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Overpoemas - II

1
André Teixeira · Aracaju, SE
20/7/2007 · 78 · 10
 


Transfusar para o papel,
para o dia,
para a noite,
para os gritos de silêncio da aurora,
para as tardes que mal entram e já se vão escorrendo por baixo da porta],
minha alma,
o que sou,
é meu intento.

Certeza apenas de ter me despido
da Norma&Regra
para poder, inclusive, quebrar essa regra,
e cair dentro do paradoxo que salva,
sem tirar à fórceps
o sorriso de alegria
ou a simples poesia
que ira, algum dia,
iluminar o escuro de que luz precise
e não se encontre.

É o que sinto o que escrevo,
nada mais.

Só não consegui ainda que essas letras me salvem de mim mesmo.

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Autoria
André Teixeira
Ficha técnica
ao citar o Sonet I, de Fernando Pessoa
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Benny Franklin
 

Grande André, perfeito como sempre. Muito bom.

Benny Franklin · Belém, PA 16/7/2007 20:39
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
André Teixeira
 

Cara,
não tive tempo de tentar decifrar/destampar/abrir/ler os outros poemas seus. Mas digo com sinceridade: gostei MUITO do que li até agora! Amplia a dimensão da sua parabenização. Espero poder continuar essa 'poemacatarseterapia'.

GRANDE abraço!!!

André Teixeira · Aracaju, SE 16/7/2007 21:39
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Marluce Freire Nascasbez
 

André,

Belo poema!

Marluce

Marluce Freire Nascasbez · Carnaíba, PE 18/7/2007 16:27
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André Teixeira
 

MUITO obrigado Marluce!

GRANDE abraço!!!

André Teixeira · Aracaju, SE 19/7/2007 09:29
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Dora Nascimento
 

Mas elas salvam, acredite.
tuas palavras sentidas salavam almas.
Salvam dias
de inevitáveis agonisas.

Mais uma vez beijo-te em poesia.

Dora Nascimento · Olinda, PE 19/7/2007 19:03
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André Teixeira
 

Dora!!!

responder-te em poesia:


Se a agonia é inevitável,
perguntem-lhe:'o que posso aprender?'
transformar a dor em quê?
sonhos náufragos à deriva
procurando boias salva-vidas
fechadas em web pages;
perdidas em web pages;
amarelando em cadernos velhos e impressos do século passado.

Transformar o silêncio do quarto, os escuros do quarto,
as ausências do quarto,
a faca que corta por dentro e sangra por dentro e não alivia,
da alma,
o fardo desse viver;

no algo de luz que espera o dia seguinte.

==================================================

me desdobro em poesia, par ao sentir poesias que sei que sentes, e, creio, quase todos que gostam de poesia, abrem e buscam a salvação um no outro, nesse imenso mundo_mar de sentimentos!

GRANDE abraço!!!
A

André Teixeira · Aracaju, SE 20/7/2007 08:45
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Dora Nascimento
 

Ai, André...
Assim tu me devoras,
E a essa hora da manhã...?
E quem foi que disse
Que poesia tem hora,
Minha senhora...?
Ah, meu senhor poeta
Escrutinador,
Escrutina a dor
Descortina em cor
Desentoa o silencio
Que meu coração
Já se desmanchou...

Abraço-te sempre em poesia.
E beijo-te imensamente agradecida.

Dora Nascimento · Olinda, PE 20/7/2007 09:00
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Dora Nascimento
 

E esqueci,
Obrigada por me lembrar através desta poesia em azul, que existe tantas web pages, como Passagens Secretas para todos os coraçãoes poetas.
Mais beijos agradecidos

Dora Nascimento · Olinda, PE 20/7/2007 09:02
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BETHA
 

Lindo , André.
Parabéns.
Abraços de Betha.

BETHA · Carnaíba, PE 20/7/2007 10:07
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André Teixeira
 

Salve salve Dora Nascimento!!!

É um duelo ao modo dos repentistas,
sem repente mas derepente?!

Que ótimo!!!

eis o Overpoemas VII

Ao som de um Tango
rosas vermelhas são salvas da tesoura para crescer
no jardim da poesia,
que não tinha hora nem dia e podia
voar e saltar e brincar a hora que fosse,
de salvar o mundo com a simples idéia
de que ele é uma flor e uma poesia.

Raios de sol zipados nas entrelinhas
iluminam o céus de dentro de quem lê e crê que isso é possível.

Papoco de traques de massa
a incensar marés supostas
cheias de lua - 'que alta, brilha' -
e não sou inteiro:
o corpo fica
e a alma estica no poema que se derrete
enganchado no arame farpado da memória que salva-a.

======================================================

outro GRANDE abraço!!!
A

André Teixeira · Aracaju, SE 20/7/2007 10:13
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