Tudo é vermelho.
Caras, bocas, apostas.
Touro sem toureiro, arena vadia.
Toureiro sem touro, alma vazia.
Festa assassina.
Sina!
O touro é mais forte.
Sorte!
A lança desvia meu olho
marcando a dança
desta flecha.
Touro mais arena
- solidão.
Toureiro mais covardia
- aplausos.
Ódio e amor de mãos dadas.
Sem um o outro não vive.
Tourada!
O homem exibe a adaga
performático.
A alma em forma de bicho
implora.
Vitória já escrita,
acabe logo!
Tapete vermelho,
insana platéia
revigora.
Meu eu já sem graça
pagando tão caro
o choro dos bichos.
Vida sem touro,
arenas com taças.
Brindemos homens
sorrindo na praça.
Nos olhos do touro
meu passado,
lutando sem medo
dos homens da lei.
Touro é fetiche,
olé das senhoras,
madame penteado.
Ao som dos tambores
poema se lança,
caneta cravada,
arena papel.
Abraços Darci !!!
Valeu ...!!!
Plaza de Toros... Um dos grandes poemas da lavra afinada de Darci Cunha. Gosto demais desta obra.
Abraços,
Votado, não por ser Engenheio Agronomo, mas sim pela beleza de tuas palavras, rs
Adoro o campo das pesquisas, rs
Salve, Darci!
Touradas...que imbecilidade!
Apesar de ter sangue espanhol nas veias considero uma crueldade o que fazem aos animais por lá.
Nestas esporádicas viagens pelo overmundo, encontrei, ainda com aroma de novembros, o brado do bardo contra a assassina tourada. A poesia vence a adaga e dá vida ao touro, na pena inteligente de Darci. Muito boa.
Um abraço.
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