Desanexo
Por trás duma cabeça de vidro
Como se nunca tivesse sonhado
Sensação trepidante alucinante
Dor álcool e amor
Tudo em frações de segundos
Em frações de lembranças
Mexo a perna sem parar pareço doente uso de remédios
Naturais e de bulas
Uso de abraços uso de amor uso de você
Eu e minhas paranóias solitárias
Em cabeça de vidro
Encabeça de sozinho.
Pequeno ruído da modernidade ou um trovão ?
Coisa de minha cabeça lúcida ou vaidade?
Separadamente estão os meus sonhos
separadamente estão sonhos
Perversidade
Fraternidade
Comigo mesmo e com o meu corpo como o meu outro
comigo mesmo quando se diz do outro
muita coceira incerteza
pasmo canto eu.
Falta ar falta deixar alta a lucidez falta uma verdade
No entanto só existe uma verdade
E Deus nem é verdade?
MEU AMOR SUFUCO E GOZO
Minha dor sufoca e goza
Corta as esperanças como se não sonhasse
Estão separados os meus sonhos os meus ombros
Estão trucidados aniquilados...
Eu esperança e morte
Eu baseado no que não tem significado desvairado
(como sempre)
Me repito descarado me repito sem vírgula e métrica
com medo de quem está a chegar
Na minha vida lembranças e desesperanças
Abraços maus dados muitos esquecidos
óhhhhhhh minha memória de 70 anos
Óhhhh minha cabeça infinita sem anos
Tudo passa passageiro e tão taciturno
Tudo deixa desencaixado. É tão lúcido sonhar!
Sonhar com o que mais meu Deus? É tão lúdico amar.
Que me faz querer viver viver!
Viver o que mais, meu Deus
se o infinito a nós pertence
A Deus-nós pertence
Não é fácil alisar a cabeça
Não é fácil sonhar
Ser vidro ou plástico inacabado
Não é fácil ser apenas uma poesia descarada e outra maltratada esquecida dentro do armário em papel velho de rascunho velho de desnudo velho de amor velho de vida velha de momento velho de sensação velha de dor velha de minha grande avó Títa velha de meu ser velho de minha memória velha drogada
de bula e natureba.
É pertencendo a qualquer grupo que me enquadro e anexo
me apontem que vou.
Despedaçado retardado cheio de definições afeições.
Vou legal ser tudo ser nada
e te dou a mão e o corpo pra lhe trazer alento.
Sabes como dói? É como se nunca tivesse sonhado
como se nunca estivesse acompanhado
Como se nunca tivesse sonhado sentindo arrasado perdido retrocedido
Pois é em mim de forma solitária e estúpida que explodem ruídos.
Eu não me encaixo em princípios por trás de uma cabeça de vidro
e como se nunca tivesse sonhado
querendo mais e mais, pra alguém eu grito:
Um abrigo por favor um abrigo por favor
Meu ... Minha ... Eu.
Espetacular! Fantástico
Corta as esperanças como se não sonhasse
Estão separados os meus sonhos os meus ombros
Estão trucidados aniquilados...
Eu esperança e morte
Eu baseado no que não tem significado desvairado
(como sempre)
Me repito descarado me repito sem vírgula e métrica
com medo de quem está a chegar
Faz-me sonhar este sonho que meu ombro , sem jeito, esforça-se a segurar...
Belissimo.
Beijos. Volto
"Tire isso da cabeça, ponha o resto no lugar..."
Marcos Paulo Carlito · , PR 26/10/2007 11:18
Conhece essa música da Rita Lee?
Chama-se "Ovelha Negra".
Já toquei muito ela, sempre me serve quando preciso encontrar resposta aos meus questionamentos.
Grande abraço.
Votado.
Belo trabalho!!! Parabéns e flores pra você @>--
Adriana Costa · Brasília, DF 26/10/2007 14:15
Perdido de amor, Guto...Eu sei como dói essa sensação de estar só, de nunca ter sonhado...Acompanhado...Só...
Beijos
Cris
Guto é fantástico sofrer com a sublimação da dor, e quando ela chega, assim, a inspirar uma obra desse quilate há de se pedir, "sofra mais" e encha-me dessa poesia em brasa, abrasadora, abrasadoramente dorida.
Um abraço
GUTO,
parece inspiração vinda de uma vez, sem retoques... mto , muito bom!
Abçs de Betha.
Viver o que mais, meu Deus
se o infinito a nós pertence...
Lindo!
Votado.
Abçs.
Ah! - Seu Guto, (Guto Sampaio, tu sabia que este nome soou entre tropas e boiadas, entre as Bahias, Piauís, Goiases). Tantos de ti contaram, mundoo a fora, casas de muitas e muitas Vós Titas,
E e de tantas lembranças nas palavras, no jogo delas, um abraço andre.
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