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Sou o humilde motivo
De tuas piadas e vivo
Morrendo em cada esquina,
Enquanto das coberturas,
Contemplas minha amargura
E zombas de minha sina.
Sou o que passa fome
Ao teu lado enquanto comes
O teu rico caviar.
Sou o que te faz sorrir,
Que te permite oprimir,
Que te coloca onde estás.
Se degustares cicuta
E te sujares na lama,
Se te deitares na cama
E te sentires a puta,
Vivenciarás minha luta
E sentirás o meu drama!
Se já lambeste feridas
E te alimentaste de ratos,
E toda injúria e maus tratos
Já te fizeram na vida,
Senta comigo, que a vida
Já te serviu de meu prato.
Se te viraram a cara
E te negaram comida,
Se não te deram guarida
E te cuspiram na cara,
Então te aquieta, repara
Que entenderás minha vida.
Eu sou aquele operário
Que vive do seu salário
E da fome que ele traz.
Aquele que não suporta
E – cabisbaixo – se comporta
Em benefício da paz.
Eu sou aquele indigente
A quem abraças contente
Em período de eleição.
Apenas mais um fantoche
Vítima do teu deboche,
Sustentáculo da nação.
tags: Nossa Senhora da Glória SE poesia literatura nossa senhora da gloria sergipe consciencia politica textos-literatura
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informações |
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| Autoria |
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Jorge Henrique |
| Ficha Técnica |
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HENRIQUE, Jorge. Mutante in Sanidade. Cadernos Cultart de Cultura. Aracaju: UFS-PROEX-CULTART. Novembro, 2001. p. 78.
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| Link |
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http://poetajorge.blogspot.com
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| Data |
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24/5/2007 |
| Arquivo |
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73 Kb ·60 downloads |
| Licença |
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comentários  |
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Magnífico! Maravilhoso!
Poeta, fiquei sem palavras.
parabéns!
Saramar · Goiânia (GO) · 20/5/2007 21:51
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Obrigado, Saramar.
Um grande abraço.
Poeta Jorge Henrique · Nossa Senhora da Glória (SE) · 21/5/2007 06:59
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Jorge, feliz iniciativa.
- Acho que as primeiras pessoas que vi lendo foram dois cegos que vendiam "romances nas feiras"; e aprendi a ler "romances", querendo agradar como eles agradavam.
- Mas não é isto: Nota-se no Overmundo tanta gente querendo dizer algo. Há de tudo e de todos, há os que não conseguem, preocupados com a "imposição" tola da sociecade; mas consegume retratar a sociedade e o mundo em que vivem, (vivemos). O que é bom. Por fim,
Acho que falta-nos (ao Brasil) a coragem para dizer. Quando é dita uma coisa não formatada é tão lindo. Quando dito sem o "medo" de desagradar, por simples, singelo, até mesmo rude, agrada - é sucesso, enche a alma.. por mais que contrarie o saber do "sabido de saber e gosto alheios", um abraço, andre.
Andre Pessego · São Paulo (SP) · 22/5/2007 10:29
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Acho que com Augusto dos Anjos aprendi que a palavra que agride tembém agrada aos ouvidos daquele para quem agressão se faz necessária de ouvir, talvez para acordá-lo da letargia do cotidiano, do costumeiro, que nos deixa cegos para o óbvio das coisas a nossa volta. Na poesia é possível encontrar essa liberdade de dizer sem compromissos com o agradar ou o agredir, e essa liberdade dá ao texto, quem sabe, um poder de permanência.
Obrigado pelo comentário.
Seja bem-vindo.
Poeta Jorge Henrique · Nossa Senhora da Glória (SE) · 22/5/2007 11:53
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muito bom poeta Jorge!
abraços!
Celio Soares Jr · Rio Grande (RS) · 22/5/2007 22:56
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Obrigado, Célio, pelo incentivo!
Um grande abraço.
Poeta Jorge Henrique · Nossa Senhora da Glória (SE) · 22/5/2007 22:57
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Poeta, voltei para reler (e votar, claro).
Este é realmente um poema para ser lido entre as pessoas, para todas as pessoas, vítimas ou algozes deste mundo.
beijos
Saramar · Goiânia (GO) · 23/5/2007 22:44
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Grato, Saramar, pela leitura, voto e comentário.
Beijos.
Poeta Jorge Henrique · Nossa Senhora da Glória (SE) · 24/5/2007 07:10
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Poeta,
Grandioso!
Marluce
Marluce Freire Nascasbez · Carnaíba (PE) · 24/5/2007 08:16
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Obrigado, Marluce.
Beijos.
Poeta Jorge Henrique · Nossa Senhora da Glória (SE) · 24/5/2007 12:12
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Fala poeta Jorge, continúe esbanjando teus líricos poemas que eu estarei sempre aqui para aplaudí-lo. Abraços.
Carlos Magno.
carlos magno · Rio de Janeiro (RJ) · 24/5/2007 20:28
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Vê-lo "sempre aqui", Grande Carlos, é um prazer. Seus aplausos me são muito caros! Muito obrigado.
Poeta Jorge Henrique · Nossa Senhora da Glória (SE) · 24/5/2007 20:39
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MAGNÍFICO....MANIFESTO DOLOROSO DA VERDADE INTEIRA...TRANSBORDAS EM ÁGUA LIMPA AS INTEMPÉRIES DA VIDA CAUSTICA...
TEUS TEXTOS POÉTICOS LEVAM-ME AO DELÍRIO DO SER OU NÃO SER...
BRAVO!
...........
Cintia Thome · São Paulo (SP) · 1/10/2007 07:54
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