no pantaná sobra água
é salobra feito o pranto
lágrima de semestre
depois seca outro tanto
no pantaná sobra terra
é pó fino feito "polvio"
quando chove vira barro
igual Deus usou pra fazer o "fio"
no pantaná sobra vida
é uma eterna conversão
um encanto de existência
pra morte deu servidão
tudo que morre
vira outra coisa.
vira adubo de flor
de mato, de moita
Parabéns! Belo poema. Me lembra Guimarães Rosa e Manoel de Barros essa voz popular empregada o teu poema.
JulioCPerez · Passo Fundo, RS 30/11/2007 17:13
Ainda hei de conhecer o "pantaná" e a exuberância de suas águas!
Maravilhoso teu poema Rangel. Da linguagem pantaneia ao tema da vida que não morre...
Bjs
Rangel, no pantanal deve sobrar vida, exuberância e maravilhas...
Lindo o teu versejar, com as palavras do "homem pantaneiro", do homem simples, mas que conhece tudo da vida!
bejão
Rangel,
" a morte aqui é diferente, tem serventia."
E o pantanal sobrevive com seus próprios recursos, isto é, se o homem respeitar ie deixar.
Gostei muito do seu poema.
Um abraço mineiro.
as tranformações na tua letra, são a beleza da natureza
que rege ainda o bem da terra e na terra....parabens voto abç
Muito bom seu texto! Realmente o Pantanal é isso aí. Tem suas belezas e suas feiuras naturais.
Parabéns!
Publicado o belo poema do lugar que fica na unha do dedão do pé do fim do mundo...rsrs
Já dizia Manoel Barros..
BJS
CRis
Salve, Julio. Sim, é essa voz que deve ser ouvida. A voz do povo.
Salve, Benny. Quisera cantar como tú, meu poeta beat.
Salve, Nydia. As águas do pantanal te esperam mansas e eternas.
Salve, Branca. Sim, o homem pantaneiro e sua sapiência devem receber nossas reverências...sempre.
Salve, Ana. Realmente, a fragilidade dos ecosistemas deve ser protegida de nós mesmos, os homens.
Salve, Cintia. As transformações são bem-vindas em nossas atitudes com relação ao meio ambiente pois é isso que ele nos ensina - mudar para se adaptar.
Salve, João. Sim, é isso mesmo, são muitas as facetas e de todas as formas, basta saber admirá-las. Afinal, são formas de vida.
Salve, Crispinga. E a bela lembrança de Manoel de Barros - poeta maior dos pantanais. Obrigado.
Obrigado a todos.
Um abraço pantaneiro.
Lindo colóquio,Bravo Rangel!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Daltro Júnior · Corumbá, MS 31/1/2009 14:55
Seu poema tem uma sonoridade ímpar! Parabéns!
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