PerturbaDORaLUCINAntemente, a Arte das Musas conjuga os silênCIOs de hoje com os sons do amanhã
De tom em tom,
compomos a musiCA(OS) de hoje...
de grito em grito, SOLfejo abismos de sombras,
pautas farpadas enredando almas
dissonantes da carne.
Reciclo ciclos orbitais dos meus perdidos passos
plantados no vento...
caem em passos de uma dança a que não fui convidado,
mas danço
(e como danço!).
Laço,
todo o em redor Espaço
me aperta o pescoço... não escapo
desse beco sem saída que é a própria
vida
a miscigenar o bálsamo
na sua própria ferida.
Os sons de meus silêncios
desorganizados ao longo do tempo
perdidos em vazios que explodem por dentro
eco seco seco... o timbre das fibras,
a melodia e o ritmo do peito
descadenciado, descredenciado para vôos altos,
sob o signo das efemeridades eternas,
compõem sinestesias sinfônicas
entre o eu que passa
ao redor
do eu que fica,
esvaziando-me de mim mesmo,
nirvana sem nirvava,
fuga.
Passeio por elos de freqüências indimensionais...
Crio novos tons
onde sons de ondas são eletrificadas
em microondas tsunâmicas de melodias profundas,
com intenções poéticas para desvairar antigas estéticas – curtume
de metafísicos sentires – a fazer desfazeres
no rastro de toda uma humanidade.
poesia escrita após ler comentário de Saramar: "Apesar do tom pessimista e, infelizmente, real demais, é sempre prazeroso ler seus poemas, passear por essas metáforas alucinadas, por seus versos perturbadores." na poesia Como é que está a vida? .
Foto de Fúria!
Perfeita, Andre
riminhas, palavrinhas brincando para cá e pra lá.
So podia mesmo ter ficado essa beleza. Parabens
Com prazer abro sua votação, bj
Poeta, Poeta...
Ainda o pesar destas "pautas farpadas", dos "laços que apertam o pescoço" e o espaço neles também preso, dobram os olhos, cunha de fazê-los verter.
Entretanto, a intensidade doída dos versos que, ao contrário do que dizem, alcançam "vôos altos ", ao final, faz e refaz, constrói pontes poéticas inusitadas (tal como antes você já disse) e encanta.
Apenas sua imensurável alma, onde habitam todas mais imensas palavras, poderia do meu mínimo comentário, descortinar tamanho horizonte.
Obrigada.
beijos
excelente o catar com esse timbre de silencio...ah! dor, dor, dor imensa...
Excelente...Dói em todos os poros, escute....
abs
Excelente trabalho deixo aqui meu voto e admiração. Abraço...
delen · Cotia, SP 3/9/2008 11:22
André, que rica inspiração. Vejo que o seu aproveitamento foi profundo.
E não poderia deixar de dizer que o poema é belo, belíssimo.
Um abraço, querido.
André Teixeira · Aracaju (SE)
PerturbaDORaLUCINAntemente, a Arte das Musas conjuga os silênCIOs de hoje...
Uma expressáo forte como fosse de um musical de muita energia e percussáo.
Uma sinfonia de Guerreiros, uma danca também com percussáo.
A Ilustracáo vai no mesmo sentido como fossem lancas e o adereco de um escudo.
Fico vendo um aspecto teatral para ser usado como elemento de educacáo.
Parabéns, Gostei muito.
Abracáo Amigo
Azuir
Andre
...e não estamos sempre
reciclando nossos passos
e dançando uma musica
para a qual não fomos convidados?
bjsss
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