O sêmen do tempo
emprenha a tessitura dos dias
e os anos( vermes vorazes )
devoram a cada instante
minha arquitetura óssea
meu corpo se decompõe
e me afundo num mar
de desencantos e depressões,
sobram de tudo isso
a memória de um tempo distante
(pégadas nas areias da infância)
onde a felicidade me sorria
com seus lábios de nuvens
e dentes de sol,
e esse caminhar alquebrado
pelas perdas, solidão e mágoas
restaram também palavras
com que construo poemas
que alimentam minha alma
no descompasso dessa jornada
pelas arestas sombrias do mundo.
Rosas são frágeis... Precisam ser cuidadas... Lindo poema! Abçs...
Nydia Bonetti · Campinas, SP 27/9/2007 08:58
ADOREI, BELO POEMA JULIO...VOTADISSÍMO!!!
Felipe Henrique · Mesquita, RJ 27/9/2007 13:08
J. Alves, Nydia e Felipe Henrique, o muito obrigado pelas loas e pelos votos. Grato a todos vocês.
julio
hum...
gostei de ver menino!!
que bom que a tarde renascerá , e te dará mas imaculadas rosas como inspiração!!
beijos no ♥;
Poema inteligente, sagaz, perfeito. Estou encantada com o que vi teu por aqui. Quero mais...Lindo.Votado.
Cintia Thome · São Paulo, SP 28/9/2007 06:43
... mas por favor
não maculem a rosa. Maravilhoso, poeta! Votadíssimo com muito gosto. Um abraço
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