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Em meio à densa névoa tão soturna
de meus sonhos, ela surge fulgurante
depois some. E minha alma taciturna
- já em prantos - novamente agonizante
perambula pelos cantos e reclama
um olhar, um gesto, um toque, uma fagulha
que lhe escape por descuido. Mas a dama,
novamente com desdém, meu sonho entulha
num galpão de prantos e ilusões... (patético!)
“É um saco acorrentar este soneto
a um lirismo há tanto tempo sepultado!
mas o amor decide e impõe sua poética,
seu estilo, sua métrica... E o poeta?
É apenas uma escravo bem-mandado?”.
tags: Nossa Senhora da Glória SE poesia literatura sergipana textos-literatura
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gente! que poema é esse?
é de arrepiar a alma, pelo menos para mim.
Mariana Mello de Medeiros · Niterói (RJ) · 15/3/2007 16:47
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Que bom que você gostou, Mariana.
Obrigado pelo comentário.
Poeta Jorge Henrique · Nossa Senhora da Glória (SE) · 15/3/2007 17:07
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Mau caro Poeta, outra beleza este poema que - ele sim - nos faz escravo bem mandado. E contaminados de lirismo. Parabéns de novo. Um abraço.
Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro (RJ) · 15/3/2007 17:54
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Desculpe-me, Poeta. Em vez de "mau caro poeta" leia meu caro, é óbvio. A culpa é desses teclados calados de PC que - ao contrário das velhas Olivettis e Remingtons - não tilintam e não gritam o erro aos dedos! Desculpe-me. Um abraço.
Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro (RJ) · 15/3/2007 17:58
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Poeta Jorge Henrique,
Muito bom!
Marluce
Marluce Freire Nascasbez · Carnaíba (PE) · 15/3/2007 19:51
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Fico muito feliz pelo poema ter atingido sua razão de ser: tocar o leitor.
Obrigado Nivaldo. Obrigado Marluce, pelos comentários.
Um abraço.
Poeta Jorge Henrique · Nossa Senhora da Glória (SE) · 15/3/2007 20:35
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Poeta Jorge Henrique,
Mande esse metro sem dó,
logo, já, pra canfundó,
Fique a rima sem parceira ou prima,
Restarão teus sentimentos livres,
Belos, arrepiantes, aplaudidos,
E o soneto a balançar o filó.
Ainda assim, meu caro, a paci~encia para a métrica um santo exercício louvado desde sempre, admirado por tantos que o conheçam, reconhecido por almas generosas, como vistes, ouvistes, e lestes com certeza, pois que já a elas respondestes.
Bravo!
Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 17/3/2007 23:26
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Caro Bauer,
A mardita métrica ainda me perseguiu noutros poemas, mas vou seguir teu conselho: "sentimentos livres", como o beijo trapezista da "Trasmudação" de Nivaldo.
Obrigado pelo comentário.
Sinto-me lisonjeado.
Poeta Jorge Henrique · Nossa Senhora da Glória (SE) · 18/3/2007 10:47
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Parabéns poeta, quanta beleza1
Abraços.
Pedro Monteiro · São Paulo (SP) · 23/5/2007 23:06
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Obrigado, Pedro.
Seja bem-vindo.
Um abraço.
Poeta Jorge Henrique · Nossa Senhora da Glória (SE) · 24/5/2007 07:08
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Votadissimo!!! parabéns pelo lindo trabalho...
beijos no core...
Nadir Vilela Poetisa · Itatiaia (RJ) · 27/4/2008 21:40
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Poeta Jorge Henrique, voltei para deixar meu voto e meu abraço.
Pedro Monteiro · São Paulo (SP) · 27/4/2008 21:46
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