O poeta ao falar de si fala dos outros,
que cada um tem um quê do outro.
Tudo é como se fosse um amarrio de cordas
seguidas, compassadas, continuadas.
O poeta ao falar dos outros fala de si,
que cada um outro tem um quê de nós,
cada um vive a vida alheia sem saber
e morre na morte do outro.
Cada poema é impessoal, é de todos,
ainda que impregnado de evidências da mão.
O meu seu poema dele não existe.
www.nossomundo.bligoo.com.br
Texto componente de trabalho de Pós-Graduação em Linguística Aplicada de Viviane Maria da Silva Grespan, da UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos
http://bdtd.unisinos.br/tde_arquivos/7/TDE-2010-10-08T141038Z-1190/Publico/VivianeGrespanLinguisticaAplicada.pdf
Penso exatamente como vc
Não escrevemos para nós,muitas vezes nos transportamos para alguem para escrever um texto
Um beijo e boa semana
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