Parto
Silenciosamente, ela pariu um rebento, Esperança, em meio aos ventos, transeuntes desatentos, que nem paravam, apenas cochichavam entre si, enquanto uma brisa morna lhe acalentava o bebê , e fazia cócegas no seu ventre ainda aberto.
O tom champanhe da areia contrastava com o azul marinho das ondas (inquietas) a rebentar nos arrecifes estelares...havia um caminho longo até a cidade, passos de liberdade, incertos e profundamente calados...aquiescia apenas a bruta face da madrinha escuridão, jazia a pobre sorte ainda em letargia e com as vísceras sendo emendadas pela linha da solidão e a agulha da paz, a esperança já crescia em direção aos seus nortes...
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