V
Se a agonia é inevitável,
perguntem-lhe:'o que posso aprender?'
transformar a dor em quê?
sonhos náufragos à deriva
procurando boias salva-vidas
fechadas em web pages;
perdidas em web pages;
amarelando em cadernos velhos
e velhos impressos do século passado.
(Será que ao menos serve de alimento à traça a poesia?)
Transformar o silêncio do quarto,
os escuros do quarto,
as ausências do quarto,
a faca imaginária que corta por dentro
e sangra por dentro como uma verdade certa que não alivia,
da alma,
o fardo desse viver,
no algo de luz que espera o dia seguinte.
Achei este poema muito interessante, além da beleza já comum em seus versos.
A reflexão sobre o que é a poesia e o que representa para as pessoas é sempre fascinante. Principalmente em tão belo poema.
beijos
Sou "suspeita", mas não resisto, e não posso deixar de comentar...
Não deixemos que a traça se alimente de poesia, e sim nós todos, que aprendemos a lição de cada dia - viver com poesia, se não na poesia "formal", das linhas escritas, mas no que ela evoca de beleza e vida!
Beijos com amor e ... poesia!!!
Nem às traças, amigo. A poesia distancia-se do mundo real, agora, até em sua transcrição, ou seja: ou inventamos traças digitais, para consumir nossos versos esquecidos, ou a magia vai-se, em parte, embora.
Bonito poema.
Ceiça Lima!!!
Ceicinha meu bem,
eu sou "suspeito" pra falar de vc também!!!
Então eu não falo,
por isso eu Poesia:
Overposias I - A Traça e a Entrelinha
Segue rumo o verde louro poema
na cadeia alimentar da traça.
a traça dele e o poema de nós,
igual ao caminho inevitável que sempre chega;
igual às noites frias;
igual ao dia que não termina.
Fruto parido da semente da idéia!
Luz poesia para os olhos que enxergam flores e vida
nas entrelinhas que,
silenciosas,
gritam para o pulso do futuro
o seu existir falido pela inércia do tempo.
Mais eis a poesia aqui
desdobrando-se em flor
no jardim do deserto que por vezes é a vida.
Mel de fina estirpe,
irmã vegetanimamineral das Coisas,
lambe a cara com a tinta dos sorrisos saciados
- a traça e o poema, ela dele e ele dela -
e vão ser felizes digerindo o sonho
de o Tudo ser infinito.
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essa é a Overpoesia I
Beijos com amor e lotados de Poesia!!!
A.
Saramar!!
Muito obrigado pelo comentário e pela positiva crítica!!!
GRANDE cheiro!!!
B. Cardoso!!!
O ENORME Manoel de Barros, ensina:
"O Tempo só anda de ida.
A gente nasce, cresce, envelhece e morre.
Prá não morrer
É só amarrar o Tempo no Poste.
Eis a ciência da poesia:
Amarrar o Tempo no Poste!
E respondendo mais: dia que a gente estiver com tédio de viver é só desamarrar o Tempo do Poste".
Colhido do blog de Ceiça Lima.
Conservemos sempre a Magia!!!
GRANDE abraço!!!
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