Overpoesia VI - o Túmulo do Amor
Jazia,
entre jazz e choro e blues e samba
e cigarros e poesias e livros&jornais novelhos
- inércia sufragante da condição humana -
o Amor...
de quem ou quando não importa:
estava ali, peito aberto qual floravenida de quem não chega,
Mar de quem afunda e não vê senão a própria sombra
da alma desértica;
enterrado sob a areia do Esquecimento,
vivo, dizendo, GRITANDO: TIRE-ME DAQUI!!!
vivo, sob a lápide inexorável do Tempo,
pulsa mudo o resmungrito na sua fila de abate;
velado pelo Dia e pela Noite,
fecha os olhos e não vê a Semente em que se transforma
e brota, da masmorra do Querer no Jardim fértil do Sonho,
para Ser FlorSol que dá bom dia
sem saber o que bom e sem saber o que é dia,
o Amor.
Simulacro de Realidades,
é Semente e Fruto e Ventre
do que não basta,
e é sempre pouco
e é sempre louco
e é sempre roto o Sempre que não finda em si,
acabando em mim
nascendo no Sol de agorinha à pouco,
que promete as Flores de hoje e o Mel do amanhã.
Isso é lindo, André, gostaria de têlo escrito.:
´...é semente e fruto do ventre que não basta...
...nascendo no sol de agorinha à pouco...
Lindo!
Parabéns e um grande abraço.
Amigo André.
Que bom que meus comentários tenham te inspirado para teceres tão belo poema.
Valeu, parceiro.
Abraços
Noélio
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