se amar desejo tanto
há mais por fazer
além de às escuras andar
da paz encontrar
e desapertar os nós
da vontade e dos medos
de errar os cálculos
de desfazer planos
desamarrar as mãos
desnudar corpo e alma
aceitar dos elementos
os alimentos da paixão
desfazendo os castelos
todos de sonhos vãos
cavaleiro do benvirá
em terras de melhor porvir
por onde se aventurar
até às nuvens subir
os céus arranhar e beijar
erguer a fronte, caminhar
de mãos dadas com a amada
por essa infinda estrada
ainda por começar
mesmo ela mesma
diferente da trilha sonhada
pelo amor que valerá
Adroaldo,
quando o amor bate à porta,
tudo vale a pena...
porque sem amor a vida não vale nada.
bjs
e, se nada vale o que vale a vida, Doroni, ficamos imaginando o que vale então uma vida com amor... e querendo sempre que assim seja.
Grato por tua visita.
Cláudia, linda és. Fico feliz com tu aqui. Grato.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 13/8/2009 11:30
Poeta, você mesmo disse, em outros versos, da liberdade necessária aos que se aventuram no amor, ou são por ele tragados.
Agora, nestes versos presentes, fala em "desamarrar as mãos".
A liberdade necessária ao amor, seu próprio alimento, eu diria, é justamente o que estas suas lindas e corajosas palavras entoam nos versos: um mantra de se livrar do medo e enfrentar esse desconhecido: o amor.
Maravilhoso!
beijos
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