Lá está ela. Toda cheia de acidentes,
ranhuras e formas irregulares.
No meio do caminho está ela.
Solitária. Absoluta e enigmática.
Ao mesmo tempo pedindo pra ser acolhida.
Lá está ela. Ferida. Cansada de sua rochidez.
Esperando que alguém a veja com outros olhos.
De frente e sem segundas intenções. Generosamente.
Mas as pessoas também andam na corda bamba.
Vivem mudando de um lugar para outro,
contornando seus desafios, obstáculos.
Seus corações em sua maioria também estão petrificados.
Não têm tempo nem para sentir,
A canção da chuva caindo no telhado,
o murmurejar das cachoeiras.
O aroma das flores. A voz de uma criança.
O canto dos pássaros e uma noite estrelada.
E assim lá continua ela no meio do caminho.
Sangrando. Assim como a tão falada pedra Drummondiana, lá permanece ignorada. Incomodando os transeuntes apreensivos.
No meio do caminho ainda hoje existem muitas pedras.
Cada uma a seu modo, esperando ser tocada, sentida, amada!
jbconrado*
No meio do caminho ainda hoje existem muitas pedras.
Cada uma a seu modo, esperando ser tocada, sentida, amada!
Pois é, já não se fazem mais pedras como antigamente: ásperas, duras e frias ! Que bom ! algo mudou pra melhor !
Um beijo !
é... estamos esquecendo de viver...
Um abraço.
Maravilha!!
Todos os seres anseiam pelo que tu escreves. Mesmo aqueles do reino mineral. Só mesmo um coração de Xamã para perceber isso.
Muito lindo!!!!!
Às vêzes somos pedras nos caminho, algumas vêzes as encontramos. Transportá-las para um lugar seguro, sem ferí-las, esta ai o grande desafio. Ser generoso , solidário,amável, as melhores virtudes, exercitando o ato do perdão todos os dias.
Parabéns , até breve.
Bjos.
Pedras...ainda assim sensíveis...!!
Lindo...bjos Jb, uma ótima semana.
Ontem estive em Itabira , terra de Drumond.
Bem lembrada, a pedra, todas as pedras, de todos os tamanhos... São especiais. Nos ensinam, crescemos.
Até,
O que seria da humanidade se não existissem as pedras?..
Por que não ama-las e admira-las?
O materialismo tira toda virtude da contemplação, pensamento e expressões de carinhos.
E assim vamos vivendo, esperando não sei o quê...
Perdoe a demora.
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