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POESIA ERÓTICA

1
ANIBAL BEÇA · Manaus, AM
14/5/2008 · 87 · 20
 

DANÇA DE PALAVRAS
NUM AUTO DE FIM DE NOITE


Anibal Beça ©



Como um relógio preciso
marcando o tempo da noite
os minutos se apresentam
na ponta de seus artelhos
na dança de vários pés

E dançam na convergência
de um encontro combinado
sem que nunca tenha sido
acordado para tal

Nessa atração singular
despida na fala plural
sobressai um dado apenas
de aparência casual

Autômatos das estrelas
domados pelo seu brilho
chegam sempre a mesma hora
baratas condicionadas
(sem serem kafkianas)
de disciplina espartana
pendem mais ao lado russo
(cobaias de um Pavlov)
regente de seus reflexos

Essas almas imantadas
se querem por que se querem
atração por atração
somente no fim da noite
sem saber bem o porquê
desse desejo em comum

Mas há uma ânsia escondida
no fundo de cada um
Uma vontade engasgada
de línguas soltas nas falas
necessitando contar
dos fatos e das histórias
as mesmas de todo sempre
dos que vivem pela noite
dos que nela se agasalham
alimento e alimentados
nas luzes de sua sombra
nos raios dessa alegria
tâo postiça para muitos
àqueles de voz e coro
do bloco da solidão

Mas a noite é beneplácita
conselheira mãe irmã
há lugares para todos
nessa reunião diária
inclusive para os poucos
felizes consigo mesmo

O que mais importa agora
antes que o dia apareça
(nascituro em sua ogiva)
é ouvir desses notívagos
o que eles têm para contar

E aqui o poeta se cala
redemoinho na praça
pavana de muitas vozes
todo-ouvidos a escutar

Falai ó falas da Noite:

Bêbado -

Chegado aqui nos ventos de uma insônia
minha terceira margem dessas sombras
e pelas madrugadas trago o cálice
da liturgia das noites mais pálidas

Sei por quem bebo o trago do meu pânico
sei por quem brindo o trago do meu âmago
e mesmo assim não sei por quem me trago
Apenas sei do tímido compasso

que arde pela garganta amaro travo
e as trevas dessas noites o agasalho
Sei no que sou no espinho em que me cravo

Nâo me sai mais nos goles que me anulo
Sei desse sol que bêbado me trai
no meu escuro cálice de nuvens

..................................................................

Ó sóbria claridade traz de volta
o cálice afastado do meu trago

Ó sóbria claridade traz num gole
a seiva desse orvalho inebriante

Ó sóbria claridade traz num trago
o derradeiro gole desta noite


Músico -

O canto que me traz é travessia
retoca em náusea o périplo da noite
e o burburinho enfuna a melodia
num pano roto que é voz do meu açoite

Rasgo a garganta na raiva de ser guia
de uma viagem surda com o afoite
dos ventos e dos sons sem harmonia
e peço a funda gruta que me acoite

como animal ferido no seu salto:
platéia que me quer caça abatida
troféu dessa partilha e desse palco

E na inversão de caça perseguida
viro cantor de almas desamadas
e caçador das causas mais perdidas

..............................................................


Padeiro -

Anuncio o nascimento
na passagem dessas noites
Seguindo os raios do sol
sei que o nascituro chega
da sua radiante aurora
Trago sempre a minha prenda
feita de trigo e de sal

Me apresento para todos
eu sou aquele que traz
o fermento da bonança
o pão nosso que alimenta
os esquecidos do mundo
premidos de suas forças
que trazem a fome estampada
na cova de suas faces:
sou o padeiro Gaspar


Leiteiro -

Franjas de nuvens rendadas
vazadas de clar(a)idade
no meu latão de alumínio
trago o leite do Oriente
Minha líquida oferenda
dos búfalos de Belém
colhida na várzea verde
para aquele que não tarda
festejando o nascimento
nos raios do novo dia

Que eu possa dar de beber
aos sedentos deste mundo
O leite que traz a força
para os mamotes pequenos
para ossatura dos velhos
para as mulheres sem leite
para os músculos dos homens
Não custo a me apresentar:
sou Baltazar o leiteiro


Jornaleiro -

Faça sol ou faça chuva
dia santo ou feriado
trago a minha oferenda
comida para bons olhos
doce saliva pra poucos
do vinho azedo que escorre
lavando nessa tintura
a escritura de muitos
por que assim estava escrito
por linhas retas ou curvas
e todos já acreditam
por todas as coincidências
que tinha de acontecer
Minha oferenda difere
mesmo na sua ingestão
pois a boca é serventia
apenas para o pregão
do meu ofício diário
Em cada naco de pão
em cada gota de leite
mastigo como castigo
engulo o sangue da gula
vomito muito expedito
oferendas de fermento:
um doce mingau de letras
uma sopa de alfabeto
para o que nasce do sol
E como bom pregoeiro
desde cedo me apresento:
Sou Melquior jornaleiro


Beatas -

- Por essas almas viventes
caídas no sal da terra

- Vão-se as rezas dos tementes
na luz do Divino Espírito

TODAS - Clamamos todas clementes

- Anunciamos a Besta
nessa passagem diária

- Na voz de muitas trombetas

- E pelos santos oramos

- E por nós mesmas purgamos

- Vossos pecados de outrora

- E os de hoje adormecidos

TODAS - Clamamos por nova aurora

- Salve Mater dolorosa

- Salvai as dores perdidas
desses perdidos descrentes

- Enredados nas rodilhas

- Do demo feito serpente

TODAS - Clamamos por essa trilha

- Salve salve Madalena

- a que vendia seu corpo

- Mas se deu à caridade

- Por Jesus foi perdoada

- Dos pecados e das penas

TODAS - Ó perdidas madalenas
pelo Filho muito amadas
Clamamos todas em coro:

- Pelas chagas não expostas

- Pelas feridas visíveis

- Na profanação do corpo

- Nós pedimos por vós todas

- Ao senhor nosso Deus

- Concedei-lhes indulgência

- Dai-lhes senhor a glória

- Do vosso reino de paz

- Salve São João da Cruz
santo de todas as noites

- Zelai essa noche oscura

- Dai a todos luz futura
que vela todos pecados

- Em nome dos mal-amados

TODAS - Clamamos pela ventura


Prostituta jovem -

Querem saber?
Estou farta de eufemismos piegas
da hipocrisia barata
desse véu de semblante piedoso
dessa cal de verborragia
Eu não preciso da pena
nem da caridade de vocês

Querem saber?
Estou farta mas é de esperma
desse espesso esperma dos jovens
filhos desta cidade
Da gala rala e fina
dos velhos pais dos filhos
jovens desta cidade

Querem saber?
Eu não faço amor
Eu faço sexo
Se tiver grana
pode transar minha xana
se tiver tutu
pode me chamar de Xuxu
de minha nega gostosa
e muito menos importa
que chamem meu sexo
de xavasca ou de xoxota
A minha disponibilidade
em abrir as pernas
é movida pelo dedo do prazer
aquele que abre a caixa registradora

Querem saber?
Entre um pau duro adolescente
ou um caralho bambo
fala mais alto o som do dinheiro
estalando entre o polegar e o indicador

Querem saber?
"Já tive meus dias de culpa
Eu acho que já nasci puta"


Cético -

Serpente furtiva
na língua da consciência
a lua trama a fustigação
do ausente inominado

Que som de avena perpetuará
o território de deus?

O homem curva-se ao músculo da fé
retorcido na geografia nunca revelada
ao lado da vela inflamada
que expele o sopro
desse barro multifacetado

Invejo o homem dono do dom
de acreditar
Invejo-lhe a fé

Esta simplicidade
modula os poros da Morte
viola os cânones da Vida
e basta-se inocente a todas as tormentas


Prostituta velha -

No meio dessa Noite nomeio-te
Nomeio-me no meio desta noite
Tarefa vã sem ser um sacrifício
sonho pregado à luz de uma candeia
queimado nesse azeite dos crepúsculos
Sarça de língua crespa no franzir
Babel e Pentecostes céu de bruma
da fala do devir por que se avilta
a vida por viver sem ser um ser


Operário -

Cidadão é preciso ir além mais
que um calango rasteiro no deserto
além mais do que a vida no seu rastro
O que tu comes? Que vestees tu usas?
O que te abriga nesse teto sem telhas?


Professor -

Os caracóis ventilam-se em janelas
comem das ambrosias no repasto
e vestem-se com sedas do Oriente
E tu? Em que fronteira te nomeias?
Sob que vésper? sob que luz brilhas?


Motorista -

O néon das estradas corta um risco
um giz espelho sem retinas cego
no teu próprio olhar não te vês não te Olhas
E no chão que te abriga és estrangeiro
estrangeiro do teu chão de terreiro


Mendigo -

Celacanto provoca maremoto?

Travesti -

Não sei tu é que dizes no grafite

Mendigo -

Céu e canto provado em mar remoto?

Operário -

Não sei tu é que vives teu destino

Mendigo -

Sela o canto a prova oca do teu mar?

Professor -

Não sei tu é que sabes teu delírio

TODOS -

De que vida é feita essa Noite?
De que morte é feita essa Vida?


FINALE PIÙ SOAVE

BALADA COMO/VIDA PARA ACOMPANHAMENTO DE CÍTARA E
TABLA. DANÇADA E CANTADA POR MUITAS VOZES À MANEIRA
DOS MANTRAS


Prostituta velha -

Uma vida é só uma vida
e tudo mais é mais que muito
lume de simples lamparina
num raio de curto-circuito
impresso numa chuva fina
nem sempre de ventos fortuitos

Operário -

Uma vida é só uma vida
e tudo mais é mais comum
como essa bigorna batida
forjando a ferradura em U
essa letra de idas e vindas
pisada num chão de sussurros

Professor -

Uma vida é só uma vida
e tudo mais é mais que um vão
olho d'água em funda cacimba
lavas de um antigo vulcão
que abriga na sua barriga
o enigma dessa explosão

Garçom -

Uma vida é só uma vida
e tudo mais é mais que um fio
mais que um estuário de eventos
lavados nas águas de um rio
tecido na palha do feno
é mais que um novelo macio

Bêbado -

Uma vida é só uma vida
e tudo mais é mais que um meio
e não tem fim essa medida
e cada um vive o rateio
uma dúvida dividida
numa dádiva sem receios

Mendigo -

Uma vida é só uma vida
e tudo mais é mais que menos
menos até que uma ferida
dos muitos amigos serenos
vaidades vãs ressentidas
caídas no barro terreno

Motorista -

Uma vida é só uma vida
e tudo mais é mais que tudo
e mais que tudo um dia finda
num canto de cigarra agudo
e sobretudo essa avenida
as paralelas sobretudo

Travesti -

Uma vida é só uma vida
e tudo mais é mais que sorte
na sua alegria bem-vinda
nas suas fraquezas de porte
não há amor que se maldiga
nem há paixão que se comporte

Poeta -

Uma vida é só uma vida
e tudo mais é mais que nada
um solto cavalo sem brida
uma égua fogosa adestrada
as queixas de um falso suicida
são ternas canções dessa estrada

Músico -

Uma vida é só uma vida
e tudo mais é mais que um pífaro
um sopro de som desabrido
nos pés desse sonho tão ínfimo
uma imagem só dissolvida
na breve balada sem ritmo

Policial -

Uma vida é só uma vida
e tudo mais é mais que engano
um trocar de pé na descida
um passo a mais sendo paisano
é bala de guerra perdida
nesse mapa cotidiano

Prostituta jovem -

Uma vida é só uma vida
e tudo mais é mais que acerto
inclusive o erro e a decaída
que são como frutos de enxertos
plantados nas curvas perdidas
colhidos no mesmo contexto

Estudante -

Uma vida é só uma vida
e tudo mais é mais valia
lucros & perdas - dor mais doída
na conta melhor que se avia
flor da ganância desmedida
tão do homem nessa porfia.

Cheira-cola -

Vida pra que te quero vida?

Todos -

Uma vida é só uma vida
só uma vida é vivida
melhor se for dividida
e tudo mais é só
e tudo mais é
e tudo mais
e tudo
e











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Marcos Pontes
 

Mais que uma poesia erótica, meu caro Beça, é uma ode, muito mais inquietante que erótica, se me permite.

Marcos Pontes · Eunápolis, BA 10/5/2008 23:09
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ANIBAL BEÇA
 

Marcos, na verdade, eu ia postar poemas eróticos, mas acabei colocando este 'auto', que já foi até encenado com artistas de teatro. Aqui está apenas um excerto Faz parte de meu livro SUÍTE PARA OS HABITANTES DA NOITE (Editora Paz e Terra). Mas nã deixa de ser, aim, uma ode. Muito obrigado pela visita e pelo comentário.

Abraço amazônico

ANIBAL BEÇA · Manaus, AM 10/5/2008 23:22
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Cristiano Melo
 

"pode transar minha xana
se tiver tutu
pode me chamar de Xuxu"
.
.
.
"as queixas de um falso suicida"
CLAP CLAP CLAP
Até agora esta é das suas obras-prima, a mais cheia de significados para este iniciante a que vos escreve. Em alguns momentos do poema morri de rir, noutros engasguei ao descortinar o que não se expressa por meio de repressão social. Noutros ainda, fiquei muito alegre por estar diante de tamanha qualidade. Retrastaste vários universos por meio de um fio temático. Por demais perfeito. Mas chega de firulas e ovação. Agradeço aqui publicamente sua generosidade em compartilhar seus escritos. Forte abraço meu caro amigo amazônico.

Cristiano Melo · Brasília, DF 11/5/2008 09:50
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Raiblue
 

Sensacional,Aníbal!!!!
Que 'auto ' fantástico!!
Um cenário gigante com diversas personagens que ilustram a noite e toda sua magia!! Dos mais comuns até os mais inusitados...poderia dizer que é uma grande sátira, que ao mesmo tempo que nos faz rir...vão sendo feitas as críticas aos costumes da sociedade...
Não saberia dizer qual a personagem que mais gostei....Amo teatro!! Visualizei tudo!!Que final !!
E tudo mais não é nada diante de tamanha obra-prima!!

Aplausos pra vc!!!

Grande beijo azul....
Raiblue...

Raiblue · Salvador, BA 11/5/2008 18:24
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
José Carlos Brandão
 

José Carlos Brandão · Bauru, SP 11/5/2008 19:02
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José Carlos Brandão
 

Caro Anibal, escrevi-lhe um longo comentário - e saiu em branco. Agora vai curto: usar muitas palavras é desperdício. Você as usa com sabedoria de poeta. Somente o poeta sabe usar bem as palavras. Sabe o peso, a cor, o sabor. O que eu lhe dizia? Entre outras coisas, que todos somos estrangeiros e queremos saber se a vida, esse diamante que São João da Cruz lapidava, vale a pena ser vivida. E cantamos.
Um abraço amigo.

José Carlos Brandão · Bauru, SP 11/5/2008 19:08
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Rubenio Marcelo
 

Caro Aníbal,
Por esta maravilhosa amostragem (este seu texto impressionante), a gente pode concluir porque o seu livro Suíte para os Habitantes da Noite foi o grande vencedor do 6° Prêmio Nestlé de Literatura Brasileira (categoria Poesia), em 1994.
É beleza muita! Gostei à Beça!
Parabéns.

abrs,

Rubenio Marcelo · Campo Grande, MS 11/5/2008 22:11
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Pedro Monteiro
 

Fantástica Obra. E demais é preciso mesmo ler o Livro por inteiro.
Abraços

Pedro Monteiro · São Paulo, SP 11/5/2008 22:32
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ANIBAL BEÇA
 

A todos o meu muito obrigado pela leitura e pelas palavras.

Abraço amazônico

ANIBAL BEÇA · Manaus, AM 12/5/2008 13:08
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marilia carboni
 

Uauauua...vim correndo ler a poesia erótica...e me deparo com essa imensidão ... o livro então deve ser tudo de bom? Fiquei curiosa!!!
Amei estar aqui...obrigado pleo convite...volto c certeza!!!
Mil beijos...

marilia carboni · Londrina, PR 12/5/2008 21:01
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marilia carboni
 

Já voltei p votar!!! + beijos !!!!

marilia carboni · Londrina, PR 12/5/2008 23:08
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Cintia Thome
 

Ode...uma obra perfeita ao clamor de amor, carnal ou sublime...obra da vida, sustentação...
Parabens.ab

Cintia Thome · São Paulo, SP 13/5/2008 08:19
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Cristiano Melo
 

vo(l)tadíssimo...

Cristiano Melo · Brasília, DF 13/5/2008 12:17
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Náthima Danel
 

Anibal, perfeito, lindo, rico.
Votos, poucos, mas com carinho.
Abraços.

Náthima Danel · Boa Vista, RR 13/5/2008 16:29
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Raiblue
 

Vo(l)tando,querido!!E admirando novamente...lindo!!
bjks azuis...
Rai...blue

Raiblue · Salvador, BA 13/5/2008 19:42
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Alice Poltronieri
 

Anibal...!
Magnifico!
Fico 'babando,' literalmente, frente a essa magia que é seu canto de amor, erótico, mais que erótico, perfeito.
Um grande beijo.
Votos

Alice Poltronieri · Porto Velho, RO 14/5/2008 00:03
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clara arruda
 

Votado e publicado.Um beijo carinhoso.

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 14/5/2008 05:11
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Wagner
 

Anibal, rapaz, parabéns!
Acho que começei bem a manhã de hoje com esse "tapa" na cara, na cabeça.
É isso: um tapa! Sonoro, demorado, atordoante e até... gostoso!
É isso mesmo.

Sem mais comentários!
Abraço
Wagner Dutra (Fortaleza)

Wagner "Cabaret Veludo" Dutra · Fortaleza, CE 14/5/2008 08:25
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ANIBAL BEÇA
 

Quero agradecer a todos pela visita, leitura e votação. O que mais importa são aspalavras sinceras a respeito desse meu trabalho. Infelizmente, moro na floresta de Manaus, mas não sofro de insulamento graças a essa ferramenta maravilhosa que é a Internet, a WEB, com seus blogues e sitaes como este nosso Overmundo. Muito obrigado, do fundo do coração. Essa receptivida me empurra a continuar cantando.

A minha ternura e o meu carinho

SAMBINHA DA AMIZADE


Anibal Beça ©


Amigo não tem dia pra louvar
toda hora é hora agá
amigo com defeito não existe
tudo é bom que se aviste.

E mais que tudo tudo é maravilha
há os que são como ilha
os cercados de amigos de verdade
nas águas da amizade.

Esse Dom é de poucos já se sabe
vontade que se cabe
em si e sem alarde, mas que invade.

a vida, seus percalços e castigos
esse nó tão antigo
desfeito numa só palavra: Amigo!


ANIBAL BEÇA · Manaus, AM 14/5/2008 09:55
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Regina Lyra
 

Querido PoetAmigo Aníbal,
A amostra do seu auto é digna de aplausos.
Por isto jé foi encenada.
Muito bom ler seus textos.
Beijos e votos,
Regina

Regina Lyra · João Pessoa, PB 14/5/2008 11:58
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