Foto: Eduardo Amorim - Flickr/Creative Commons
Sou astro do mais confuso fim.
Compartilho da big arquitetura corruptível
E somo-me à inalterabilidade dos corpos.
Sou algum gás,
Sou qualquer conglomerado de poeira...
Palavras... Incompatibilidades de elos geniais.
Oh! Tu que és Tu
E que me serves consangüínea lágrima altruísta.
Arranhando a tez
Nos escombros do teu trajeto
Aprenderás que as palavras edificam utopias.
.......................
No sol incompleto
A mente vagueia... E quando o fêmeo Míssil Tomahawk
Escorregar pela beirada
Dos estigmas que se engolem no lusco-fusco
Aprenderás que a tua pusilanimidade
Navega para a cordilheira
Das palavras guerreadas sem destroços
E aprenderás que no lugar de origem do orvalho
Assenta-se a claridade etílica e parida
Pela adaga
Sobre quem perfuraste:
Ai! Dói-me ver a puríssima luz
Ir-se de outro corpo
Sem o vento ativo da espera!
.......................
No vento baldio
Dois UFOS planam... A fragrância dos benjaminzeiros
Desde o talo insemina estômagos desditos.
E os homens-meninos sonham empinar pipas
Nas nuvens do pensamento.
Trazem na cútis do barro torturado
A casta das mães-solteiras desvirginadas
Alimentando-se de uma menstruação
Desajudada
Que preferi os Kamikazes
Desdizendo dos Garotos de Programa
Em vôo de morte.
.......................
Detidos
Como a morte em desalinho,
Os olhos do absurdo
No sobrecu do poema se fodem...
Carecem rir de outro
Jesus que renasce de pé em pé
E as orações porque inaudíveis
Reservam eternidades,
Empurram a dor para mais além.
Antigas vozes pressagiam-se
No mastro que vai e vem,
Daí inventa nova sarjeta de vento,
Espalham pétalas ressequidas
Na maré da antemanhã
Das torrentes baldias.
.......................
Partirei,
Vaga um tempo de espera.
Assanharei todos os gozos entreverados
Do meu infinito
Em todo protesto que me deixo levar
Na sinuosidade que se maldiz...
Sabe, Irmão,
Gosto-te e olho-o pela Vida última
No fulgor desse revés poético:
Ah! Resta o abraço
Benzido em sua alva face
Viva
Como Húmus vivo deitado morno
A todo o comprimento.
.......................
Nesta cotidiana madrugada,
Resta o sexo puído e a palavra elucidada,
Réstia de trocas e meu suplício -
Sangue de bálsamo - sempre e para sempre
Rompendo as braguilhas safenadas,
Para além da curva do rio,
Alforriando as inveridicidades do moinho,
Tanto imperioso ao tênue gozar
Como aos mínimos acenos proscritos
De nós mesmos.
Benny Franklin
Grande Benny!
Como dizem por aqui, "epecial de bueno!" hehehe
Não sei se vou poder votar, pois estou indo de viagem por 1 mês... Se tiver acesso lá onde andarei, volto pra votar!
Grande abraço
O título parece coisa de cinema ou romance inacabado.
o resto tem cheiro de carvalho, puríssimo.
Tipo de poema que de algumas frases saem outros poemas.
Bom Benny, muito bom.
P....!!!!!!
parabéns, Benny!!!
um dos melhores textos do overmundo!!!
"E aprenderás que no lugar de origem do orvalho
Assenta-se a claridade etílica e parida"
versos de primeira!!!
abraços,
Benny, uma correção logo no 1° verso da segunda estrofe: incompleto, em vez do imcompleto.
Feito isso ver-me-ei em frente algum pedaço de vidro reluzente, em que a imagem, mil vezes refletida, cem vezes obnubilada, dez vezes em cõncavo + dez vezes em convexo, desobstruirá os anteparos das Trevas do porvir e me arremessará no vácuo onde Tua Poesia é música doce e liquefeita, feito beijo moreno de uma sereia dum igarapé no ãmago da Rainforest saído. Avé, Poeta...
Sou poeta e -
"No sobrecu do poema se fodem...
Alforriando as inveridicidades do moinho,
Tanto imperioso ao tênue gozar!!!.....
pra tudo se acabar PARA ALÉM DA CURVA DO RIO!
(O resto é resto...)
puta merda
é isso
alias é beem isso
abraços
Parceiro Benny.
És astro maior de todos os astros poetas que riscam de luz a tela alva da vida.
Parabéns.
Forte abraço
Noélio Mello
Grande Benny!
Para além da imaginação de todos nós são os seus poemas,
Abraços
Mais um belo poema!
Realmente muito bom e único.
Abraço
Do caralho!!! são versos encantadores que arrastam o nosso pensamento pelos ares...
Claudiocareca · Cuiabá, MT 5/8/2007 23:50
"...Compartilho da big arquitetura corruptível
E somo-me à inalterabilidade dos corpos".
Benny, meu grande, lendo e relendo este magnífico poema,
ouso dizê-lo que é coisa de "Mestre", tal a bagagem da construção.
Espetacular.
Carpe Diem.
Caro,
segue o rastro de admiração desses meus olhos que vêem e crêem no rascantáridoásis de sua Poesia!
Tenho cada vez mais adimiração por seu sentir poético!
GRANDE abraço!!!
Um Míssil Tomahawk feito de versos-bomba e palavras no cio, para explodir nas cabeças, como poesia de longo alcance. Melhor ainda: da lavra do meu conterrâneo Benny, o poeta-pó-de-estrela.
Penso que o mar é o deus dos rios, e Deus é o mar dos homens.
A manha é pra quem tem, Benny. Vc tem.
abraço
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