Como pequenos sonhos
vinham à minha mente
reminiscências de tempos perdidos,
de tardes radiosas
passadas a correr ao sol,
ébrios de uma inocência
em que muito dificilmente
o medo da morte
ou a simples idéia dela
nos vinha à cabeça
e sim ficava
boa parte do tempo dormindo
e só raramente
o negrume de seu vôo
manchava o azul de nossa alegria...
Como pequenos sonhos vinham à minha mente...
Bons tempos, aqueles... Tardes radiosas e azuis, distante do medo da morte e do negrume do seu vôo...
Comovente teu poema, Eduardo, me tocou profundamente.
abraços
Vivemos de ternas lembranças e outras que não caem no esquecimento, vivemos nos céus azulados e também nos dias cinzentos.
"...De repente
tudo se mostra
tão frágil
que ajo à toa,..."
Comovente mesmo é o apoio de vocês. Sintam-se fortemente abraçados e obrigado pelo carinho de sempre.
Eduardo de Oliveira · Teresina, PI 21/11/2008 10:08
boa parte do tempo dormindo
e só raramente
o negrume de seu vôo
manchava o azul de nossa alegria...
belíssimo trabalho.votei com prazer,abraçossssss
belas reminiscências da aurora da juventude...
votado , otimo texto, acho que o titulo não era necessario...
a idéia em si nos dá a orientação.
abraços traternos
belas reminiscências da aurora da juventude...
votado , otimo texto, acho que o titulo não era necessario...
a idéia em si nos dá a orientação.
abraços fraternos
A morte é uma perspectiva distante, quando se é criança, quando se brinca, quando se é feliz!
Assim entendi teu poema.
Abs,
Herculano
Como piauiense que mora longe há mais de 30 anos, a limnha lembrança de infância é de Teresina:
Manga-rosa,Teresina!
Herculano Alencar
Meus pés descalços sobre a terra quente,
Ardiam como as brasas de São João;
Como fogueiras que queimavam o chão,
E me aqueciam o coração e a mente.
São só lembranças, cacos de uma vida!
Pedaços de emoção cristalizados,
Minuciosamente desenhados
Sobre a saudade mal compreendida.
O que será da Manga-rosa,Teresina!?
Do sol que a beija, como um beija-flor!?
A flor purpúrea que reflete a cor
Dos lábios cor-de-rosas de menina.
São as lembranças de uma vida antiga,
Uma emoção dormindo no passado;
Um faz-de-conta de algum pecado,
Que Deus cobrou da minha gente amiga.
Edu,
a morte existe mas não se vê
as tardes radiosas estão ai todo o dia.
e os sonhos também!
bjs
cara texto massa! esse eu não tinha lido ainda mais isso acabou de ser remediado. gostei muito!!! e mesmo com o negro da morte sempre... sempre... vai existir azul... um abraço irmão e muita paz no seu coração.
O poeta oculto · Teresina, PI 19/6/2009 14:18Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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