Foto: Flickr/Creative Commons
Da primeira vez em que eu o vi,
Desmamava a cria do orvalho e uma tosse urbana
- Dessas que contrafaz a vigília ao tragar orações indispostas -,
O defendia dos bêbados do destino.
.................
Carregava sob a lapela
Um invólucro de papel que o protegia dos automóveis desvogernados,
Estava para o vazio assim como o filho bastardo
Está para a loba mênstruada de véspera...
Ai! Dia-a-dia tinha que se defender da intrépida animália
Que, de tosse em tosse, intoxicava em seu próprio peito,
A Láctea humana que poderia lhe salvar da morte
Depois de o derradeiro sacrifício romper-se.
................
Da última vez em que eu o vi,
Fulgurava no tempo repleto de cio,
Na lucidez gorgulhante dos fantasmas públicos:
Ah! Tornara-se bucha de bombardeios
Para despojar as raparigas úmidas
Agitando-se nas cortinas de calçadas que cospe,
Enquanto partindo qual andarilho sem fim,
Via como miragem dois corpos às lágrimas
Se gozarem enlaçados
Aos madruguentos pingos de orvalho abandonado...
Mas, descomedido de sonhos, corpo já fatigado,
Eis aqui o poeta das últimas vezes que eu o vi!
Tal como o ás do baralho se predispôs dizer ao vento de agora,
Que: em meio as sacada dos olhares perdidos,
Há sempre quem procure
Num aposento desnudo
A poesia saliente.
.................
Oh! Poeta!
Não quero tua voz hesitante e confiscada
Pela mão soturna do isolamento que não escreve nada
E da expiação que se faz intocável...
Ai! Quero o poema em dose ardente;
Quero a devoção de resistir, quero a irreverência de galar...
Quero combater, se for preciso... Até morrer!
.................
(Oh! Vida!
Se Eu cair morto,
Tu me deslembrará?)
Benny Franklin
Benny,
como inspira tua poesia ardente,
convida a sonhar descomedidamente,
a pensar de modo irreverente,
inteligente.
Quero tua poesia sempre ardente, onde eu for benny!
Não preciso falar, escrever todos os bons adjetivos...que sejam todas as "boas" palavras da global internet pro c. bjus.
Sua poesia ardente não precisa pedir mais fogo, senão inspirar a palavra, a coragem da palavra.
beijos
Quero a devoção de resistir, quero a irreverência de galar...
Quero combater, se for preciso... Até morrer!
É isso mesmo Benny, lutar até o fim pela poesia que emana as fraquezas, as grandezas deste ser, que somos, tão infimos e pequeninos...
Bom fim de semana...
Vim pra ver e ler...
OSHF
Grande poeta Benny!
Versos ardentes incendiando a nossa imaginação...
Volto pra votar
Abraços
"Quero o poema em dose ardente"
O poeta Benny e o seu lindo imaginário.
Lindo!
Abçs de Betha.
Impossível deslembrar versos tão ardentes, Benny!
Perfeitíssimo!
Beijos, flores, reverências.... @>---
Benny, amigo e parceiro.
Eu também busco a devoção de relutar. Mas seo que me oferece a vida é chão de fogo, já não tenho medo das suas brasas. Preocupo-me com as cinzas, que os ventos podem levar.
Grande poema, amigo
Abraços
Noélio
Voto ardentemente Poeta sem cinzas, pois renasço a cada poema teu!
Votadissimo benny Franklin.
OS HF
Grande Poeta Benny!
Voltei pra votar...
Abcs, amigo
Sensacional, amigo Benny, meus sinceros aplausos e abraços.
Carlos Magno.
Falei...eu venho...empolgo-me e acabo esqueçendo de clikar..mas agora votado...rs
Primeira Página...muito 10.
bju...
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