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PAGADOR DE PROMESSAS IMPOSSÍVEIS
Cintia Thome · São Paulo (SP) · 30/10/2007 16:08 · 323 votos · 59 comentários ·  
1
overponto
Presente a Cintia Thome Nãosoueusouaoutra  fotografa Olhares- www.olhares.com


PAGADOR DE PROMESSAS IMPOSSÍVEIS


Como posso entrar na tua casa
Chorar meus rosários
Ajoelhar-me diante de ti?
Como posso entrar na tua casa
Onde incineraram corpos
Como o meu que arde aqui?
Como posso entrar na tua casa?
Procuro amor, redenção
Não o fogo que te corroeu
As labaredas das vaidades
O brilho do ouro que não é teu
Brilho das lágrimas dos pedintes
Com palavras mal-ditas e malditas
Como posso entrar na tua casa?
Se nem hebraico ou grego sabes?
Como posso entrar na tua casa
Se não tenho nada a dar
Só a pedir a quem não habita aqui?
Como posso?
Se sou palmeira curvada,
Se tenho os pés descalços
Raízes e dedos em pura terra
E sou franciscana ou causa impossível?
Como posso
Se já subi e desci escadas
Carregando apenas o jegue
Como cruz às minhas costas?
Como posso pagar a você que não existe?
Paguei o que custei a mim mesma
Nos cartões picotados
Nos de plástico partidos
Na solidão cruel, meu dedo sem anel
Na parte da filha carne rósea e devorada de mim!
Ah! Meu filho que cedo partiu!
Agora, “sem um puto”!
Aquele puto que veneras tanto!
Ah! Tentações do Diabo
Oh! Casa do Senhor, onde estás?
Como posso
Entregar a minha vida
Se apenas tenho um pobre jegue
Gordo e fétido puxado por mim
Ou eu puxada por ele?
Ah! Cruz das cruzes!
O pecado foi amar a ganância
Na minha ignorância de crer nos homens
Arrogância do semelhante
Nos versículos que não são desta boca podre?
Como posso entrar aqui?
Se as palavras dos homens imolaram-me,
Todos os gritos da minha cerrada boca?
Como posso entrar aqui?
O meu estandarte é a vela que queima os pecados
Círios, lanternas dos sóis da minha vida!
Cuspiram, escarraram no meu mundo
Tão sonhador e criança...
Como posso entrar aqui?
Habitante patético,
Devorador de criancinhas, do apagar das velas
Vendeu-me apagada, lucro banal!
Surreal e animal!
Como posso?
Se é proibido sentar com meu irmão
De todas as etnias do Universo?
Como posso acreditar no vendedor de ilusões
Que marketeia a obra de caridade
Da Irmandade? Ou castidade?
Se não tem caridade do pobre que mendiga na descida...
Sou palmeira e as andorinhas gorjeiam,
Gorjeiam lá e não cá
Farrapos, estrumes que o irmão amaldiçoa
Escória de tua obra ao mundo
Mundo só dele e que late e todos tem medo
Ladrão e a lança surripiando inocências
Como posso entrar na tua casa?
Que apenas tem um aveludado tapete
Onde a sujeira escondida em dourada bata
Escorre no ralo ao rato Inferno do escolhido
Do semelhante mascarado, que diz impropérios
Na negra e falsa oração,
Cão show-man?
"Vinde a mim! Vinde a mim!"
Falso! Mentiroso iconoclasta!
Irei, mas não aqui
E não deixarei aqui a minha cruz
As beatas com ligas e lingeries
Irão adorar o Rei mais e mais
Véus negros nos pensamentos
Sobre as cabeças vazias e fálicas
Odeiam a maltrapilha veste de mim
Do Cristo e dos cristos
Que sabem e tudo vêem
Multidão! Não serei apedrejado e palhaço
Não serei eu a dizer o fim, o ocaso
Não serei apontado, esquartejado
Não serei o único!
Não serei gozo, repúdio e ridicularizado
Serei a palmeira imperial
E em mim amarrarei meu jegue
Curvar-me-ei com a minha cruz
Na revolta de Deus
E terei as andorinhas que gorjeiam
Como coroa de louros
E espinhos em lágrimas
Vinde a mim!
Estarei lá com o vento na face
Curvado e ajoelhado
Com meu jegue beijando a Terra
Frente à Luz!
Ah! Deus! Sombra minha!
.
Cíntia Thomé




tags: São Paulo SP poesia cintia cintia-thome amor poema pagador-de-promessas-impossiveis pagador cristo show show-man rosarios vinde-a-mim palmeira-imperial palmeira filho bata tapete ocaso textos-literatura
 
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Autoria   .............Cíntia Thomé
Ficha Técnica  

O PAGADOR DE PROMESSAS é um filme brasileiro de 1962, do gênero drama, escrito e dirigido por Anselmo Duarte e baseado em história de Dias Gomes.O PAGADOR DE PROMESSAS foi o primeiro (e até agora o único) filme brasileiro a ser premiado com a Palma de Ouro no Festival de Cannes. No Festival de Cartagena 1962 (Colômbia)
-Ganhou o Prêmio Especial do Júri. No San Francisco International Film Festival 1962 (EUA)-Ganhou o Prêmio Golden Gate nas categorias de Melhor Filme e Melhor Trilha Sonora.
..................................................
Canção do Exílio
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar - sozinho, à noite -
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;S
em qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Autor: Antônio Gonçalves Dias
....................................................................
Refiro-me a "andorinhas", pois a minha cidade natal, Campinas, SP é "ainda" chamada "Terra das Andorinhas "

.

Link  

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"Com palavras mal-ditas e malditas
Como posso entrar na tua casa?
"

- Mas entro.

Simplesmente maravulhoso,
Orquídea!
O mais belo e profundo poema que já li de você.
Parabéns!

Bjs. Benny Franklin

Benny Franklin · Belém (PA) · 28/10/2007 14:30 
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Salve Mestra Cintia Thome.
Palavras de uma Anja ou sacerdotiza.
Falando e transcendendo tudo.Temas de oráculos.
Questóes Universais.
Um Festival de nos Forcar a reflexáo.
A sua marca questionadora.
Inquiridora, profética e incomensurável Alfa e Ómega( Náo tenho acentos).
Doçura e poetização.
Um Trabalho muito legal e como sempre de muito boa aceitação.
azuirfilho · Campinas (SP) · 28/10/2007 16:42 
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Cíntia, na minha casa podes entrar, sem medo. Palavras sinceras te esperam.
Belíssimo. Voltarei para reler e salvar em meus favoritos.

Abração!
brigitte · Goiânia (GO) · 28/10/2007 16:52 
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Cintia, Benny tem razão.
Este é um dos mais fortes e terríveis poemas que já li aqui.
Guardei, estou relendo alto, como devem ser lidos estes versos jogados às faces dos falsos.
Magníficos!

beijos
Saramar · Goiânia (GO) · 28/10/2007 17:20 
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CÍNTIA,
belo, instigador e digno de várias releituras!
Abçs de Betha.
BETHA · Carnaíba (PE) · 28/10/2007 23:23 
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"O Pagador de Promessas " de Dias Gomes e filme de Anselmo Duarte -- "Interessante retrato da miscegenação religiosa brasileira, "O Pagador de Promessas" tem em sua maior preocupação destacar a sincera ingenuidade e devoção do povo, em oposição a burocratização imposta pelo próprio sistema católico em sua organização interior. "Zé do burro", um homem simples do campo trata de cumprir sua promessa (ou tentar) após ter tido Nicolau, seu burro, curado devido a promessa feita a Santa Bárbara. O que deveria ser um simples ato de fé toma proporções gigantescas quando Zé é barrado pelo vigário local, que o impede de entrar na igreja carregando a cruz que havia prometido".(por Joaquim Cardia Ghirotti).


Cintia Thome · São Paulo (SP) · 29/10/2007 08:13 
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Querida,

Vou voltar aqui loguinho para comentar, tá?

Abração!!!
Marcos Paulo Carlito · Coxim (MS) · 29/10/2007 11:16 
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"Na solidao cruel, meu dedo sem anel"...Que riquesa, cada frase da' um poema! Cada galho, brota e da' nova vida...Parabens...victorvapf
victorvapf · Belo Horizonte (MG) · 29/10/2007 15:00 
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riqueza
victorvapf · Belo Horizonte (MG) · 29/10/2007 15:01 
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Ok...adorei Victor. espero vc Marcos...
Cintia Thome · São Paulo (SP) · 29/10/2007 19:37 
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Querida Cintia:
Bem_dita és em tua trans_missão...
BRAVOS!!!

Beijos_Meus*,
*
Lili_Beth* · Rio de Janeiro (RJ) · 30/10/2007 00:02 
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Mais uma publicação admirável de Cintia Thomé. Como sempre, dotada de impressionante profundidade.
Excelente!
Rubenio Marcelo · Campo Grande (MS) · 30/10/2007 10:29 
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Cíntia que versos lindos e fortes!
Bem ditos sim!!!!!!!!!!
Olha, não sei até onde vai a tua revolta, a que "casa" se refere. Fiz várias alusões, á a minha leitura. Mas epenso que atua grane morada está guardadinha e a salvo por ti e em ti. Dentro do Temlo sagrado do teu coração. Nãp devemos promessas a ninguém, muito menos temos que pagálas alimentando velhas crenças, velhos dogmas e velhos mitos. O nosso Grão-messtre habita em nós como essência. Se a enxergamos, se a vivenciamos ou se a sentoimos, fica por conta da nossa consciência, da nossa trajetória e tão livre arbítrio em caminhar...
Teu poema é profundo, permite vária leituras em vários momentos. Certamente a cada lida ou relida, teremos outras interpretações. Por hora fico com ests.
NAMASTÊ!
Grande abraço!


Branca Pires · Aracaju (SE) · 30/10/2007 10:38 
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Cíntia,
gostei, mas, confesso, prefiro sua poesia mais lírica, confessional e passional. É quando sinto-a mais próxima de Deus e dos homens.

Bjs.
Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro (RJ) · 30/10/2007 11:32 
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São Francisco, santo do qual sou devoto, escreveu muitos poemas-orações, todos de uma entrega comovente. Quando li o seu poema, foi o que senti. Muito bom.
Abç
Chico Sena · Goiânia (GO) · 30/10/2007 11:35 
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Marcelo Marzola. Leite calo.
Marcelo Marzola. Leite · Curitiba (PR) · 30/10/2007 11:40 
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Poema super forte mesmo !!!!
Beijos!!!
marilia carboni · Londrina (PR) · 30/10/2007 12:18 
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Remisson Aniceto Longo, porém enxuto; forte, rebelde, mas também suave.
Com tantos bons adjetivos, teus textos sempre poderão entrar na minha casa.
Remisson Aniceto · São Paulo (SP) · 30/10/2007 12:50 
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Cíntia,
Fiz-me de rogada e entrei na sua casa...rs
Gostei do poema...parabéns!

Voltarei, claro!
Abçs,


Yasmin Backer · Rio de Janeiro (RJ) · 30/10/2007 12:56 
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Voltei para o voto.
Depois de ler várias vezes e "sentir" as palavras e a revolta, eu me senti m uito dentro deste poema. Ou vice-versa.

beijos
Saramar · Goiânia (GO) · 30/10/2007 14:07 
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Juntamente com meu votos seguem + beijos!!!!
marilia carboni · Londrina (PR) · 30/10/2007 14:14 
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Cíntia
Eu já estava à espreita para votar!
Adorei seu chamado e aqui estou, como uma guardiã!

Abração.
brigitte · Goiânia (GO) · 30/10/2007 14:19 
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Nossa, já em votação?
Passa tão rápido! Então eis aqui o meu voto!
Beijos
Branca Pires · Aracaju (SE) · 30/10/2007 14:21 
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Cintia, não é apenas uma leitura do Pagador de promessas, parece muito mais.

Você está certa ao renegar o Marketing de indultos processados cruelmente desde a tenra idade na cabeça das criançinhas.

Mas o Cristo, ele existe... Não como pintam, mas um que disse assim: "não construirás igrejas sobre o meu nome..." (apócrifo de Tomé).

Somente dentro de nós mesmos poderemos encontrar as respostas que existem, aquelas mesmas que os proselitistas só conseguem fazer esconder mais ainda...

Decifra-me ou te devoro...
Marcos Paulo Carlito · Coxim (MS) · 30/10/2007 14:40 
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Cíntia, simplesmente maravilhoso! Um texto carregado de sentimento.

Serei a palmeira imperial
E em mim amarrarei meu jegue
Curvar-me-ei com a minha cruz
Na revolta de Deus
E terei as andorinhas que gorjeiam
Como coroa de louros
E espinhos em lágrimas
Vinde a mim!
Estarei lá com o vento na face
Curvado e ajoelhado


bjs.

W@nder · Rio de Janeiro (RJ) · 30/10/2007 15:26 
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Eita! Que nesse você caprichou com a alma Poetisa.
Maravilhoso, Cintia. Amei!
Vou reler com certeza muitas vezes. Já está nos meus favoritos.
;) Parabéns! Bjus

Rita Costa · Rio de Janeiro (RJ) · 30/10/2007 16:08 
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que inspiração hein cintia, tem um pouco de tudo, de poesia, lamento, beleza, denuncia, alma, corpo, tudo. nem vou descrever pq vc já diz tudo. votadissimo e na torcida pelo livro que kero ir no lançamento... bj
Cecilia de Paiva · Campo Grande (MS) · 30/10/2007 16:21 
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Bravo!
Simplismente inesquecível!...
Um poema que nos transmite a vários ambientes, que nos faz refletir , sentir.../ maravilhoso__ digno de ser lido, e relido inúmeras vezes, beijos e flores para você.
votadíssimo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!...

Felipe Henrique · Mesquita (RJ) · 30/10/2007 16:36 
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Cintia.
Aceitei teu convite.
Rezei contigo ajoelhada
em preces fortes.
Um brinde à poesia
estreitada no filme.
Linda mesmo,

Rezada e votada.
Beijos
Dora Nascimento · Olinda (PE) · 30/10/2007 17:53 
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Cíntia,
Hoje conversando com um amigo, me lembrei tanto de Campinas. Ah... As andorinhas... Quantas vi! Mas creio que nossa saudade é daquela Campinas que já não há... Não do lugar... E sim do tempo.
Seu poema é uma benção, embora pareça o contrário.
Nas nossas maiores revoltas e indignações contra Deus, é quando mais perto estamos dele. E o Cristo... Sim ele existe. E nos deixou duas lições apenas... amar e amar... e até hoje, não pudemos decorar...
Abraços, querida.
Um dos poemas mais lindos que já li.

Nydia Bonetti · Campinas (SP) · 30/10/2007 17:54 
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OBS: Acho que junto com as águas da chuvas, vieram bençãos. Nunca ví um período tão fértil em poemas, como nestes últimos dias aqui no Over...
bj
Nydia Bonetti · Campinas (SP) · 30/10/2007 17:56 
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Sim Nydia e tem muitas Palmeiras Imperiais no Jardim carlos Gomes, ao lado sa "Escola Normal", que já no meu tempo era Instituto de Educação "Carlos Gomes", onde lá terminei o primário e fui até o Colegial, indo para PUCC - Pontifícia Universisdade Catolica de Campinas...não frequentei o Pátio dos Leões, mas lá ia quando menina, pois minha mãe era Professora - Letras, da PUC...Ah! tempo do Monsenhor Salim!...Ah! Terra que não é tão bela quanto foi!
As Andorinhas...Praça em frente à Escola Normal que transferiram para a Prefeitura, num ato insano...pois naquela Praça que ela pusavam , mas houve um Prefeito que acabou com elas, por elas fazerem sujeira demais, sabia??? Isto foi nos anos 50...Hoje seria crime...
Cintia Thome · São Paulo (SP) · 30/10/2007 18:08 
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Sim Nydia e tem muitas Palmeiras Imperiais no Jardim Carlos Gomes,Rua Irmã Serafina ao lado da "Escola Normal", que já no meu tempo era Instituto de Educação "Carlos Gomes", onde lá terminei o primário e fui até o Colegial, indo para PUCC - Pontifícia Universisdade Catolica de Campinas...não frequentei o Pátio dos Leões, mas lá ia quando menina, pois minha mãe era Professora - Letras, da PUC...Ah! tempo do Monsenhor Salim!...Ah! Terra que não é tão bela quanto foi!
As Andorinhas...Praça em frente à Escola Normal que transferiram o monumento para a Prefeitura, num ato insano...pois naquela Praça que ela pousavam , mas houve um Prefeito que acabou com elas, por elas fazerem sujeira demais, sabia??? Isto foi nos anos 50...Hoje seria crime...Minha mãe que contava a tristeza...
Cintia Thome · São Paulo (SP) · 30/10/2007 18:11 
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Minha lírica e ferida hermana....Há momentos na vida que tudo perde o sentido...As perdas nos fazem sentir assim e entendo perfeitamente seu sentimento.Quantas contradiçõoes tivemos que engolir da Igreja Católica.
Este fim de semana minha filha fez a Primeira Comunhão. Ela lá no altar, junto com um monte de crianças, aida inocentes, aquela inocência, me disse que era um dia muito importante da vida dela...E eu me debulhando em lágrimas, morrendo de mêdo do futuro, de que ela sofra, de que eu a perca...Coisas que não dependem de nós nem de coisa nenhuma...Mas temos que ter FÉ, em algo maior, numa força interior, que vai nos indicar o CAMINHO, que vai nos aguçar a intuição e nos fazer mais forte.Para que consigamos prosseguir...Vivendo
Grande beijo solidário!
Cris
crispinga · Rio de Janeiro (RJ) · 30/10/2007 18:32 
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Belo poema minha querida amiga Cintia. De forma poética conseguistes tranbordar todos os sentimentos que te invadem a alma. Meus sinceros aplausos e beijos.
Carlos aAgno.
carlos magno · Rio de Janeiro (RJ) · 30/10/2007 19:07 
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Cíntia , minha querida poetisa. só pude aparecer agora. Me perdoas?.
Estou de 'boca aberta'. Quer dizer, fiquei extasiada. Todas as frases se encaixam num lamento e ao mesmo tempo num ato de heroismo. Acredito que eu tenha entendido suas letras. Espero não está enganada!
Grande abraço,
Elizete
Elizete Vasconcelos Arantes Filha · Natal (RN) · 30/10/2007 19:15 
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Cíntia.
Teu poema é belíssimo, mas não é essa a Igreja de Pedro. A Casa de Cristo. A Morada de Deus.
Beijos
Noélio
Noelio Mello · Belém (PA) · 30/10/2007 19:24 
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Simplesmente maravilhoso! Mais um para os meus favoritos!
Grata pelo prazer da leitura! E flores sempre @>--
Adriana Costa · Brasília (DF) · 30/10/2007 19:34 
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Penso que seja forte, denso e pessoal.
Gostei!
Bjs.
Robert Portoquá · São Paulo (SP) · 30/10/2007 21:35 
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Oi Cintia!

Seu rebuscado poema levou-me a pensar:

A hipocrisia humana - aquela em que mantém o homem preso a seu coração tresloucado - não deixa êle se perdoar. Por isso, nem sempre o cordeiro é o que pensamos; e, quando é/ou pensa que pensamos que seja, às vezes, não é o que pensamos que seja. Seu coração têm/mantêm a marca da hipocrisia.
O Pagador de Promessas Impossíveis - igual ao que você fala no poema -, esse, infelizmente a cada dia bate à nossa porta. É só observar.

Bjs. Benny. Franklin
Benny Franklin · Belém (PA) · 30/10/2007 23:29 
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Tua ótica procede Benny...
Mas acho que muitos não se perdoam e não são perdoados, mas esperam por Deus fora das majestosas catedrais ou templos...fazendo de si o próprio templo...
Cintia Thome · São Paulo (SP) · 31/10/2007 00:00 
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Cintia...

eh pau eh pedra... um caco de vidro... essa chama que vc acendeu... a luz... pode ser boa, pra iluminar, as 'catedrais' que estao ainda sem brilho...

sao as aguas de marco... eh a luz da manha!

Beleza de inspiracao, e boa escrita, composicao.

bjs & Axe


Mestre Jeronimo - JC · Austrália · 31/10/2007 01:05 
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Vim reli, votei! victorvapf
victorvapf · Belo Horizonte (MG) · 31/10/2007 08:10 
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Adorei a foto.
Ainda nao consegui digerir todas suas frases pra comentar bem. Farei isso o mais breve possível.

Por hora, tens meu voto.

Beijos
Lais Espanca · São Paulo (SP) · 31/10/2007 09:32 
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Lido e votado. Parabéns!
Paulo Esdras · Salvador (BA) · 31/10/2007 10:34 
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Querida Cintia:
Não poderia deixar de voltar_vo(l)tar_voltar
(re)lendo
(re)vendo
'...E terei as andorinhas que gorjeiam
Como coroa de louros...'
BRAVOS!

Beijos_Meus*,
*

Lili_Beth* · Rio de Janeiro (RJ) · 31/10/2007 10:39 
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Cintia,
voltei, votei.
Bjs
Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro (RJ) · 31/10/2007 10:41 
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Nossa! Poemaço.

bjo.
Sérgio Franck · Belo Horizonte (MG) · 31/10/2007 12:30 
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Cintia,
não me resta muito a dizer, senão repetir os overmanos que bem souberam apreciar tua poesia, como merece. Amei. E concordo com Benny e Saramar, apesar de ser tão dificil escolher um favorito entre tantos fortes e lindos poemas teus...
Um beijo,
Leticia.

Letícia L. Möller · Porto Alegre (RS) · 31/10/2007 13:02 
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Fote, Intenso, Belo!!!
marcio rufino · Belford Roxo (RJ) · 31/10/2007 17:49 
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Fote, não, Forte!!!
marcio rufino · Belford Roxo (RJ) · 31/10/2007 17:50 
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Cintia, ufa! Impressionante a tua elegia. O filme é belíssimo e nele a casa de Deus é só para "alguns" mesmo.
Votos certos a vc, poetisa divina,que muito mais que isso merece.
Bjs
Lígia Saavedra · Ananindeua (PA) · 31/10/2007 19:25 
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Obrigado a todos, eu amo todos voces e adoro mais ainda a leitura que fazem. Agradeço mesmo a sinceridade de cada palavra, linha...Obrigado...bjus.
Cintia Thome · São Paulo (SP) · 31/10/2007 22:35 
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Cíntia, que grande poema em todos os sentidos.
Sou grata pelo convite de ler tão belo escrito.
E concordo que o templo esteja/ deva estar em nós.
De que valem templos externos embasados em práticas hipócritas e envolvidos por sentidos difusos, mentirosos e que escondem, intrinsecamente, outra triste verdade?
Belíssimo!!
um abraço
ana_isabelle · Fortaleza (CE) · 4/11/2007 23:21 
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legal
MARCIO1 · Jaú (SP) · 12/11/2007 12:37 
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Cintia, um ser que é um mundo dentro do mundo, lágrimas deixei ao ler está frase sua:
Como posso entrar na tua casa
Se não tenho nada a dar....
Você precisa urgente mostrar ao mundo esse mundo que são seus versos. Dar os parabéns, é muito pouco pelo tanto que você nos da aqui ao lermos sua poesia! Obrigada por sua visita e voto, estes carinhos são mimos na vida de qualquer um que aqui vem nesta fila para vencer os 70, e poder constar do banco de dados!? Muito dado joquei quando criança! Efigênia

Efige · Balneário Camboriú (SC) · 7/2/2008 22:54 
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rezo,voto e volto para votar.beijos
clara arruda · Rio de Janeiro (RJ) · 15/3/2008 06:40 
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Cíntia.
Garimpei a bessa para encontrar essa preciosidade.
Parabéns
Pedro Monteiro · São Paulo (SP) · 16/3/2008 18:22 
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Tuas palavras doem em minha'alma, depois acalmam, depois então, enchem de esperança , ternura, muito tempo deposi reforça a fé, o amor...
Você me emociona sempre Cíntia !

Patipetista · Santo André (SP) · 19/3/2008 20:06 
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