Sentia perturbada que minh'alma se desmanchava
em conta-gotas contida, pingava lenta cada borla
de sangue multicor.
Até vermelho, mas amarelo, também.
Sentia que se esvaia minha fortaleza.
Senti inebriada a tinta rubra
descer-me também pernas abaixo
e encharcarem-se-me as alvas meias.
Era vinho, pensava.
Sentia que mestruava,
mas fingia feito rainha que andava lilás,
as vestes em pompa.
Sentia mais nada quente.
Esfriava o calor num repente.
De fato, não era o que pensava,
eu urinava.
JULI, QUE COISA, HEIN?
SEMPRE NOVIDADE , SURPRESA NA POESIA!
BJBJ
Como disse Cintia, há sempre o inesperado em suas palavras poderosas. Há a "pompa" de quem faz e refaz com as palavras, o forte, o belo.
beijos
Lindo. Aliás, singelo.
Seu poema é isso: tem singeleza.
Você que é daí do Sul, você tem um contato íntimo, bem próximo, com a obra do poeta maior Mário Quintana?
Há um traço quintanista no que você faz.
Parabéns, Juliaura.
Juliaura,
Saber fingir
belo poema com porte de rainha.
bjs
Grande brincadeira poética!
Já tive crises de incontinência urinária em elevador, com direito a molhar as meias, mas jamais me ocorreu fazer disso tema de um poema.
Parabéns pela coragem.
Sensacional Juli. Quem é rainha nunca perde a majestade ... nem nas ocasiões mais inusitadas ...Só vc mesmo
Bj
Agradeço-vos almas lindas de pessoas boas que sois a presença estimulante.
Küsse
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