Vou-me embora pra... só Deus sabe onde.
Aqui não tenho amigo nem rei
Nem a mulher que quero
Na cama que me deitei
Vou-me embora pra... só Deus sabe onde
Vou-me embora pra... só Deus sabe onde
Aqui eu não sou feliz
Onde eu moro a existência é uma falácia
De todos os modos inconseqüentes
Que qualquer garçonete
Rainha ou demente
Pode ser até parente
Dos filhos que já tive
O que eu queria era um carro
Ao invés de uma bicicleta
Queria uma rede, oa invés
de tanto trabalho
Mas, só me sobrou o mar
E depois de tanto cansaço
Sento na mesa de um bar
Mando chamar Irene
Pra me contar umas histórias
Que no tempo de menino
Neide não teve tempo de contar
Vou-me embora pra... só Deus sabe onde.
Aqui não tenho nada
Não tenho civilização
Ainda não ouviram o processo seguro
De impedir a concepção
Tem alcalóides à vontade
Ah, como tem...
Tem prostitutas bonitas
Ah, como tem...
Pra gente se endividar
É assim que ando, triste
Que triste assim não tem jeito
E de noite me dá vontade de matar
- Aqui não tenho amigo nem rei -
Aí sim, terei a mulher que quero
Pra cama que me deitei
Vou-me embora pra... só Deus sabe onde
Peraí...
E tem Deus ?
A Obra é um desabafo contra nós mesmos , os poetas, que nesse encardido da vida teimam em priorizar nas suas poesias o lirismo e todo platonismo quase medieval.
Peço desculpas a Manoel Bandeira pela indiscrição em " tentar " parafrasear seus versos, e onde ele estiver me ouvindo ( ou lendo, sabe-se lá, como está a tecnologia ) não fique triste , pois sua Pasárgada, é o ideal de vida pra todos nós mesmo.
Com Certeza Bandeira não o desculpará.
Simplesmente por não haver motivos.
Aplaudiria, somente.
Um abraço
EG
Manoel está contente.
Meus sinceros votos.
Um abraço
EG
Hangner, gostei demais do teu texto, atuyalização de lirismo de Bandeira, aplicado a estes nossos dias atuais, em que "tudo que é sólido se desmancha no ar". Só não concordo quando dizes que os poetas priorizam nos seus poemas o lirismo quase medieval, em detrimento da realidade. Ser poeta é isso, viver a realidade porém não deixar que a poesia morra em meio à secura e ao desencanto. Poetar é isso: ver a poesia em todos os momentos da vida: na beleza, na feiúra, na vida, na morte, na miséria e na opulência. Lirismo é uma condição do ser humano, que tem o poder de se emocionar e se sentir feliz, ou triste, ou alegre, ou puto da vida,e ser capaz de expressar tudo isso, assim como a revolta, em versos.
danlima · Brasília, DF 24/5/2008 19:22
Puts...o que um menino de neve como eu poderia dizer?...
Vc é um Leão do Norte cara!!!
Valeu poeta pela força, mas devemos melhorar sempre.
Abraços!!!!
Hangner, gostei muito deste seu texto, parabéns!
Bjão da Gena
Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
A Revista Overmundo está chegando ao fim de sua primeira temporada e você não pode perder a oportunidade de colaborar! A edição nº 6 da revista,... +leia
Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!
+conheça agora
No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!