Manhã aberta a sonhos
Rosa no peito
A vida brinca nos poros
Chaga cicatrizada do ontem
Fronte luminosa
No delta do dia
Barcos saem para o mar
Sina incerta
"Vou trabalhar, meu bem querer..."
Brancas nuvens movem-se
Vazias e calmas
O ar marítimo
Navega os alvéolos
Tudo é festa para os sentidos
Eterno ensaio da aurora
Para a grande peça diária
Alimento para o corpo e a alma
Os homens aos poucos despertam
Em gestos diários
Acenam os reencontros
O cotidiano sem pressa
Abre novamente suas janelas
Tudo segue o seu curso
No pequeno vilarejo que há em nós...
(Gustavo Adonias)
Gustavo,
adoro o seu estilo...Aqui foste genial, pois há a maneira literal de se ler, e interpretar como o cotidiano de nosso povo brasileiro que vive da pesca, saudades do meu Ceará, e de outro lado, a interpretação metafórica, introspectiva, de observar o seu interior como os locais que temos dentro de nós. Muito bom mesmo.
Meus parabéns nobre amigo
abraços
Tudo segue o seu curso
No pequeno vilarejo que há em nós...
Belo final. Quem disse que não há mais surpresas na poesia?
Nós somos mesmo uma Manhã aberta aos sonhos
em um pequeno vilarejo perdido no tempo.
E somos os barcos que saem para o mar, sem destino, para a pescaria da vida. Nunca sabemos o nosso destino e a vida é uma eterna pescaria. O cotidiano sem pressa do nosso vilarejo interior não está presente na correria das metrópoles? Deveria sempre estar - lá onde é tudo calma e tranqüilidade.
Abração.
"Tudo é festa para os sentidos
Eterno ensaio da aurora
Para a grande peça diária
Alimento para o corpo e a alma
Os homens aos poucos despertam"
lindo poema gustavo...
a foto também...(parece paraty)
abraços
Cristiano,
Obrigado pela sua presença, mais uma vez ! Que bom que gostou do poema. Sim, pode-se ler das duas maneiras. Uma tratando-se do dia-a-dia de brasileiros que fazem do mar seu meio de vida, e vivem de maneira simples e harmoniosa com a natureza. E outra, tratando do vilarejo que trazemos na alma, onde ainda mantemos a tranquilidade, mesmo em meio ao caos atual. Um local de harmonia e paz de espírito, que ainda nutre-nos de esperança na vida...
Um abraço
Brandão,
Obrigado também pela sua presença, mais uma vez ! Que bom que gostou. Com certeza, tudo que vivenciamos existe dentro de nós, trazemos em nossa alma. E no mundo caótico em que vivemos, faz-se urgente retomarmos os vilarejos tranquilos e harmônicos que existem fora e dentro da gente...
Abração
Samuel,
Obrigado também por ter vindo, uma vez mais ! Que bom que gostou. A foto, de fato, é de Paraty.
Abração
Belíssimo versos,Gusta!
Bem diferentes...outras sintonias...bacana isso.
"Eterno ensaio da aurora
Para a grande peça diária"
E que venham muitas auroras assim novinhas...todo dia um recomeço...novas paisagens se formam dos mesmos caminhos, porque o olhar sempre muda...sempre voa...pelas frestas escondidas em cada pedacinho do vilarejo que há dentro de nós...
Bons recomeços pra vc!
Parabéns pelo poema maravilhoso!
Um beijo azul
Blue
Babyblue,
É sempre bom ter a sua presença, azul ! Que bom que gostou do poema. Encarar cada alvorecer como um recomeço, e viver da melhor maneira o agora, que é a única coisa que verdadeiramente é... Os caminhos podem ser os mesmos, mas, com certeza, o olhar sempre vislumbra e deslumbra-se com novas paisagens, presentes no nosso belo vilarejo da alma...
Grande beijo poético
Onde será esse belo lugarejo? O poema eu sei que é maravilhoso.
Juscelino Mendes · Campinas, SP 19/10/2008 22:39Que beleza, Gustavo. comove a delicadeza dos alvéolos, da rosa no peito, a lida diária, a jangada vai sair pro mar, o bem querer espera. as rotas de nossa vida - nossas cidades invisíveis - o corpo, o tempo. E essa poesia cada vez mais bela. Ah, poeta vc me encanta.
Compulsão Diária · São Paulo, SP 20/10/2008 02:19
Juscelino,
Obrigado pela sua presença também, mais uma vez ! Que bom que gostou do poema. Esse lugarejo existe, bem dentro de nós, no fundo da alma humana. Onde ainda é possível viver tranquilamente, alimentando os sonhos mais belos. E, o lugarejo da foto é a bela Paraty.
Abração
Compulsão,
Obrigado também por sua presença ! Que bom que gostou. Trazemos em nós muitas cidades invisíveis, habitadas por personagens comuns e por outros nem tão comuns assim, mas que existem no fundo da alma humana. Cidades que tentam resistir à passagem do tempo e não se deixam perder as esperanças, mesmo no meio do caos do "mundo real". Os sonhos são a base dos seus alicerces...
Bjão
Gustavo
Bela analogia entre o Nós e o Vilarejo.
alguns qurem ser metrópole. Mas a paz está na vila.
Beleza
Um abraço
Edimo, caro amigo
Obrigado pela sua presença também ! Que bom que gostou. A paz está na vila que há em nós. Podemos estar nesta vila mesmo em meio à confusão da metrópole...
Abração
Lindo poema amigo querido!
Belissima também a imagem postada!
Parabéns adoro o que escreves a maneira que colocas teus sentimentos, teus versos!
Beijo na alma!
Tudo é festa para os sentidos
Eterno ensaio da aurora
Para a grande peça diária
muito bom, maravilhoso, um verdadeiro show poético. Parabéns
Gustavo, a suavidade do seu poema me faz visitar, com grande alegria,
o pequeno vilarejo que há dentro de mim. Gostoso quando um poema nos toca assim.
bjs
querido poeta Gustavo Adonias é sempre prazeroso ler seus escritos, parabéns e depois eu volto.
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 21/10/2008 12:30
Gustavo
belo poema.
Nossa alma é povoada de pequenas coisas e
de sonhos que vão se tornando partes
de um todo a medida que abrimos as
janelas e deixamos nosso mundinho entrar.
Cada aurora é um novo amanhecer.
bjs
Votado e adorado, Gusta!
beijos blueeeeeeee..
Blue
meu querido,lindos versos.
Chaga cicatrizada do ontem.
deixo meu imenso carinho.
Quando eu demorar a aparecer,creia-me,meu voto estára nos seus belos poemas.
Suavidade para tratar as palavras.
"Tudo é festa para os sentidos
Eterno ensaio da aurora
Para a grande peça diária
Alimento para o corpo e a alma"
Gostei muito!
Abraços!
Manhãs de Sol. Lua prateado no céu. Olho d'agua cristalino, a flor é beijada e beija o colibrí. Galo canta no terreiro.
O mar beija a praia. Ao longe frágil canoa desaparece...
"Tudo segue o seu curso
No pequeno vilarejo que há em nós"... Maravilha de Poema amigo.
Saúde e Paz. Sempre.
M
Gustavo Adonias · Salvador (BA)
PEQUENO VILAREJO .
Uma Poesia do sentido Admirável da Vida
A Beleza do Milagre da Vida em qualquer um, com humildade, na sua humanidade.
...Eterno ensaio da aurora
Para a grande peça diária...
Maravilhoso.
Parabéns.
Abracáo Amigo
votando gustavo...to sempre por paraty...
é isso mesmo...um lindo vilarejo...
abraços
GUSTAVO,
Q imagens de beleza e fascinio!
ACENAM OS REENCONTROS COTIDIANOS
ABRE NOVAMENTE SUAS JANELAS
TUDO SEGUE SEU CURSO
NO PEQUENO VILAREJO
QUE HÁ EM NÓS...
Oxalá possamos sempre,conservar a "simplicidade"
De nossa alma,porque lá moram os sonhos
Q despertam os madrigais,da existência...
Gosto muito do seu texto , gustavo. Tudo é festa para os sentidos' , até as palavras.
abraços
Gustavo, gosto muito do texto, do diálogo delicado entre imagem e matéria, especialmente do trecho:
O cotidiano sem pressa
Abre novamente suas janelas
Tudo segue o seu curso
No pequeno vilarejo que há em nós...
Bom partilhar com você essa estranha mania de compor mundos em palavras.
Beijos
Gustavo, somos nosso próprio porto. Belíssima viagem ao nosso próprio interior com nossas mansidões e inferninhos, nossas necessidades e benquereres.
Marcos Pontes · Eunápolis, BA 21/10/2008 21:11
Nossos vilarejos são incomensuráveis, Gustavo !
O corpo é porto para a alma que sempre quer partir em sonhos...
muito bom poeta !
abs, votado !
Gustavo,
Um show de arte, lirismo e talento.
Abraços
Seus poemas são lindos,gosto desse estilo lírico,mostra romantismo
na alma
Desculpe da demoraando meio sem tempo ,isso aqui é cansativo,tem o intuito de nos monopolizarr,se passamos uma hora sem vir,os pontos despencam e a gente tem outras coisas a fazer,não podemos viver em função do Ovemundo,o fato é que eu agora só virei votar por prazer e em bons textos,não me importo que meus pontos cheguem a zero,,,rs
Acho que pontos adquiridos,não deviam cair,tudo bem que nao aumentem,mas diminuir não é justo,nós ja ganhamos,são nossos,,né?
Beijim e qdo postar me avise,gosto muito de te ler
me toca esse intimismo coletivo de sua poética, e a presença quase que obrigatória do mar.
bom bem bom...
abraço,
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