Vil em tuas preocupações
Eu me torno mais viril no que rejeito
Olhar impróprio ao comum
Distanciam-me
De ti e do mundo
Em meu peito a dor cavou o vazio
Que nenhum amor pôde salvar
Sou inoportuna
E me irrequieto sozinha no fim do silêncio
Onde a luz e o silêncio se encontram
Meus olhos não mais se fecham
Suspensa flutuo entre rosas
Visto-me – e me armo, de seus espinhos
Enquanto os parapeitos das janelas têm rostos
Todos têm rostos
Que me vigiam
A noite não tem doçura
Meu esquecimento está no dia
Uso rosto para disfarçar
O que há em mim
Mas a verdade pinga em gotas que irão me afogar
A correnteza que sou é mais forte
Que a árvore fina que plantei pra mim
Janeiro de 2007.
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