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Foi assim, depois de algumas horas de conversas e risos, de falar sobre super-heróis e direitos humanos. Foi ao acaso, numa vontade crescente e reprimida para evitar pedidos ou gestos impensados. A festa já havia acabado, a madrugada era senhora.
- Posso te beijar?
- Pensei que nunca fosses pedir.
Foi assim, uma vontade de pular no desconhecido, um mergulho em águas profundas. Riam, enquanto pensavam no que o outro devia estar pensando. Àquela hora, somente os ladrões e os boêmios ainda perambulavam pelas ruas do velho bairro. Entraram na casa e brincaram de escrever poemas na pele do outro, com tintas de desejo e versos de descoberta.
- Estamos indo longe demais. Você não acha?
- Não. Vamos até onde você quiser.
Quando o sol decidiu voltar a reinar, mágoas, alegrias, surpresas e desconcertos estavam muito longe do ponto de partida, dos velhos limites do que se era horas atrás. E para todos os fins, para todos os outros e até para eles, o tempo tornou-se senhor de verdades que nunca foram ditas ou admitidas até mesmo entre amigos íntimos.
tags: Boa Vista RR textos-ficcao boa-vista roraima prosa ficcao textos-literatura
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informações |
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| Autoria |
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Edgar Borges |
| Ficha Técnica |
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Jornalista e cronista em Roraima, acima da linha do Equador
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| Link |
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www.edgarb.blogspot.com
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| Contato |
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edgarjfborges@yahoo.com.br
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| Data |
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09/9/2006 |
| Arquivo |
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20 Kb ·103 downloads |
| Licença |
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