CAPÍTULO 8 – UM ADVERSÁRIO DE RESPEITO
Quando me contratou, você queria além é claro das mordidas nas contas dos tais laranjas, que eu desmascarasse Zeus. Na verdade, Zeus matou Suely. Ela já estava morta quando surgiu a versão do seqüestro. Por alguma razão, Zeus manobrou para colocar as suspeitas sobre o advogado. A Interpol localizou a arma do crime junto ao cadáver de Suely e a bala extraída de sua cabeça conferia. A arma estava em nome de Juarez. Zeus esperava que eu chegasse a óbvia conclusão de que o advogado e Zeus, eram a mesma pessoa, mas cometeu um erro, a caixa de fósforos sobre a mesa, continham impressões digitais diferentes e além disso, Juarez não fumava. -Você sabia que Juarez e Suely, eram amantes?
Ele ficou calado. Apenas me fitava com um olhar distante. – Claro que sabia! Você matou Suely, quando descobriu que ela o estava traindo. Então você criou a versão do seqüestro. Colocar bastante dinheiro na conta de Juarez fortaleceria as suspeitas, pois precisava ter um motivo forte. Mas você decidiu matar o Juarez antes que ele se desse conta de tanto dinheiro em seu nome. Juarez devia ter tomado o mesmo vôo em que Bianca sofreu o acidente. Mas, você não contava com a mania que ele tem de perder vôos por atraso. Coincidentemente a empresa que fazia a manutenção da cia. aérea, é de sua propriedade e o funcionário encarregado de sabotar o avião, já está preso. Quando Bianca ligou pra você, você nem sabia que ela estava naquele vôo. Na verdade, a extradição de Bianca era só um despiste. O policial que morreu era apenas um capanga seu. Ela deveria ter decido em Bogotá e depois iria ao meu encontro porque você já sabia onde eu estava. O documento de extradição apenas faria com que ela se aproximasse de mim, com um motivo semelhante ao meu. Ela fugindo de uma pretensa extradição e eu também em fuga. O fato dela ter sobrevivido, apenas alterou um pouco a ordem das coisas. Claro que ao escolher o nome Zeus, inicialmente você lançava suspeitas sobre Suely que estava morta. Não lhe interessava que viesse a público a sua morte. Com Juarez morto, e as evidências apontando para ele, você simplesmente estaria livre de suspeitas. Afinal você tem bastante gente para mascarar qualquer situação. –Você está louco, como vai provar tudo isso? Falou Theodore.
- Simples, você conseguiu montar um império colossal, graças a sua astúcia e competência. Mas você não é um assassino! Você esqueceu de sua própria mania por câmeras de vigilância que existem em todas as suas propriedades em número abundante. Então, essas câmeras mostram que você estava com Suely na noite em que ela morreu. Como a casa era usada também por Juarez em suas viagens e encontros com Suely, você usou a arma dele que ele deixava sempre lá. Além disso, Juarez não estava no local do crime naquela noite. Por último, você cometeu o erro de mandar algum estúpido capanga enterrar o corpo, e o cara enterrou a arma junto. – O que pretende fazer? Pergunto Theodore. Parecendo conformado. Neste momento a porta abriu-se e Salvador Ribeiro entrou na sala. Traziam uma ordem de prisão contra Theodore e fazia-se acompanhar por um bom número de policiais. Ele não reagiu, apenas fulminou-me com um olhar de causar calafrios. – Parabéns, você é muito mais competente do que eu havia imaginado, mas, você não perde por esperar. Vindo de Theodore essa ameaça fazia sentido. Claro que seus advogados e mais um maço de dinheiro o poriam em liberdade rapidamente. Saíram todos e eu fiquei sentado onde estava, imaginando como teria de fazer para escapar de uma vingança. Neste momento, Bianca entrou na sala. Chorava muito, pois havia ouvido tudo em seu próprio computador, porque tratei de gravar a conversa espalhando pelos computadores em rede. Inclusive o de Salvador. Depois, mais calma comentei com ela o que havia ocorrido, pois eu não esperava que Theodore fosse o assassino. – Ok, você foi brilhante, mas, quero saber como o dinheiro dos meus laranjas sumiu quase todo. Ela estava furiosa! – Hei! Eu fiz o que você pediu. Percebi que o dinheiro estava sendo transferido para um tal de Gerald Stein, pensei que você sabia. – Nada disso meu amor, você é o único que poderia fazer tais transferências. A verdade é que o meu pessoal está chiando e você tem que saber o que aconteceu. – Olha Bianca, eu não tenho a menor idéia, a única hipótese é de que um outro hacker tenha invadido o sistema e feito as transferências. – Pois trate de descobrir quem meteu a mão no dinheiro. Alguém fez isso e para mim foi você. Ainda mais que ouvi um boato de que você e a lambisgóia da Sulamita andaram juntos na minha ausência. Se esse dinheiro não aparecer, garanto que mando te matar. Estou até aqui. Deu uma rabanada e saiu porta fora. Não sei porquê, mas eu não senti nada, parece que naquele momento, Bianca era apenas uma estranha, uma aventura que havia acabado. Melhor assim, pensei. Na verdade nos últimos dias Sulamita não me saia da mente. Aquela noite com ela havia sido algo muito forte e eu já nem sabia a quem realmente eu queria. Na manhã seguinte, só, pois Bianca não viera deitar-se e eu nem sabia onde estava. _ Dona Bianca viajou para a Europa, informou a servente à hora do café. – Puxa, nem se despediu. Pensei. Voltei para meu computador e por mais que tentasse não encontrava uma pista do sacana que moveu o dinheiro. O cara era muito bom, pois não deixou rastro. Bem. Eu tinha cumprido a missão, ainda tinha os dois milhões na Suíça e precisava dar um jeito na vida. O celular tocou e a voz de Sulamita, soou como um sussurro nos meus ouvidos. – Oi! Querido, estou nas Ilhas Canárias. Tomei conhecimento dos acontecimentos e parece que há um rebú total. A Interpol está fazendo uma devassa nas contas do grupo e tem muita gente perdendo emprego e indo pra cadeia. Vem pra cá, estou com saudades.
CONTINUA
Ao desvendar o assassinato de Suely, surge um novo adversário...
Oie poeta!!!!
Adorei sua historia. Vou ler os outros capitulos.
Beijinhos doces.
LAURO WINCK · Rio Pardo (RS) ·
Os Diamantes de Zeus -8
Uma trama emocionante com detalhes e observações especiais só observadas para mestres, do nível de espionagem.
Impressionando a gente, que queremos ver o desembaraço com a Justiça vencendo, pra não favorecer crime de especie nenhuma.
Muito bacana e marcante.
Uma Leitora boa do início ao fim
Parabéns.
Abração Amigo
Lauro, vc realmente prende nossa atenção na narrativa. Tens talento já lhe disse. Bjs.
Daniele Boechat · Rio de Janeiro, RJ 1/7/2009 18:01Lauro que rolo... Caramba! Detalhes de investigação como as digitais da caixa de fósforo se o Juarez não fumava, além da bala da cabeça de Sueli e ser enterrada com o revolver para dar pistas posteriores... Muito legal a trama. Nos prende como visgo de jaca prende passarinho. Uma beleza amigo!! Parabéns Bjs, Mirtes Carvalho
Mirtes Carvalho · Rio de Janeiro, RJ 1/7/2009 20:51
Lauro,
que trama bem bolada
Digna de um 007
bjs
É... amigo Lauro: que trama!
As minhas unhas nao resitem tanta ansiedade..
Gosto muito dos seus textos.
Bjos
Patty
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