Pele por pele já não sabia mais
Que o lúcido era quimera de carnaval
Onde estava a pele?
Onde estava o mais?
Onde estariam os dons da moça
Os dotes do tempo, agora
SubsÃdios de apostas no introspecto
No além desejado
Por toda a alquimia
Frágil no alcance, finito tempo
Canibal
De mãos maiores que se abrem
E soltam outras mãos menores
Pra deixar o tempo cuidar
Pele por pele
Do gélido alcance, distante seguinte
Ao achar, ao deixar
Como se fosse voraz, ao desfolhar-me
As células da pele, hospedes
Da pele de outrem
Por fininho se assombra
O carinho cochilo
Da paz juntinha.
O caminho de um
Que é o diminutivo de dois
Voraz o tempo
Da pele na pele
Do todo.
Fecho-me em copas
Abro-me em suspiros
Crio meus próprios fantasmas
Deixo minha solidão nua, expondo
Toda a pele:
Canibal.
O fim de um relacionamento no fim de tantos...E tudo que passa na nossa cabeça, o quanto o tempo é estranho, o quanto o amanha é agora...e todas as formas de ver isso acontecer...
Sem maniqueÃsmos, todo fim representa um recomeço... Dito assim, pode soar até desumano... Não nos tornamos mais desumanos porque algo dentro de nós acabou... Nesse caso, eu já me desumanizei umas três vezes - até onde conseguir contar... Não tema, poeta, ainda nos resta a poesia... Puxa, queria lhe recomendar algo mais alegre, contudo, por hora, só tenho esse... Abraços...
Pepê Mattos · Macapá, AP 4/8/2008 23:27
A imagem nao carregou....mas tudo bem...hehehe
=]
Belos versos, Marianne!
Gostei muito do jogos de palavras e sentidos que usou. E, mais que isso, gostei do resultado final que seu poema expressa.
Uma beleza só!
Abraço!
http://interludios.blogspot.com
Sempre voraz, o tempo... Absolutamente canibal.
Como disse Pepê, resta-nos a poesia.
Muito bom, Marianne.
Beijos
...mas é muito claro de ver
onde estão os dons da moça
pelo menos da moça Marianne
que se fecha em copas
e se expõe nua
à sanha canibal do tempo
guardando sua semente sob a pele
nas entranhas
de onde nasce
poesia.
lindo!
delicioso!
Volto certamente!
um graande beijo!
Sempre o amor, desfacelando a pele, ao arrancar-se...
Gostei muito do seu poema!
beijos
Marianne
vim trazer meu voto
e aproveito
pra deixar
um beijo!
belo poema.votado.
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 7/8/2008 08:38
Voraz o tempo
Da pele na pele
Do todo.
Fecho-me em copas
Abro-me em suspiros
Crio meus próprios fantasmas
Deixo minha solidão nua, expondo
Toda a pele:
Canibal.
Esse é o poema todo ou toda a dor.
Bravos!
BJS
ND
sem comentários,
até porque o Renato já disse tudo
e novamente o ritmo!
beijo,
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