernidade fez com que a vida jogasse na baú do tempo tantas fantasias da alma. Obrigado pela presença e por lembrar do Cazuza, um talento que a vida perdeu. Vamos em frente. Afinal, o mundo é uma bola.
Abraços
Noélio
Celina, querida amiga.
Acho que durante teus sonhos tua alma anda pelas ruas de Belém, remexendo nas saudades de um tempo que não volta jamais.
beijos
Noélio
Edmo, parceiro
Acredito nessa nuvem de vaga-lumes que você mostrou aos seus filhos. Felizes daqueles que ainda podem ve-los ao vivo e em cores e aos que, como eu, guardam suas fantasias tatuadas nas paredes do coração.
Obrigado, Edmo.
Abraços
Noélio
Lena, amiga
Nada mais poético que acordar ouvindo o canto dos pássaros. Só os corações sensiveis sentem esse prazer. obrigado pelo carinho da sua visita.
beijos
Noélio
Azuir, amigo
teus comentários e sua presença amiga sempre são uma honra para quem escreve. A minha alma agradece
Abraços fraternos
Noélio
Rai
Sua celeste visita, cheia de encantos e com comentários tão sensíveis são poesias para a alma.
Obrigado, querida amiga
beijos
Noélio
Cintia, amiga querida
Doce é nossa amizade, o carinho que une nossas almas. Obrigado por lindo comentário e pela visita. Esta casa é sempre sua.
beijos
Com ternura e amizade
Noélio
Rafha, escritor dos melhores.
Obrigado pela visita e por tão elogiosas palavras.
abraços fraternos
Noélio
Bea, querida amiga
Seus comentários são feitos com a luz das alvoradas. Sua presença é linda como um luar. obrigado, amiga, pelos elogios
beijos
Noélio
Guilherme, parceiro.
Ser elogiado por você, o melhor dos cordelistas, um resgatador da cultura, é sempre um prazer sem limites. Vou esperar seu cordel sobre os vaga-lumes.
Abraços fraternos
Noélio
Cris, linda amiga
Sei que com a poesia que você traz na alma, também faz teus olhos verem coisas que a fantasia da vida não esquece.
Obrigado
beijos com ternura
Noélio
Nydia, doce amiga
Sei que na tua cidade ainda acontecem tantas coisas que o tempo não consegue estancar, mas só os corações sensíveis e poéticos, sentem esse imenso prazer de descobrir o que ainda é belo, o que encanta a vida.
Obrigado, amiga
beijos
Noélio
Regina
Receber um comentário tão doce e lindo como esse seu, já torna meu dia um oceano espumante de alegrias
Obrigado, amiga e grande poetisa.
beijos, com carinho
Noélio
Agenor, meu grande parceiro.
Tua chegada sempre vem com o sabor da amizade leal e dos comentários bonitos que só fazem enriquecer o que, humildemente, escrevo.
abraços e obrigado parceiro
Noélio
Suannes
É sempre uma honra ter a sua visita com tão belos e comovidos comentários. assim, são os grandes poetas, sem medo de esquecer as coisas maravilhosas do ontem.
Seria uma honra receber uma homenagem sua.
Abraços amigos
Noélio
André, grande parceiro
Tua presença fiel é sempre um incentivo para que eu possa continuar minha caminhada. Nas letras e na vida.
Obrigado, amigo
Abraços sempre fraternos
Noélio
Sabe, quando eu era menina, havia um morro em frente a minha casa, e, à tardinha e à noite ele ficava todo iluminado c/ milhares de vagalumes acendendo e apagando aquela sua linda luzinha...A´te já escrevi sôbre isso. Há anos não vejo um vagalume! Onde andarão? iluminhando outros morro p/ trazer lembranças a outras pessoas., com certeza.....Tenho saudade... Voto em vc. Muito bonito texto. Langinha.
Langinha · São Paulo, SP 14/11/2008 09:20
Ah, a infância! Como explicar esta saudade sem falarmos dos sonhos infantis! Abraços
Paulo Esdras · Brumado, BA 14/11/2008 17:28Não lametemos o que perdemos, caro Noélio, por mais que tenham sido dolorosas as perdas. O que(m) foi sempre deixa coisas boas, lembremos delas, portanto.
Marcos Pontes · Eunápolis, BA 14/11/2008 19:09
Marcos, caro amigo.
O meu texto não é de lamentos ou de dor que não termina, mas apenas uma lembrança saudável de um tempo que a fantasia da vida era mais forte que muitas duras realidades da vida de hoje. Continuo sendo um homem feliz, apesar dos golpes do destino, que me surpreenderam nanoite dos anos.
Obrigado, parceiro pela presença amiga.
Abraços
Fraternos
Noélio
Langinha
Fico feliz em ter despertado em você saudades felizes. Obrigado pela sua presença e pelos elogios ao texto.
Abraços ternos
Noélio
Paulo Esdras, parceiro.
Obrigado por sua fidelidade e elogios ao que escrevo. Sou também um apreciador do seu talento.
Forte abraço, amigo
Noélio
Grande, Noelio!
A mãos da energia sublime Te enviaram a terra
com a poética missão de confortar nossos corações em fuga.
Nestes dias de pavor e desesperança,
és o farol da saudade a nos guiar a terras férteis,
de mansidão e pureza.
Valeu, amigo e parceiro!
Abçs.
Benny Franklin
NOÉLIO,
DEUS te ofertou,
Mares de sabedoria...
Reprises constante de bondade!
Seus textos,tão ricos,tão belos,
Primeiro brilham,depois umedecem,
Meus olhos...
Transbordando
Alma e coração!
Parabéns caro amigo.
Uma semana de luz!
Abraços.
Porto Alegre-RS.
Ai, ai, ai... que lindo, amiguinho dos anjos Noelio.
Sorte que não acontece a vagalumes o que acontece a colibris.
Caro amigo...ontem eu v i vagalumes...e queria te dizer que muitos deles. Eu estive em recanto inspirador natural, e da selva eles brotavam em dança...Estou feliz por te dar esta notícia, creio que te trará um certo consolo...Saber que estes lumes vagantes, iluminaram-me os pensamentos dispersos na névoa noturna...Bjos
Iva Tai · Manaus, AM 17/11/2008 11:47
Meu caro,
quem vive nos grande centros entende bem as suas crônicas
de singeleza e grandeza fantásticas!
Abraços.
grande texto no sentido exat da palavra amigo poeta, votado.
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 17/11/2008 20:08
Poesia na essência. Vôo da Alma revivendo momentos sublimes e que jamais serão esquecidos.
Um grande abraço amigo . jbconrado
Gostei muito do seu texto!
Vagalumes mais brilhantes são os nossos interiores...
A imaginação fértil...
Companheiros inteligentes que iluminam nossos caimnhos!
Sílvia
Ah! a minha volta milhões de vagalumes, por entre os cipestres baixos, passando rente aos meus olhos, e o cheiro doce de fazenda.
Ah! O valalumes na minha estrada agora, tão dispersa, tão confusa.
Ah! essas estrelhinhas caidas do céu, por aqui.
Vontade de sair na estrada
vontade de te ver de novo
acordar cedo e da varanda
saudar com um riso o dia novo.
Ver gado no pátio
ave fazendo amor
me molhar no orvalho
dos caminhos que eu vou..
beijos
Naeno
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