Em operário ofício de suar sentimento
e verter-lhe fluida argamassa sangue,
derramo na aurora o rubro desse canto
em gritos de concreto armado mangue:
racha pele, explodem poros,
pelo rosto todo notas se esgarçam
tentando dizer cores sobre impossíveis coisas
que voam dentro do peito,
como se coisas estrelas cadentes
e dentro o céu riscado.
Rio de ligar terras nuas,
Mar de ligar continentes perdidos de mim
aos outros continentes perdidos de si,
pangeanamente dissolvidos por esse sentir líquido,
arroio que desenha na Alma
fronteiras entre o Ser e o Nada,
enleio da carne ao Espaço!
Overmundo, 23.3.2008
Esse é o texto que apreenta a 1ª poesia postada do blog poeCIO:
26.02.2008,
respondendo a observações sobre a poesia 'sobre as palavras serem pontes de ligar o todo ao Infinito', feitas por Saramar e Nydia. Outros desdobramentos poéticos desse comentário, condensados em mais poesia... por isso resolvi chamar POECIO esse blog, que é como me sinto em relação às palavras: em permanente orgia e Cio dos sentidos de querer dizer Beleza para gozar e ter vários êxtases do Espírito com todos os sentidos. Poecio, Poecios...
Foto magnífica, do fotógrafo sergipano Sidclay Dias: 'Tangerine Sky' - "Taken in Belém, Pará, 06 Feb 2008, during a photographic reunion of the Flickres members of the "Bem Belém, Bem Pará" group".
em: http://www.flickr.com/photos/sidclaydias/2257901500/
Flick
está aqui por ter sido o Over seu na
Ai, ai primeirissima!!!ahahahaahah
Que letras são essas...
As tuas?
Carregadas de um vontade que nem o mais alto poeta consegue entender! Adoro te ler!!!
beijos meus
Rio de ligar terras nuas,
Mar de ligar continentes perdidos de mim
Esta é a magia da palavra, no tecido de teu poema forte! Mantenha viva essa liga! Abraços
André,
Poeticoperáriofício: versos para conter Mundos, libertando-Os em vôo é um dos poemas mais fortes q li no over até agora.
Esses versos q destaco me dixaram arrepiada.
Rio de ligar terras nuas,
Mar de ligar continentes perdidos de mim
aos outros continentes perdidos de si,
pangeanamente dissolvidos por esse sentir líquido,
arroio que desenha na Alma
fronteiras entre o Ser e o Nada,
enleio da carne ao Espaço!
Olha Andre,
Q o deus Pan que simboliza a alegria de viver e a deusa Geia que personifica A TERRA com todos os seus elementos naturais te protejam e te preservem assim com esse versejar arrepiante...
Amei deveras.
beijuusss...
Tá votado, claro
André
Só a ficha tecnica já valeria um prêmio.
O poema, tem todas as cores das impossiveis coisas que voam dentro do peito... Lindo!
Abraços!
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