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Pela publicação do Livro "Reminiscências da Escola"

Joca Oeiras
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Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI
29/2/2008 · 121 · 13
 

Selo da Campanha pela publicação do livro "Reminiscências da Escola"

O Ineditismo e a Modernidade de uma Proposta

25 autores e um tema comum: se alguém resumisse, desta maneira, o livro “Reminiscências da Escola” não haveria como desautorizá-lo. Mas esse resumo não daria conta de um aspecto fundamental do livro, a saber, a absoluta diversidade do tal “Tema Comum”. Uma diversidade, é bom lembrar, que não se limita aos aspectos mais óbvios do tipo “Cada Cabeça, uma Lembrança!”

Engendrado em um site que apostou fundo em dois dos aspectos mais positivos da internet do ponto de vista humanitário – a colaboração, que congrega; e o culto às diferenças – este livro colaborativo não teria como existir, na sua ampla diversidade, fora dos marcos do Overmundo (www.overmundo.com.br ).

Os participantes deste projeto, de maneira geral, não se conheciam (nem se conhecem) pessoalmente e, apesar de uma ou outra experiência de vida mais próxima, a regra geral é a absoluta disparidade de experiências e projetos de vida, a começar pelos 12 Estados e 19 cidades onde ocorreram as reminiscências. Mas mesmo essa diversidade geográfica eu diria, absoluta, (e que pode ser ainda ampliada, se levarmos em conta onde residem os autores hoje em dia) não esgota as diferenças:

“As lembranças chegam e, em sessão nostalgia, estou a percorrer os longos corredores por onde passavam as freiras com seus hábitos esvoaçantes pela pressa dos passos em direção à capela. Uma vez me encontraram num desses corredores e, como já era conhecida pelas religiosas, vieram ao meu encontro. Como estava “perdida” me conduziram até a capela e lá tive que ficar até bater o sinal para a próxima aula.” (Geometria Zero, Brigitte Luiza)

“O colégio funcionava em regime de internato e em tempo integral (como de praxe em todas as escolas agrícolas da época). Alojamento amplo com beliches de madeira... Cedo aprendi que era mais seguro ocupar a parte de cima, pois quem dormia embaixo sujeitava-se, às vezes, a receber jatos de resíduos alimentares não digeridos, principalmente às quintas-feiras, dia da semana liberado para irmos à cidade, distante cerca de 2 km do colégio.

Os nossos pertences eram guardados em armários de madeira, trancafiados com cadeado, cuja chave trazíamos pendurada em cordão preso ao pescoço (existiam alguns gatunos e todo cuidado era pouco). Cada armário era usado por dois alunos..” (Meus doces anos de Agricolino- Agenor)

“E que colégio grande! Escadarias, laboratórios, biblioteca e uma banda de música tradicional – ainda resiste - que fazia tremer os concorrentes nos desfiles e paradas.”

(Escola Pública, sim senhor! Cida Almeida)

São três exemplos, mas poderiam ser 10 ou 12, e isto só para comparar a descrição do espaço físico-arquitetônico das Escolas. Há muitas outras diferenças a considerar: colégios noturnos, escolas rurais, escolas pré-fabricadas, colégio religioso feminino, seminário menor, enfim, uma infinidade. E isto dá um sabor todo especial a este verdadeiro mosaico.

Para destacar, ainda melhor, as diferenças apontadas, decidimos recorrer a toda uma iconografia (fotos e documentos) das escolas onde ocorreram as reminiscências, procurando proceder a uma “memória da Escola” em geral e em paralelo com as lembranças individuais de cada um dos autores. Estas ilustrações valorizarão, sobremaneira, o resultado final a ser atingido quando o livro for impresso.

Por tudo isto podemos afirmar, tranqüilamente, que o livro “Reminiscências de Escola” é algo muito maior do que 25 autores escrevendo sobre um tema comum.

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Autoria
Joca Oeiras
Ficha técnica
Selo da Campanha pela publicação do livro "Reminiscências da Escola"
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Regina Lyra
 

ALFABETIZ(A)ÇÃO - Regina Lyra

A escola é o início
Dá chance infinita
A defesa é garantida.

Regina Lyra · João Pessoa, PB 27/2/2008 00:40
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Letícia L. Möller
 

Relembrar a escola é repensá-la,
é construir pontes
entre as heranças do passado,
o nosso tempo presente
e as expectativas para o futuro.

Que futuro queremos para a escola no Brasil?
Será que uma das chaves para a resposta
não poderia esta
no pensar
o caleidoscópio formado
por nossas inúmeras e tão distintas
realidades escolares?

Acredito neste livro.
Acredito na escola.

Um grande abraço,
Letícia M.

Letícia L. Möller · Porto Alegre, RS 27/2/2008 07:09
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Nydia Bonetti
 

Ficou lindo o selo Joca!
Este banco de escola traduz perfeitamente o espírito do projeto.
Em muitas escolas os bancos eram compartilhados por dois alunos... E assim se aprendia a convivência e o espírito colaborativo desde bem cedo. Perfeito!
Infelizmente depois veio a era do individualismo, as carteiras foram separadas, e ficando cada vez menores e mais distantes.

"Um país sem memória não é apenas um país sem passado. É um país sem futuro.” Rui Barbosa (1849 - 1923)

Letícia tem toda razão: Relembrar para repensar!

Abraços

Nydia Bonetti · Campinas, SP 27/2/2008 07:54
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Sérgio Franck
 

Letícia, é mágica a sorte humana de poder reter, guardar coisas na memória; reminiscência. Nem precisamos nos preocupar se as lembranças guardadas valerão o tempo de voltar no tempo sem voltar, por reviver fragmentados instâneos que somam.

Volto a dizer da importância do livro, pois nele, tal somatória das lembranças de um, se dividem em prol dos que lêem, dos que gostam de compartilhar.

Bjo.

Sérgio Franck · Belo Horizonte, MG 27/2/2008 10:18
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Denis Sen@
 

Ok, se quiser ilustrações é só avisar.

Acesse www.denissena.com
http://denissena.multiply.com/photos/album/27/Projeto_Graffiti_nas_escolas


Viva a arte-educação!!!

Denis Sen@ · Salvador, BA 27/2/2008 14:05
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Adriana Costa
 

Este trabalho lindo tem que ser publicado! Pode contar com meu apoio. Em breve estarei colaborando no Livro de Ouro Virtual! http://www.overmundo.com.br/forum/reminiscencias-da-escola-solidariedade-criativa-no-overmundo

Beijos @>--

Adriana Costa · Brasília, DF 27/2/2008 16:07
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Benny Franklin
 

Oi, Leticia!
Mesmo não tendo participação neste projeto já que postei nada à respeito - por pura falta de pesquisa mental - não posso deixar de aplaudir a iniciativa de seus autores.
No que puder ajudar sabe que pode contar comigo.
Ok! O texto está excelente.
Bjs.

Benny Franklin · Belém, PA 27/2/2008 16:46
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brigitte
 

"o livro “Reminiscências de Escola” é algo muito maior do que 25 autores escrevendo sobre um tema comum.", meu coração sente que será um livro para a posteridade, não só pelo tema, mas o que nos une, a amizade.
Abraços.

brigitte · Goiânia, GO 27/2/2008 20:56
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Pepê Mattos
 

Meu apoio total a este projeto... Reunir depoimentos de várias pessoas sobre a escola nos quatro cantos do país - ou de qualquer canto do planeta - é algo de extraordinário... Estou para o que der e vier... Abraços

Pepê Mattos · Macapá, AP 28/2/2008 02:08
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Nivaldo Lemos
 

Joca, meu querido anjo andarilho,

reproduzo aqui o que disse no Observatório, também ressalvando a demora em respondê-lo. Vamos lá. Você deve lembrar como relutei em aceitar seu convite para escrever minhas reminiscências de escola. Entre outros motivos, não me achava capaz de acessar memória tão longínqua – afinal, mais de quatro décadas me separavam daquela experiência na Ilha da Marambaia (RJ), onde, em plena ditadura militar, eu e meu irmão cursamos o então ginásio, internados no Colégio Estadual Darcy Vargas. Mas não é só, duvidava também de que minhas reminiscências escolares pudessem interessar a outrem. Mesmo hesitante, resolvi aceitar o convite por dois motivos: esperança e imaginação. Esperança de reencontrar eventuais colegas da escola, dos quais nunca mais tivera notícias. E imaginação, pela capacidade sedutora que o projeto oferecia neste sentido. Mesmo assim, tinha dúvidas: teria eu imaginação e – até mesmo – coragem suficientes para extrapolar o real e reencontrar o passado, com todas as dores e alegrias que isso implicaria? De antemão, eu sabia que reconstruir aquele universo onírico me exigiria – mais que memória – capacidade de evocar imagens de um passado que, para mim, há muito se esvaíra ou, no máximo, sobrevivia recôndito nas rugas que o tempo esculpira em minha face hoje quase sexagenária.

Por sorte, no final, deu tudo certo. Valeu a pena. Principalmente, porque descobri – como disse Drummond – que “as coisas findas/muito mais que lindas/estas ficarão”. Numa frágil e improvisada jangada de palavras joguei-me num oceano de recordações em busca de sentidos e sinais de vida. Até que o aparentemente impossível aconteceu: havia sobreviventes, sim, e chegavam de todos os lados. Nos dias que se seguiram à publicação dos meus textos no Overmundo, vários amigos do colégio interno, que eu não via há mais de quarenta anos, me procuraram, surpresos e agradecidos pela oportunidade. Como eu, estavam felizes pelo improvável reencontro. Desde então, já reunimos um pequeno grupo para um chope na Cinelândia, aqui no Rio, e, no final de março, estamos combinando um churrasco em um sítio para reunir um grupo maior. Hoje sabemos que somos dezenas, no Brasil e até no exterior, entre ex-alunos, professores e inspetores da época.

Contei-lhe essa pequena história – que na verdade você já conhecia – para mostrar a todos porque acho que a publicação deste livro deve ser vista com mais atenção por eventuais patrocinadores. Sem falsa modéstia, não fosse pela inequívoca qualidade dos textos que o compõem (e me refiro aos 25 autores), ao menos pelo fato – não sei se inédito, mas certamente extraordinário – de já ter modificado a vida de tantas pessoas. Arriscaria mesmo dizer que, neste caso, a arte não se limitou a imitar a vida, mas a transformá-la, literalmente, para melhor.

Um beijo e um carinhoso abraço,
Nivaldo

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 28/2/2008 19:28
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Saramar
 

Joca, querido Anjo, creio que a face mais mágica, e não por isso, menos concreta, deste projeto, além do que já disse sobre a voz dos alunos, é a diversidade, enfatizada por você neste texto.

As memórias de cada autor demonstraram a diversidade da educação brasileira, no tempo e no espaço e, mais ainda, na alma dos educadores. Mostraram como essa diversidade operou na mente dos meninos e meninas o milagre do querer. Querer ficar ou querer fugir, querer reproduzir a imagem da professora ou querer esquecê-la.

Enfim, vimos, na palavras do participantes, o olho comprido e curioso, por vezes, sofrido, da criança que fomos diante do saber. Do diversificado saber que faz parte do barro que desenhou nossos contornos, ora colorido, ora cinzento.

Tudo o que leremos e veremos no livro é o produto da união dessas diversidades.
Obrigada.

beijos

Saramar · Goiânia, GO 29/2/2008 00:10
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Alice Poltronieri
 

É urgente nos unirmos para repensar a o direito a educação. O futuro do nosso planeta depende da educação de estamos garantindo para nossos filhos. Sejamos todos autores da escola q desejamos.
Parabéns pela iniciativa! Como educadora desejo sucesso nessa empreitada.

Alice Poltronieri · Porto Velho, RO 29/2/2008 10:17
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Berioliveira
 

Ola Joca, passei por aqui gostei e votei! abraços

Berioliveira · Vitória da Conquista, BA 1/3/2008 04:37
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