POEMINHA MERENCÓRIO
Quando a alienação se fizer presente
Corpo estático, tez pálida,
Provando da morte o doce abraço,
Fim da dor cálida.
Em minhas mãos frias e perfumadas
Lembrança do que cri em vida:
O terço da Virgem Imaculada,
Imutável caminhada.
Depois do adeus - absurdo nessa idade.
Consciência de todo fardo
“Post mortem” Divindades
Essência despertada, adeus a todo cardo.
A clara luz, o corpo absolto.
Êxtase idêntico ao nascer nesse planeta.
Aclamo entre flores, resoluto.
Enfim, o fim do início da meta.
Talvez cessação, ou começo remitente.
Uma sonância, bela serenata.
Morte, dom que todos têm latente.
“Descansa em Paz!” Em plúmbeo se destaca.
Não que o medo de morrer me domine,
Apenas me fascina refletir alhures.
O que de fato a morte define?
Morrer é, com efeito, nascer, não apenas rumores...
Ausência intermitente!
Mãe, pai, irmão, filhos, amor, amigos enfim...
A lágrima que sinceramente,
Pauta a separação tua de mim.
Maravilhoso Alice.
Volto para a publicação.
Um grande abraço minha querida.
Gostei... Gostei muito.
Um poema e tanto...
Boa, Alice.
Bjs.
Morrer é, com efeito, nascer, não apenas rumores...
Sim, o que é a morte se não o nascer de novo? Assim, penso, assim creio e assim tento viver para VIVER...
Belo!
Abraços
Nascer, viver, morrer, tudo com honra e dignidade !
ninguém ficará aqui pra sempre, essa é a verdade !
Reflexões belas e necessárias pra nós, eternos aprendizes dessa realidade, volto pra votar nessa maravilha de poema !
Um beijo, minha linda Alice !
Morremos cada dia um pouco, morremos quando somos esquecidos!
Oportunas palavras,embora ninguém goste de pensar no momento derradeiro. Quando chegar minha hora que venha de uma vez, não lentamente.
Até mais, para o voto!
QueridAlice,
Seu belo poema inspirou este poetrix.
Beijos e boa semana.
Regina
REFLEXÕES... - Regina Lyra
sobre vida e morte
têm sabor amargo,
triste refletem separação...
Lindo demais querida amiga, até fez-me lembrar desse poema de um autor dos anos 30. Beijos
POST MORTEM
Augusto de Oliveira
Quando a forma tangível que ora encerra
meu ser um dia os vermes atrair,
a alma farei com que de novo á terra
baça, crespa e grosseira, possa vir.
E, como um raio de luar que a neve
doura e reflete em lúcidos cristais,
ela resplenderá, tranqüila e breve,
dentro de suas formas imortais...
Assim como em um vale castas rosas
dão aroma ao paul, perfume ao ar,
sobre os homens e as coisas procelosas
minha alma há de luzir e flutuar...
Há de saudar na umbela que a circunda,
de auroras fulvas e de fulvos sóis,
a saudade da tarde moribunda,
carregada de estrelas e arrebóis.
Na sua esguia clâmide de morta,
branca, inconsutíl, ousará então,
como a luz, no interstício de uma porta,
ir do palácio á lôbrega prisão.
A fragrância da rosa que se inclina,
ás carícias do sol e á voz do vento,
não será mais fragrante nem mais fina
que a tênue tela de seu pensamento !
Então procurará, sombra erradia,
fantasma, insanidade, coisa etérea,
qual uma aranha que um casulo fia,
compor e decompor sua matéria...
Seu ser jungir á dor universal,
ser aroma, ser lágrima, ser prece,
ser cavatina, quando o passaral,
nas frondes sussurrantes adormece...
Qual componio que a terra, alegre e brando,
lavra ao volver a úmida estação,
como ele, irá minha alma destilando
o mistério de sua perfeição...
Ás próprias coisas vis, contaminadas
de um éter doloroso, virá ler,
imprimindo ás partículas pesadas
dos fluidos a leveza do seu ser...
Assim, da escura terra ao verde mar,
depois da morte, célere, incolor,
irá meu claro espírito vazar
por sobre ondas de fel, gotas de amor..."
Transcrito mantendo a forma fiel em que foi escrito pelo autor, de acordo com gramática na época vigente. -
Cara Alice! É o eterno ir e vir em busca da evolução. Para nascer é necessário morrer em algum plano e para morrer se nasce no mundo espiritual. Beleza de poema e reflexões.Uma divagaçãosobre os destinos do corpo e da alma plástica!
raphaelreys · Montes Claros, MG 5/5/2008 06:41
Minha linda Alice!
Belo poema...profundo e delicado...Tememos a morte porque não sabemos o q existe do outro lado....o desconhecido assusta...Mas enquanto espíritos que somos logo entendemos que não existe o fim...estamos sempre renascendo...as separações são só físicas...porque sempre estamos bem próximos daqueles a quem amamos...sempre....
Parabéns,minha querida,pela bela reflexão poética!
besitos azuiszeninfinitos na alma...
Rai...blue
Querida Alice:
(Silêncio ...)
Deixa voar
No que crê
Um dia vai
(Re)tornar
cessação
da dor
de existir
...
Belíssimo poema!
Beijos_Meus*
*
VO(L)TAREI*
*
Voando com borboletas ...
Bela imagem!
Alice, diante destes versos tão belos, de musicalidade e leveza imensas, até a morte se reveste de uma certa beleza.
Gostei muito, em especial dos últimos versos.
beijos
"A clara luz, o corpo absolto.
Êxtase idêntico ao nascer nesse planeta.
Aclamo entre flores, resoluto.
Enfim, o fim do início da meta."
alice poltronieri...que lindo poema.
um beijo.
voltarei
Bela e profunda reflexão diante dos mistérios que envolvem vida e morte.
Beijos.
Poeminha?
Temos aqui um profundo mergulho em nossa única certeza.
Parabéns.
Beijo de Letras.
Alice,
Muito bom...gostei demais de teu poema tão bem tecido. E a figura também é linda! Bravo!!!
Beijos
Você trata a morte com uma intimidade, com ternura. O nascer, o morrer, é tudo uma questão de ordem. Muitos nascem mortos e vivem assim pela vida afora. Outros aguardam a morte para viverem intensamente. Essa nossa mente de poetas é uma tremenda loucura. Quando saio do transe, da minha consciência inconsciente, e retorno ao que muitos chamam de normalidade, eu vejo como somos loucos! ou os outros é que não saõ normais? ou o nosso mundo é que é o real? já nem sei mais quando estou ou não normal.
Enfim só Deus sabe...
Parabéns. Volto para votar.
Abraços
Maravilhoso, adorei o poema deixo meu voto, bjs
Berioliveira · Vitória da Conquista, BA 6/5/2008 01:19
votando e lendo de novo.
um beijo.
samuel
Alice
Gosto do tema.
Tenho vários poemas sobre a soberba...
Publicá-los ei oportunamente.
Beleza de versos.
Votei
Um abraço
EG
Maravilhoso poema de desprendida sensibilidade...
Marcos Paulo Carlito · , PR 6/5/2008 11:47
CLARA, amei sua presença mais uma vez abrindo os comentários de um trabalho meu. Sempre iluminada e motivadora. Beijos.
BENY, uma honra saber que gostou , sua presença é jóia preciosa.Beijos.
BRANCA, concordo contigo, realmente devemos viver p viver. A vida deve ser sempre a meta.Beijos.
ALCANU, belas reflexões sobre a vida e a morte, sua presença é sempre muito valiosa. Te admiro muito.Beijos e obrigada
BRIGITE, cada vez que perdemos algo Por um lado, também ganhamos por outro lado...só é necessário um olhar atento assim é com a vida e a morte: ganha-se e perde-se em algum aspecto, quem vai e quem fica.Beijos querida.
REGINA, tua presença sempre espalhando luz e poesia. A arte transborda de ti onde quer que dê o ar da graça.
Obrigada pela linda companhia.
FALCÃO querido, muito bem ilustrado ‘POST MORTEM Augusto de Oliveira’ uma obra de arte magnífica que vem anunciando a tua nobre e culta presença.Lindo!Beijos
CELSO, que delícia que tenha gostado. Obrigada pela agradável presença.
Beijos
RAPHA QUERIDO,
Nascer e viver apenas faces da mesma moeda. Viver é igual ao nascer...A criança chora ao nascer aqui porque está sentindo a dor do que deixou em algum lugar. Quem está aqui sorri e quem ficou lá chora é assim sempre, lá e cá.Divagações necessárias e urgentes, já que ninguém ficará p semente, NE? Beijos
Alice Poltronieri · Porto Velho (RO)
POEMINHA MERENCÓRIO - Alice Poltronieri
No seu Poeminha esta a imensidáo da questáo humana.
A morte acaba tudo, ou é uma passagem para outra forma de existéncia?.
Sou apaixonado pela vida e a acho muito bela mas, vejo muitas desigualdades e sofrimentos que acho horríveis e sem sentido , estragando e manchando a vida.
Acho que devemos viver com dignidade, e com muito amor ir em frente sm medo.
Náo viemos para ficar entáo caprichar para valera pena.
Gostei muito porque me sacudiu diante da questáo.
Muito legal.Adorei seu trabalho.
Abração
Morrer é, com efeito, nascer, não apenas rumores...
Ausência intermitente!
Mãe, pai, irmão, filhos, amor, amigos enfim...
A lágrima que sinceramente,
Pauta a separação tua de mim.
Rai Blue querida, a vida se manifesta de formas variadas inclusive física e espirutual Por ter medo do desconhecido é que devemos nos aproximar do que ainda não temos compreendemos, ja que inevitável, nos familiarizar e lançar novos olhares. Adorei sua presença. Sou tua fã.Beijos
Alice Poltronieri · Porto Velho, RO 6/5/2008 21:06Lili, Xêro cheio de carinho p ti. Obrigada pela companhia linda e comentário fofo.
Alice Poltronieri · Porto Velho, RO 6/5/2008 21:08
Saramar,linda, belo e musical e vc passando por aqui com sua presença cativante. Obrigada pelo comentário.Beijo
Samuel, que bom que gostou. Obrigada pela participação e companhia agradável.Xero
LUIS, MANIEFURT, SAAVEDRA, BERI e BRANCA viver rodeada de corações tão generosos e cultos quanto vcs é privilégio que me doura a alma. Obrigada, pela presença e comentários.
Alice.
Também reflito muito sobre isto. Um tema difícil... resultou num belíssimo poema.
beijos!
Adorei teu poema...Linda imagem
Desculpe, mas voto só agora
Alice querida,
Retorno para fazer uma nova leitura,
mandar-lhe beijos
e deixar-lhe meus votos,
Regina
Oi... um belo momento poético, instrumento para reflexão. Abraços agradeçidos.
analuizadapenha · Natal, RN 9/5/2008 17:03
Olá, Alice
Cá estou (mais que atrasado) lendo sua bela poesia.
Tal tema a alguns incomoda, mas sempre é positivo pensar-se os "temas-tabus", pois assim, desmistifica-se tais temas. Com a morte é bem assim, é algo tão natural, mas cercado ainda de temores e tão velado, que até parece sacro-santo pecado pensar-lhe a respeito. Sua poesia traz ao tema, delicada beleza, trazendo-nos a morte como continuidade, renascimento. Tudo tão sutil que nos traz tranquilidade, frente a normalmente tão funesto assunto. Destaque também para a linda imagem, que nos transmite esperança.
Parabéns!!! Gostei muito.
Bjs poéticos
Aqui ainda postado, deste lado do umbral em que te leio, maravilhas com a compreensão singela que nos dá da tua terna versão sobre a ausência de vida, que se faz, fez ou fará.
É, sim, contingente, inescapável, mas, insisto, sempre seguirei contrariado, a contragosto, compelido, porque a vida me sugere que assim seja.
Beijo, amiga.
Alice querida, na palavra singela seu poemas e faz entranhável e gruda em nossa memória. Parabéns e obrigado pela visita e pelas palavras. acabo de postar novos poemas.
http://www.overmundo.com.br/banco/poesia-erotica-1
Ternura e carinho
Minha fada Alice,quando cheguei já havia sido publicado.mas aqui estou deixando meus votos e carinho.
clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 19/5/2008 06:19
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