Pedacinhos
Perdeu-se o brilho,
Afogou-se o trilho,
Desalinhou-se o ninho,
Perguntou-se aos pedacinhos
Quanto de vida existia
Em se viver sozinho...
Enquanto o torvelinho,
De mariposas pousava,
Caiam de mansinho...
A noite devorava,
Cada sonho, cada utopia
Como se nada fosse...
E nada era então
Apenas melancolia
Que o dia irradia...
Existe muita vida quando se vive sozinho.Adorei seu poema e voltarei para votar.Um beijo em seu coração.
clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 28/3/2008 06:02
É isso, Marcos, a vida propriamente dita, com as melancolias também, que o dia irradia!
O bom, é que tudo passa, gira com os dias. E enfim, podemos viver também as alegrias que o dia ou a noite irradiam...
Beijos
Ah, Marcos, que lindo...
A vida assim em pedacinhos,
outro dia, cacos de mim pelo chão,
no quarto vão da solidão,
espalhavam utopias,
engolidas pela noite,
e em torvelinhos pelo dia...
Um abração,
Muito bom Marcos!
Beijos e bom domingo!
Votado.
Regina
Bom, parabens é comum a você, mas para quem tem o livro poético de Marcos sabe o que cada linha diz nas entranhas e entrelinhas...Pedacinhos no viver sozinho é primoroso...quem não tem pedacinhos? Bravo
Adorei a tua entrevista dada a Rennó.
Bela poesia.
Parabéns.
e os votos.
abraços.
Perde-se o brilho,
Fica-se em pedacinhos, mas as mariposas pousam em torvelinho... em poesias...
Beijo.
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