CAPÍTULO 1º – A QUEDA
Voávamos já sobre a região de Casanare sobre a Colômbia e o pequeno avião, um pequeno jato executivo, oscilava devido ao forte vento. O semblante preocupado do piloto me indicava que estava preocupado com algo. – Estamos perdendo combustível. Temo que tenhamos que procurar um lugar para pousar.
– Como assim? Perguntei já preocupado também. Nunca tivera medo de voar e é algo a que já estava bastante acostumado. Mas aquela região não parecia o melhor lugar para pousar. Via pela janela um rio serpenteando entre montanhas de mata densa entremeada de rochas e áreas inóspitas. Neste momento o pequeno avião, sacudia e trepidava muito. Começamos a perder altura e uma queda parecia iminente. Mas de certa forma o piloto ainda o controlava e procurava descer mais para visualizar alguma área que permitisse o pouso. Estávamos entre Gaivotas, uma vila ecológica localizada nas imediações do departamento colombiano de Vichada, Foi fundada em 1971 por Paolo Lugari que montara um grupo de engenheiros e cientistas em uma tentativa de criar um modo sustentável de viver em um dos menos hospitaleiros climas políticos e geográficos da América do Sul, e Santa Rosalia bastante distante dali. Foi muito rápido. Repentinamente começamos a tocar o topo das árvores e um forte estrondo foi a última coisa que ouvi. Quando acordei, a cabeça doía-me terrivelmente e sentia também muita dor no peito e nas pernas, mas estava inteiro. O avião estava destruído totalmente, com pedaços da fuselagem e de asas espalhados por toda parte. Mal podia mover-me e lembrei-me do piloto. Arrastei-me até onde estava e a visão que tive não deixava dúvidas. Estava morto. A cabeça fora literalmente esmagada e havia muito sangue. Fiquei por um tempo recostado a uma árvore analisando a situação. Estava vivo, mas, com sérios problemas. Procurei o celular nos bolsos, mas, não encontrei deveria ter caído. O rádio do avião, simplesmente virara um emaranhado de fios e galhos e parte do sistema elétrico já nem existia. Contato com o mundo exterior seria a partir dali uma tarefa impossível. Mesmo que tentassem localizar o avião por GPS, não haveria como detectar o sinal. Mesmo com dificuldade, procurei localizar minha mala e uma mochila. Havia na mala alguns pacotes que somavam R$ 250.000,00. Iria com certeza precisar de dinheiro. A noite aproximava-se e eu começava a me preocupar seriamente. Encontrara no avião um kit de primeiros socorros que me ajudou com algumas escoriações e num resto da fuselagem alguns pães, embutidos e enlatados e até duas garrafas de vinho tinto ainda inteiras. Sabia que teria de andar, sem saber ainda para onde. Descartei da mochila e da mala, todo o excesso só conservando algumas roupas, o dinheiro e outros objetos pessoais que poderiam ser útil, como minha arma, uma pistola automática de 15 tiros que esperava não precisasse usar. Meu laptop estava quebrado, mas o HD ainda deveria estar inteiro, havia ali 150 GB de dados e minhas rotinas dos programas de controle financeiro e muitos outros. Depois de reorganizar a mochila, descartei a mala e pus o pé na estrada. Estrada? Não. Só mata e pedras enormes. Procurava um lugar alto de onde pudesse visualizar algum povoado ou alguma casa que fosse. Depois de uma boa caminhada morro acima tudo que consegui ver ao chegar ao topo era o rio serpenteando entre as montanhas. Deveria haver por ali, algum sinal de vida como um rancho de pescador ou coisa assim. Comecei então a descer em direção ao rio. Estava ainda longe e teria ainda de andar bastante. Em meio a decida, havia uma rocha imensa que se projetava para o que parecia ser uma clareira. Contornei a imensa pedra e de fato havia uma clareira de onde se via a entrada de uma caverna. Mas o que chamou a atenção foi a figura inconfundível de um rancho de madeira, construído ao abrigo da saliência na rocha. Pelo aspecto a casa deveria estar ali a bastante tempo. Uma curva do rio passava bem próxima, cerca de uns 100 m. Aproximei-me da casa e subi uma escada em direção ao que deveria ser a porta dos fundos. Não estava trancada, apenas uma taramela simples de madeira. Bati por delicadeza, pois não havia sinal de vida e ao abrir a porta a presença de muito pó e teias de aranha demonstravam que a muito tempo não andara ninguém por ali. Nada mal pensei enquanto colocava a mochila sobre a mesa da cozinha. Havia uma geladeira e lâmpadas no teto, então deveria haver um gerador. O fogão era a lenha e uma lareira de pedra no canto direito ainda ostentava restos de cinza e carvão. Havia um quarto com cama de casal, com um guarda roupa grande, mas havia somente roupas masculinas. Uma sala com uma mesa com duas gavetas e duas poltronas de couro. Quem quer que morasse ali, deveria ter saído as pressas e não voltara até então. No fundo do pequeno corredor entre os quartos, havia um alçapão. Levantei a tampa e deparei com uma escada que levava a um compartimento no porão.
CONTINUA
Ele fugiu, quando descobriu para quem estava trabalhando. Um acidente o colocou em uma trama de romance, corrupção e tráfico. Teria agora que usar toda a sua habilidade com computadores para resolver um rapto e descobrir a identidade de um perigoso bandido.
Os Diamantes de Zeus
LAURO WINCK · Rio Pardo (RS)
Um Texto bem escrito com um bom comeco de uma grande e atraente aventura. Tudo já esta se delineando.
Impressionante e já mostra que vai ser legal.
Estaremos aguardando.
Parabéns.
Abracáo Amigo.
Quero ser chamado para fazer a orelha do romance quando for editado. No minimo estarei na fila dos "querentes"!
raphaelreys · Montes Claros, MG 28/5/2009 11:08
Lauro,
O conto promete...
dessa parece que o personagem se salvou,
vamos ver os próximos capitulos
bjs
A trama promete... Vamos ver se ele vai conseguir...
Votado
Bjssss
Acompanhando a trajetória dos seus personagens. O que nos reserva o alçapão? Parabens por mais uma narrativa. Bjos.
graça grauna · Recife, PE 29/5/2009 06:40
Suspense, frisson, habilidade narrativa... Parabéns! Beijo.
Brida · Salvador, BA 29/5/2009 12:15
Olá Lauro!
Mais um conto que traz suspense e emoção. E muita curiosidade e ansiedade pelo proximo capitulo!
Beijos
Patty
Nosso heroi já começa bem tem um anjo da guarda atento saiu ileso desta e até achou uma cabana. Espero que não seja um cavalo de troia e sim um presente de fato. Aguardando o próximos capitulos.
sheila duarte · São Paulo, SP 30/5/2009 17:47
oiii menino Lauro...
Por motivos que ñ sei quais, passou-me desapercebido este seu texto. E asseguro que passou desapercebido, justamente, porque adoro Filmes, e não perderia esse filme, ainda mais, que seleciono os roteiristas e quem seja o Diretor, para ter certeza de me envolver nas tramas.
Já me envolvi nesta, e estou tbem no meio dessa selva, ainda sem saber ao certo, quem sou eu, o que faço ali, por que estou e para onde vou... Por isso, confio que a mente me volte à mente na sequencia...
abraSSos Zansiosos,
ZecaFeliz = ou ken Serey
Estou indo para esse porão junto contigo. Envolvente sua trama. Sigo te lendo. Bjs.
Daniele Boechat · Rio de Janeiro, RJ 5/6/2009 18:20
acompanhando-te e adorando esse suspense.
bjsssssss;)
Deixe eu continuar a ler esse suspense, hehehe...Vou agora para segunda parte. Abraçosss!!!
delen · Cotia, SP 7/6/2009 18:58Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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