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Edgar Borges · Boa Vista (RR) · 9/9/2006 10:38 · 70 votos · 11 comentários ·  
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overponto
Foi assim, depois de algumas horas de conversas e risos, de falar sobre super-heróis e direitos humanos. Foi ao acaso, numa vontade crescente e reprimida para evitar pedidos ou gestos impensados. A festa já havia acabado, a madrugada era senhora.

- Posso te beijar?
- Pensei que nunca fosses pedir.

Foi assim, uma vontade de pular no desconhecido, um mergulho em águas profundas. Riam, enquanto pensavam no que o outro devia estar pensando. Àquela hora, somente os ladrões e os boêmios ainda perambulavam pelas ruas do velho bairro. Entraram na casa e brincaram de escrever poemas na pele do outro, com tintas de desejo e versos de descoberta.

- Estamos indo longe demais. Você não acha?
- Não. Vamos até onde você quiser.

Quando o sol decidiu voltar a reinar, mágoas, alegrias, surpresas e desconcertos estavam muito longe do ponto de partida, dos velhos limites do que se era horas atrás. E para todos os fins, para todos os outros e até para eles, o tempo tornou-se senhor de verdades que nunca foram ditas ou admitidas até mesmo entre amigos íntimos.



tags: Boa Vista RR textos-ficcao boa-vista roraima prosa ficcao textos-literatura
 
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Autoria   Edgar Borges
Ficha Técnica  

Jornalista e cronista em Roraima, acima da linha do Equador

Link  

www.edgarb.blogspot.com

Contato  

edgarjfborges@yahoo.com.br

Data   09/9/2006
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Gostei! Gosto do que fala do que acontece todo dia...do que é comum a todo mundo...
Ana Cullen · Brasília (DF) · 6/9/2006 19:05 
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muito bom. parabéns!
Marcos André Carvalho Lins · Recife (PE) · 7/9/2006 16:46 
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é interessante mas faz cortes bruscos demais..
Marcela Fells · Belo Horizonte (MG) · 7/9/2006 17:26 
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OI, Maria. Esses cortes são quando passo da terceira pessoa para os diálogos?
Edgar Borges · Boa Vista (RR) · 8/9/2006 10:07 
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Bezaleel Ótimo testículo, principalmente considerando que isso é apenas o exórdio.
Bezaleel
Bezaleel · Boa Vista (RR) · 8/9/2006 19:18 
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Exatamente
Marcela Fells · Belo Horizonte (MG) · 8/9/2006 19:49 
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Gostei dos cortes bruscos. Ficou assim meio cinema-verité.
Valeu!
Fábio Fernandes · São Paulo (SP) · 9/9/2006 07:52 
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Muito bom! Gostei dos cortes, da leveza do texto e sobretudo da poesia que dança nas entrelinhas daquilo que é dito!

Parabéns!

Abraços do Verde.
Daniel Duende · Brasília (DF) · 11/9/2006 17:02 
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Edgar, amei o conto! Como sempre em poucas palavras conseguiu transmitir a mensagem! Beijus
Luma · Cabo Frio (RJ) · 10/10/2006 11:11 
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Lumita, olha onde a gente veio se encontrar de novo. Saudades de tu!
Edgar Borges · Boa Vista (RR) · 13/10/2006 18:40 
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Poizé!! Se você não vai lá, eu venho cá! Beijus
Luma · Cabo Frio (RJ) · 14/10/2006 08:09 
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