O ônibus levou-me rápido demais. Abri os olhos e deparei-me com a cidade. Não era antiga, com ruelas históricas, de casas com janelas monumentais e becos perdidos. Não era antiga, mas tinha um charme convincente. Aquele deveria ter sido um bairro espaçoso, com distintas ruas de pequenas casas do século passado, separadas por jardins e com bancos.
O hotel está arruinado, tem a aparência de algo preservado contra sua vontade, sua arquitetura é incongruente, localizado entre prédios comerciais de fachadas feias. Na sua entrada vi relutantes velas pardacentas na ponta de um candelabro. Suponho que era a mesma aparência do hotel há cinqüenta anos, mas a rua do hotel está cheia, e os espaços reduzidos por causa dos edifícios feitos de tijolos cinza.
Entrei e uma mulher com olhar cansado mostrou-me o lugar.
Crônica
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