PEDRA DE SAL
Meu homem, minha florescência
Minha exuberância, minha inconsciência,
minha efervescência, virtudes de apaixonada
Há tanto tempo
minha carência, minha louvação
Sem paradigmas, vicissitudes
Eterna ânsia resguardada
Toque-me,
Deslize sua mão à pedra de sal
Tão branca como a noiva nas escadas
No silêncio do bouquet de chorosos lírios
Choram a tanto tempo olhando o que passou
e que sempre, sempre amou
Entrego-me
Assim lhe dou a porção mágica
Em sua mão o doce sal, salina
Na distância, mas em coração e pensamentos
Dei-lhe proteção sem tempo e razão
O que foi uma tresloucada doida de paixão.
As cinzas que tão breve voarão
Como andorinhas em sublime revoada
Através do tule
que um dia eu olhava e me condenava
Sem volta, sem rota, sem direção
Cinzas, cinzas... Sal...
Talvez chão, talvez não
Sem pousarem mais em sua mão
Nunca mais poção
Cíntia Thomé
............................................................................
'Ah! Alma minha
não, não vá
Não tens o direito de partir
Pois viva para mim
Ainda que em sonho
Ainda que passado
Ainda sempre
Florescencia bonita de ti
A minha...a nossa...' (Cíntia Thomé)
Livro 'Olhos de Folha Minha" - Livraria Saraiva
Pedra de Sal (Estátua de Sal): "E levantou Ló os seus olhos, e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada, antes do SENHOR ter destruído Sodoma e Gomorra, e era como o jardim do SENHOR, como a terra do Egito, quando se entra em Zoar. Então Ló escolheu para si toda a campina do Jordão, e partiu Ló para o oriente, e apartaram-se um do outro. Habitou Abrão na terra de Canaã e Ló habitou nas cidades da campina, e armou as suas tendas até Sodoma". (Gênesis 13:10-12)
"Então o SENHOR fez chover enxofre e fogo, do SENHOR desde os céus, sobre Sodoma e Gomorra; e destruiu aquelas cidades e toda aquela campina, e todos os moradores daquelas cidades, e o que nascia da terra. E a mulher de Ló olhou para trás e ficou convertida numa estátua de sal". (Gênesis 19:24-26)
Minha querida,estou passando para a leitura.
Voltar e olhar o que se foi.Como a mulher de ló.
Apego em demasia nos prega algumas peças raras.
Seu poema,um dos melhores que já li.me fez meditar nessa bela manhã de sábado.
na volta para o voto deixo meu comentário ditado apenas por meu coração.
Cintia,
E na estória em que a medusa transformava homens em pedra ao olharem para ela, estátuas de elemento mneral, como o sal.
Com sua amarga doçura, escreves tão bem um passeio por suas "vidas" de afeto e dor/ esperança e amor.
Parabéns mais uma vez
bjo
Linda poesia, Cíntia!
Asssim meio doce e meio amarga. Talvez 'salgada' tal como a "pedra de sal"...
Abraços
A oportunidade aponta no horizonte da esperança. Cabe a nós escolher seguir o caminho ou olhar para trás, e como estátua de sal, petrificada morrer com a dor do passado.
Belos versos!
Abraço ;)
´Cíntia querida, gostei da levada do poema. O sal tem muitas outras interpretações. Entre os eslavos representa a amizade. Quando o visitante chega em sua 'dacha' é recebido com sal que o dono da casa joga por cima de seus dois ombros. Claro, que vejo nele uma outra ambientação mais próxima de um acontecimento que se perdeu no tem, sem chance de voltas. O que se perdeu, segundo Drmmond, cristal não era.
Estou à sua espera. Coloquei novos ´poemas
http://www.overmundo.com.br/banco/tres-cantares-bacantes-e-outros-poemas-fesceninos
beijos
Linda expressão da dor da perda, Cíntia...
O sal que, se não mais nas mãos daquele amor,nunca mais poção...Que linda imagem!!
Sempre perfeitos seus poemas!
Um beijo azul,minha querida...
Raiblue
relido e votado
bjos
madrugada,hoje amanheço e nem posso olhar o que passou.
DEIXO MEU GRANDE CARINHO.
parabéns minha escritora querida,cada trabalho seu é uma dádiva pra mim.
'Ah! Alma minha
não, não vá
Não tens o direito de partir
direito pode não ter...
Um abraço
Aparecendo para votar, porque ja li e gostei demais, beijos
victorvapf · Belo Horizonte, MG 16/6/2008 10:53Ninguém melhor que as sereias pra falar do sal, falar da vida, de tudo um pouco que nos compense.
Sérgio Franck · Belo Horizonte, MG 16/6/2008 12:51
Grandemente elucidativo, ilustrativo, educativo. E acima de tudo belo,
completo. Estou baixando para reler, sempre
abraços
andre.
Cintia, beleza de beijo de sal!
E olha, vc conhece a Flora Figueiredo? Seu estilo lembra o dela. Linguagem concisa, sutil na escolha das palavras e na sintaxe também. às vezes romântica, às vezes turbulenta, violenta (no sentido de afetar com força). Um abraço lindo com o cotidiano. Vitalidade de Cintia nesse mergulho profundo nas águas da vida.
Pena só ter te conhecido agora. Mas, já encomendeio livro;)))
E voto atrasada, mas voto.
Lindo, Cintia!
Senti falta de suas palavras.
Parabéns pela publicação de seu livro.
Estou de volta, e agora é pra ficar.
Beijos
Cá estou - passei batido, flor! - mas jamé deixar de comentar sobre as tuas pérolas poéticas, como essa.
Bjs.
Benny.
conhecendo-te e apreciando-te...
Quando puder, visite minha colaboração para o Overmundo:
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abraços
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