PEDRA DE SAL

melinavalgon
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Cintia Thome · São Paulo, SP
16/6/2008 · 136 · 17
 


PEDRA DE SAL

Meu homem, minha florescência
Minha exuberância, minha inconsciência,
minha efervescência, virtudes de apaixonada
Há tanto tempo
minha carência, minha louvação
Sem paradigmas, vicissitudes
Eterna ânsia resguardada

Toque-me,
Deslize sua mão à pedra de sal
Tão branca como a noiva nas escadas
No silêncio do bouquet de chorosos lírios
Choram a tanto tempo olhando o que passou
e que sempre, sempre amou

Entrego-me
Assim lhe dou a porção mágica
Em sua mão o doce sal, salina
Na distância, mas em coração e pensamentos
Dei-lhe proteção sem tempo e razão
O que foi uma tresloucada doida de paixão.

As cinzas que tão breve voarão
Como andorinhas em sublime revoada
Através do tule
que um dia eu olhava e me condenava
Sem volta, sem rota, sem direção
Cinzas, cinzas... Sal...
Talvez chão, talvez não
Sem pousarem mais em sua mão
Nunca mais poção

Cíntia Thomé
............................................................................

'Ah! Alma minha
não, não vá
Não tens o direito de partir
Pois viva para mim
Ainda que em sonho
Ainda que passado
Ainda sempre
Florescencia bonita de ti
A minha...a nossa...' (Cíntia Thomé)


Livro 'Olhos de Folha Minha" - Livraria Saraiva

Sobre a obra

Pedra de Sal (Estátua de Sal): "E levantou Ló os seus olhos, e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada, antes do SENHOR ter destruído Sodoma e Gomorra, e era como o jardim do SENHOR, como a terra do Egito, quando se entra em Zoar. Então Ló escolheu para si toda a campina do Jordão, e partiu Ló para o oriente, e apartaram-se um do outro. Habitou Abrão na terra de Canaã e Ló habitou nas cidades da campina, e armou as suas tendas até Sodoma". (Gênesis 13:10-12)

"Então o SENHOR fez chover enxofre e fogo, do SENHOR desde os céus, sobre Sodoma e Gomorra; e destruiu aquelas cidades e toda aquela campina, e todos os moradores daquelas cidades, e o que nascia da terra. E a mulher de Ló olhou para trás e ficou convertida numa estátua de sal". (Gênesis 19:24-26)

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.......Cíntia Thomé
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clara arruda
 

Minha querida,estou passando para a leitura.
Voltar e olhar o que se foi.Como a mulher de ló.
Apego em demasia nos prega algumas peças raras.
Seu poema,um dos melhores que já li.me fez meditar nessa bela manhã de sábado.
na volta para o voto deixo meu comentário ditado apenas por meu coração.

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 14/6/2008 06:15
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Cristiano Melo
 

Cintia,
E na estória em que a medusa transformava homens em pedra ao olharem para ela, estátuas de elemento mneral, como o sal.
Com sua amarga doçura, escreves tão bem um passeio por suas "vidas" de afeto e dor/ esperança e amor.
Parabéns mais uma vez
bjo

Cristiano Melo · Brasília, DF 14/6/2008 08:47
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Branca Pires
 

Linda poesia, Cíntia!
Asssim meio doce e meio amarga. Talvez 'salgada' tal como a "pedra de sal"...
Abraços

Branca Pires · Aracaju, SE 14/6/2008 17:34
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Helga Rackel
 

A oportunidade aponta no horizonte da esperança. Cabe a nós escolher seguir o caminho ou olhar para trás, e como estátua de sal, petrificada morrer com a dor do passado.
Belos versos!
Abraço ;)

Helga Rackel · Fortaleza, CE 14/6/2008 23:04
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ANIBAL BEÇA
 

´Cíntia querida, gostei da levada do poema. O sal tem muitas outras interpretações. Entre os eslavos representa a amizade. Quando o visitante chega em sua 'dacha' é recebido com sal que o dono da casa joga por cima de seus dois ombros. Claro, que vejo nele uma outra ambientação mais próxima de um acontecimento que se perdeu no tem, sem chance de voltas. O que se perdeu, segundo Drmmond, cristal não era.

Estou à sua espera. Coloquei novos ´poemas

http://www.overmundo.com.br/banco/tres-cantares-bacantes-e-outros-poemas-fesceninos

beijos

ANIBAL BEÇA · Manaus, AM 15/6/2008 13:10
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Raiblue
 

Linda expressão da dor da perda, Cíntia...

O sal que, se não mais nas mãos daquele amor,nunca mais poção...Que linda imagem!!

Sempre perfeitos seus poemas!

Um beijo azul,minha querida...
Raiblue

Raiblue · Salvador, BA 15/6/2008 22:08
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Cristiano Melo
 

relido e votado
bjos

Cristiano Melo · Brasília, DF 16/6/2008 01:26
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clara arruda
 

madrugada,hoje amanheço e nem posso olhar o que passou.
DEIXO MEU GRANDE CARINHO.
parabéns minha escritora querida,cada trabalho seu é uma dádiva pra mim.

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 16/6/2008 03:24
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Helga Rackel
 

Voltando para votar! :D
Abraço ;)

Helga Rackel · Fortaleza, CE 16/6/2008 08:25
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EdimoGinot
 

'Ah! Alma minha
não, não vá
Não tens o direito de partir

direito pode não ter...
Um abraço

EdimoGinot · Curitiba, PR 16/6/2008 10:18
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victorvapf
 

Aparecendo para votar, porque ja li e gostei demais, beijos

victorvapf · Belo Horizonte, MG 16/6/2008 10:53
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Sérgio Franck
 

Ninguém melhor que as sereias pra falar do sal, falar da vida, de tudo um pouco que nos compense.

Sérgio Franck · Belo Horizonte, MG 16/6/2008 12:51
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Andre Pessego
 

Grandemente elucidativo, ilustrativo, educativo. E acima de tudo belo,
completo. Estou baixando para reler, sempre
abraços
andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 16/6/2008 12:52
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Compulsão Diária
 

Cintia, beleza de beijo de sal!
E olha, vc conhece a Flora Figueiredo? Seu estilo lembra o dela. Linguagem concisa, sutil na escolha das palavras e na sintaxe também. às vezes romântica, às vezes turbulenta, violenta (no sentido de afetar com força). Um abraço lindo com o cotidiano. Vitalidade de Cintia nesse mergulho profundo nas águas da vida.
Pena só ter te conhecido agora. Mas, já encomendeio livro;)))
E voto atrasada, mas voto.

Compulsão Diária · São Paulo, SP 16/6/2008 15:16
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Lais Espanca
 

Lindo, Cintia!
Senti falta de suas palavras.
Parabéns pela publicação de seu livro.
Estou de volta, e agora é pra ficar.

Beijos

Lais Espanca · São Paulo, SP 17/6/2008 14:56
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Benny Franklin
 

Cá estou - passei batido, flor! - mas jamé deixar de comentar sobre as tuas pérolas poéticas, como essa.
Bjs.
Benny.

Benny Franklin · Belém, PA 18/6/2008 20:29
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llamar al pan
 

conhecendo-te e apreciando-te...

Quando puder, visite minha colaboração para o Overmundo:
http://www.overmundo.com.br/banco/gostar-e-simples-assim
abraços

llamar al pan · Belo Horizonte, MG 18/6/2008 23:21
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