Passos ecoam na memória.
Saudosos alguns, outros nem tanto.
Cai o pano.
Sai de cena o cúmplice.
Da lua cheia ecoa o uivo.
A criatura escreve, a palavra ganha forma e tom.
A dicotomia do conteúdo na forma vibra no ambiente.
Reina a desarmonia de expressões.
Amedrontado, o bichinho corre entre árvores e matagais
que cheiram a desconhecido.
Sobe o pano.
A música embala a noite
enquanto beijos encantam bocas – carnudas umas, outras sisudas.
O concreto se dilui.
Enquanto brinca com a caneta,
a alquimia das emoções vitaliza seu verbo.
O redemoinho brinca com a roda da saia
e o bichinho salta para o colo amigo.
Finda o último ato.
Cartas se espalham,
Significados reluzem.
A vida brinda de surpresa e susto aqueles que se acham
conhecedores de tudo e de tudo sem esperança.
esse compartilhar é muito bom, abraço procê também criaturo.
Bia Marques · Campo Grande, MS 4/12/2006 15:10
esse compartilhar é muito bom, abraço procê também criaturo.
Bia Marques · Campo Grande, MS 4/12/2006 15:11
Bom!!! Bia/ Eu sou suspeito prá falar de poesia.
Porque: Poesia é o que bombeia o sangue na minha veia
É o que bombardeia minha alma enquanto ela passeia
É o que irriga-me o coração/ quando ele ama / e quando odeia
E quando, o profundo do meu sêr escurece.
É a poesia que clareia.
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