Bate porteira. Porteira bate.
Apois passo a contar, a história de Penenem e Morena Flor.
Em noites de lua cheia lá na curva do estradão,
ouve-se um galopar ofegante, afoito até o dia amanhecer.
É Penenem e Morena Flor que num relance rasga o vale em seu fogoso alazão.
Bate porteira. Porteira bate.
É o lamento dos excluídos, daqueles que não têm voz ativa.
A dor dos miseráveis que neste mundo não sabem a quem recorrer.
É Penenem pedindo justiça a todos pras coisas que aconteceram.
Os zoios verdes de Morena Flor, não foi Ele quem cegou não.
Foi coroné peçonhento que de seu romance com Sá morena, deu fim.
Bate porteira. Porteira bate.
Morria só de inveja. Já nem conseguia dormir e se alimentar.
Pra vingar o amor dos dois, coroné fez com ela essa judiação.
Arrancaram seus zoios verdes e em Penenem puseram a culpa.
O povo cego e passivo viu tudo e fechou a boca.
No fundo da lagoa Azul, Penenem jogaram. Todo amarrado, lá mesmo no fundo do lago ficou.
Bate porteira. Porteira bate.
Morena Flor longe de Penenem, era só tristeza. Sozinha não quis ficar.
Adeus gente ingrata. Adeus fazenda da lagoa Azul.
Adeus papai mamãe. Adeus recanto da floresta.
Passarim peito amarelo. Juriti lá no grotão.
Nos braços de Mãe d’água se entregou e com Penenem foi morar.
Bate porteira. Porteira bate.
Antonce esta é a real história. De Penenem e Morena Flor.
E nas noites de Lua cheia, galopando pelas as estradas,
os dois acordam toda a vizinhança.
Se na Terra não puderam viver um grande amor.
Lá do outro lado juntinho com nosso Sinhô, realizaram seus sonhos
e vivem que nem dois canarinhos eternamente enamorados.
Bate porteira. Porteira bate.
E esta felicidade nem o povo adormecido nem o maledito coroné puderam impedir.
jbconrado*
Apois passo a contar, a história de Penenem e Morena Flor.
Em noites de lua cheia lá na curva do estradão,
ouve-se um galopar ofegante, afoito até o dia amanhecer.
Bonita História...
Bonito Caso de amor !
Um beijo !
Morena Flor! Fantástica e poética narrativa...
Abraço.
Que triste história de um lindo amor.
bjs
O encanto produzido por uma história de amor que se torna tragédia, crueldade na mão de um facínora, tem o poder de mostrar como somos omissos e o quanto nos rendemos ao medo e a indiferença. Tragédia, que dizemos ser alheia.
Wuldson Marcelo · Cuiabá, MT 1/9/2010 14:41
adoro seus contos e sua forma de humanizar a natureza....
vc encanta de forma simples e ricamente cultural.
bjsssssss,
Me deixa sonhar queria ter a mesma coragem da morena flor, romper todos os laços pra viver com seu amor.
O tema é forte desumano, o amor vence o poeta fica feliz, mesmo sendo uma história triste de injustiças sua proposta é cantar o amor.
venho aqui e aprendo lições de vida, coração bate forte fico encantada com o ser humano.
bjs
Ninguém é capaz de colocar amarras em um grande amor...parabens poeta..abçs.MMarins
Passe lá em casa, tem trabalho novo para le.
MALDITO CORONEL...VAI PRO INFERNO QUE É TEU LUGAR...
Drevra Hadarah · São Paulo, SP 9/9/2010 11:41Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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