Triste de quem ficou a se convencer que tal amor não mais existe.
Se Amas,
amas para a vida toda,
inda que digam outras coisas as palavras,
as ações,
as faltas de ação,
Se amas - dizer 'verdadeiramente' é redundante -
Amas, e ponto. Pronto prantos
inda que fazendo subir/descer
do rio da vida
o barco inundado de sorrisos
de coisas boas
que todo amor faz nascer
no coração,
de quem quer que seja,
das lágrimas...
A ponta da faca da palavra 'Não'
fere e amedontra outros dias,
outras noites,
outros instantes,
outros amores...
mas o Outro é sempre o Outro,
nada que mais importe no que seja a vida Vida
e a morte apenas a Morte de um instante,
e não dos dias vários
ainda não vividos.
Sim, está certo.
É amar e ponto.
É amar e esperar a barca das dores, das flores passar.
Se não passa, é tão triste!
Lindeza!
beijos
... triste e instigante, tal a masmorra do querer/amar.
É isso...
Abçs. Benny.
Que bom ter te inspirado...
Meu amor prá vc, sempre!!!
André.
Poderás encontrar tudo na vida, menos o túmulo do amor.
O sol poente também é triste, mas infinitamente belo,
Gostei muito.
Abraços
Noélio Mello
Caro Noelio, contribuistes para o nascimento da Overpoesia VI:
O Túmulo do Amor
Jazia,
entre jazz e choro e blues e samba
e cigarros e poesias e livros&jornais novelhos
- inércia sufragante da condição humana -
o Amor...
de quem ou quando não importa:
estava ali, peito aberto qual floravenida de quem não chega,
Mar de quem afunda e não vê senão a própria sombra
da alma desértica;
Enterrado sob a areia do Esquecimento,
Vivo, dizendo, GRITANDO: TIRE-ME DAQUI!!!
Vivo, sob a lápide inexorável do Tempo,
pulsa mudo o resmungrito da sua fila de abate;
Velado pelo Dia e pela Noite,
fecha os olhos e não vê a Semente em que se transforma
e brota, da masmorra do Querer no Jardim fértil do Sonho,
para Ser FlorSol que dá bom dia
sem saber o que bom e o que é dia,
o Amor.
Simulacro de realidades,
é semente e fruto e ventre
do que não basta,
e é sempre pouco
e é sempre louco
e é sempre roto o Sempre que não finda em si,
acabando em mim
e nascendo no Sol de agorinha à pouco,
que promete as flores de hoje e do amanhã.
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GRANDE abraço!!!
Voltei para votar e encontro uma verdadeira ode ao amor, como sempre linda!
Parabéns!
beijos
André.
Fico feliz que a simplicidade do meu comentário tenha contribuindo para o titulo do teu Overpesia VI, que por sinal, como os outros foi tecido com palavras de rara beleza.
Abraços
Noélio Mello
Lindo, profundo, instigante...
Concordo com a Saramar: uma "ode ao amor"! Que bom!
Palavras fortes... e ainda falas das minhas!!!
Te adoro!
Grande beijo!
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