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OS ESPINHOS DA VIDA

1
José Bezerra de Carvalho · Teresina, PI
20/1/2010 · 7 · 1
 

Entre os espinhos da vida
E na pobreza eu vivi
Na poeira das estradas
No desconforto cresci
Entre fracos e fortes
Tanto dei como pedi

O mundo foi o meu mestre
Me bateu sem piedade
Apanhei mas aprendi
Sem usar deslealdade
Minha arma o amor
Buscando a felicidade

Criei-me num lar humilde
Às vezes faltava o pão
Devido às dificuldades
Era grande a precisão
E muitas vezes dormi
Sem ter uma refeição

Às vezes pela manhã
Eu tomei café sem bolo
Trabalhei de Sol a Sol
E me chamavam de tolo
Eu sofri sem maldizer
E chorar era o consolo

Nas margens estreitas da vida
Por caminhos tortuosos
Andei em trilhas incertas
Com agentes perigosos
Mesmo andando certo
Sobre olhares duvidosos

Bati em portas fechadas
E a mim não foram abertas
Trilhei diversos caminhos
E por estradas desertas
Só encontrei mãos fechadas
Muitas passadas incertas

Grande fardo de fadigas
Desconforto e sofrimento
Pra uns o mundo sorria
Pra outros um desalento
Muitas vezes angustiado
Eu dormi só, ao relento

Hoje eu estou só
Como o só nasci também
Mas sigo firme a Jesus
O que nasceu em Belém
Única riqueza dos pobres
Pois nasceu pobre também

Mesmo entre espinhos
Vi outros também nascer
Criar-se em meio às rosas
Com açucenas crescer
Entres os espinhos da vida
Vi a vida florescer

Luta sem sofrimento
Não tem valor a vitória
É como vida sem fé
É uma graça inglória
Quem com fé luta e vence
Torna bela a sua história

Sobre a obra

Entre os espinhos da vida
E na pobreza eu vivi
Na poeira das estradas
No desconforto cresci
Entre fracos e fortes
Tanto dei como pedi

O mundo foi o meu mestre
Me bateu sem piedade
Apanhei mas aprendi
Sem usar deslealdade
Minha arma o amor
Buscando a felicidade

Criei-me num lar humilde
Às vezes faltava o pão
Devido às dificuldades
Era grande a precisão
E muitas vezes dormi
Sem ter uma refeição

Às vezes pela manhã
Eu tomei café sem bolo
Trabalhei de Sol a Sol
E me chamavam de tolo
Eu sofri sem maldizer
E chorar era o consolo

Nas margens estreitas da vida
Por caminhos tortuosos
Andei em trilhas incertas
Com agentes perigosos
Mesmo andando certo
Sobre olhares duvidosos

Bati em portas fechadas
E a mim não foram abertas
Trilhei diversos caminhos
E por estradas desertas
Só encontrei mãos fechadas
Muitas passadas incertas

Grande fardo de fadigas
Desconforto e sofrimento
Pra uns o mundo sorria
Pra outros um desalento
Muitas vezes angustiado

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informações

Autoria
José Bezerra de Carvalho, poeta Zé Bezerra, o "Águia de Prata"
Ficha técnica
Cordel, em sextilha(s)
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Marcos Filho
 

Belíssimas passagens que se convertem em exemplos de vida... assim como na vida de Jesus: tudo é exemplo prá nós... prá aprender a sermos homens de verdade... aprendi que nascer em berço de ouro é prova muito mais difícil à evolução do espírito do que ter que crescer com as próprias pernas... no conforto, há grande probabilidade de desperdiçarmos nossa vida com futilidades e desimportâncias... estamos aqui nesse mundo prá aprender através do trabalho, das amizades, da família e da religião (muitos afortunados financeiramente dispensam tais escolas)... parabéns pelo texto...

Marcos Filho · Campo Grande, MS 20/1/2010 17:08
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