Em um encontro informal com uma recente amiga, ouvia seu relato de como gostaria de ter outro filho, pois só tinha uma menina de cinco anos, e por sinal uma boneca, loirinha de olhos azuis. Mas que por ser muito “velha”, havia perdido as esperanças e talvez gostasse de um dia poder adotar outra criança. Achei louvável a atitude dela, mas somente não concordei com a colocação que o médico lhe dera na época. Lógico que de acordo com a maioria deles, a mulher deve optar por ter filhos antes dos 40 anos, a fim de evitar complicações futuras. No caso desta moça, ela relatou que há 4 anos atrás, aos 41 anos desejou ter outro filho e procurou um médico, o qual este lhe disse que não era viável, por ter uma “idade avançada” (o que será que ele quis dizer com isto???). Pois bem, a história não é propriamente sobre a minha nova amiga, este assunto fica para outra vez, embora devêssemos refletir sobre o assunto em questão. O caso é sobre todas estas coincidências numéricas que sempre cruzaram o meu caminho. Embora nunca tenha me simpatizado com números ímpares, me pergunto... Porque não ter filhos aos 41 anos de idade?! Afinal, a medicina esta muito evoluída, tenho outra amiga que casou aos 39 e teve uma linda e saudável menina aos 41 anos, hoje já com quatro anos ( no caso dela o ímpar sempre seu sorte). Mas o meu relato é sobre algumas coincidências numéricas em diferentes fases da minha vida, recordações dos 5 anos em diante. Nesta idade, caí em cima de um caco de vidro de leite de magnésia, aqueles azuis... antigos.., que hoje são de plásticos, graças a Deus. Corria graciosamente pelo quintal, com um vestido rosa de nylon, amarrado com um grande laço de fita nas costas. Havia acabado de tomar um gostoso banho, mas o nefasto vidro também estava lá, na espreita... pontiagudo, cravado na terra e com a ponta brilhando para cima, como uma faca a esperar pela sua próxima vítima... E num piscar de olhos...pumba!!! Levei um grande tombo, e o dito cruel cravou sua ponta no meu pequeno pulso direito. Aos berros fui socorrida, minha mãe me enrolou em um lençol e correu para o pronto socorro, aos prantos vi o meu pulso ser costurado a seco com uma agulha em meia lua. Aos 7 anos, fui matriculada na primeira série, mas na época não era muito amiga dos livros e não queria ir para a escola. Minha mãe não pensou duas vezes, me enrolou no cobertor (vocês perceberam como ela gostava de me enrolar??.. Ah mamãe!!!... sempre protetora.... Pegou um lápis, um caderno e uma borracha e rumou para a escola. Em meio aos meus gritos de protesto por me tirar da cama quentinha em um dia muito frio, ela entrou na sala, com autorização da professora, tirou o cobertor e me pôs sentada. Chorei mais alto ainda, porque as crianças riam e debochavam. Afinal quem era aquela menina descabelada, com o rosto amassado de sono e ainda por cima de pijama verde xadrez, era o fim da picada! Aos 9 anos sentia-me uma mocinha, me apaixonei pela primeira vez, perdidameeeente... por um adolescente de 15 anos (aí o numero ímpar de novo). É claro que era um amor platônico de infância, e sofria a cada dia porque o fulano não me olhava e nem sabia que eu existia. Também foi o ano que a minha querida mamãe se foi, vítima de câncer, e que a levou tão rápido, como uma lufada de vento que entra pela porta e sai rapidamente pela janela. Aos 11 anos, parece que foi um ano perdido, pois nada de importante aconteceu, não que eu me lembre,também...olhem o número, observem bem...lembra-se das torres gêmeas???. Agoraaa... Aos 13 anos, foi diferente... me apaixonei novamente , mas agora por um garboso recruta de 19 anos. Mas a história se repetiu, pois não podia namorar, meu pai não deixava , os tempos eram outros...) mesmo assim decidi namorá-lo escondidinho, mas neste mesmo ano, meu pai resolver vender tudo e ir embora de surpresa para outro estado. Nem cheguei a me despedir do meu lindo soldadinho, que estava em serviço no quartel, deixando a impressão que fugi e não me importei com seus sentimentos... snif,snif. Aos 15 anos me vi atravessando ocas de índios e embarcando em barquinho a remo para chegar ao colégio do outro lado do Rio Solimões. Nesta época já gostava de estudar e lutava par nunca parar de aprender e poder fugir daquela mata selvagem. Aos 17 anos ingressei em uma faculdade, mas o dinheiro era pouco e tive que abandoná-la aos 19 anos. Estas são recordações de “fases ímpares” que marcaram a minha atribulada adolescência. Sem querer ser supersticiosa, de qualquer maneira, hoje prefiro os números pares! Apesar dos prognósticos alertarem para um fim do mundo iminente, celebrei muito a chegada de 2012, pois 2011 foi de “lascar”. E quanto à idade da minha amiga, onde já se viu aquele médico taxá-la de velha, passada, ou algo semelhante, como se fosse um traste, um objeto e não uma mulher bela e saudável, que ainda poderia ter tido outros filhos.
Mas pelo sim ou pelo não, para todos os efeitos, digo sempre as minhas amigas, a fim de não criarem estereótipos com nossa idade, e vale também às mulheres em geral.
Porque sair dos 38 anos?!?
É uma idade ÍMPAR e lindaaa..., a fase mais radiante da mulher, nem muito jovem nem na idade da loba, mas no ponto, e o melhor... É um numero par!...Mas espere um pouco...
EPA!!!.....MAS SE SOMARMOS 3 + 8 = 11...!!? MISERICÓRDIA!!! O 11 DE SETEMBRO...
UFA!!! Deixa para lá... porque 1 + 1 = 2...
E dois É PAR!
Porque sair dos 38 anos?!?
É uma idade ÍMPAR e lindaaa..., a fase mais radiante da mulher, nem muito jovem nem na idade da loba, mas no ponto, e o melhor... É um numero par!...Mas espere um pouco...
o MUNDO ACABA AGORA EM 12/12 mesmo...
Um beijo !
Olá,seu texto me deixou algumas reflexões.
Par ou impar não é a idade que nos limita.Cá entre nós ter filhos depois dos 40 não é uma boa escolha rsrs. Não pelo perigo da idade.Criar um filho requer tempo e paciência.
Colocar um filho neste mundo tão cheio de violência também é algo que me preocupa.
Mas cada um sabe de si não é mesmo?
Eu já passei da idade que vc se refere como a melhor idade,entretanto a minha também é par rsrsrs
60.
Amei seu texto pode render um bom debate.
Um beijo em seu coração.
Um belo texto e muito elucidadivo para muitas e muitos.
Minha vô, que já subiu, pariu aos 50 anos. Mas realmente ter filhos com idade acima de 30 anos já é perigoso e os médicos estão fazendo paenas o seu papel e protegento as meninas. Com relação ao seu texto, mais uma vez, está lindo. E voce deve esquecer tudo que passou e tocar a vida para a frente, essa idade (38) que voce tem é maravilhoso...
Parabéns.
Interessante... Os números ímpares também não me trouxeram sorte. Quanto a ter filhos, eu poderia te-los após aos 50 anos, se não fosse o câncer que tive aos 47... Perdi um filho com 5 anos e agora, uma filha com 49, de câncer. Aos 38 anos eu era feliz e linda! Agora, dia 12 de Agosto faço 76 e tenho certeza que serei muito mais feliz... Ter filhos com idade avançada é ruim, porque se a gente morre cedo, eles ficam sofrendo e desorientados. Aproveite bem seus 38 anos, pois é a melhor idade da gente. Parabéns pelo belo texto. Votado.
Beijos
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Obrigada
Se avaliarmos bem,o que é que é novo ou velho mesmo?Parece-me que tudo se modifica com o colocar de uma colcha...de retalhos mesmo,sobre as coisas passadas.Então,o que era velho torna-se nova e o novo envelhece.Aí,o velho precisa morrer para o novo nascer e a roda continua.Tempo,idades,tudo deve ser uma questão de visão de ser ou não ser,eis a questão.Belo texto.
Cezar Ubaldo · Feira de Santana, BA 7/8/2012 08:36Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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