Em contraponto,
na partida
em contrapartida
contra tua ida,
eu clamo,
exclamo
reclamo
ainda sem dor
por teu amor
***
Ressacada
enxurrada tão surreal
devastadora
crise do paraíso fiscal.
***
O cavaleiro em branco corcel
No fim, no finzinho mesmo, pensam:
há um pote do outro lado do arco-íris
amarrado próximo, afinal
pastando virginal capim,
corcel branco descansado
do inflamado e flamante
esperado cavaleiro andante.
***
sei que não sei, mas sei
Sei bem, sei bem, nem sei, pouco sei
mas sei, que sei e sei que sei não ou
talvez, não saiba, mas flores e amores
muitas vezes, são combinação, outras
não, outras vezes nem mesmo o são.
***
pedes o que não tenho como te dar, amor
se necessitas dar calma a teu coração
e para isso é imperioso me afastar...
não sou aquele que te pode amar..
Pois comigo teu coração calma não terá.
Acontece de ser assim mesmo
que acontece de acontecer.
E os que sabemos de assim ser
é que percebemos a importância
de assim ir sendo.
Que mais dizer
que ir-se vivendo
para poder escrever...
E é poetando que o poeta descobre o exercício pleno de viver... Como os passos do andarilho na areia do deserto justapostas... Não seria a sombra guardiã melhor da alma das coisas fugidias que o fugaz lembrar dalguma coisa vã?... Nos teus versos redescubro o ritmo qu'eu julguei um dia perdidos... Me deste-o sem eu o pedir... Canções hão de existir para encaixar o melhor que cada um guarda de si... Abraços...
Pepê Mattos · Macapá, AP 25/3/2009 10:01
adore tuuuuuuudo.
drops de prazer.
bjssssss e parabens......legal messsssssmo !
"pedes o que não tenho como te dar, amor
se necessitas dar calma a teu coração
e para isso é imperioso me afastar...
não sou aquele que te pode amar..
Pois comigo teu coração calma não terá"
Adroaldo Bauer...
Muito bom cara, você é muito bom!
abs
Marcelo ShytaraLira
Os poemas, Adroaldo, parecem girar em torno de um tema, um não ser mais, ou quase findo.
Lembrei-me de Riobaldo e sua angústia.
beijos
É bem assim mesmo, Saramar... um não ir sem deixar de ser.
Um não ser sem deixar de ir...
apartado...
dividido...
um tanto menos que o necessário.
um tanto mais que o possível.
E, também, por estar mesmo relendo Grande Sertão Veredas...
e agora me agarrando um pouco com Dom quixote de La mancha... Uma coisa é certa, resultante das afirmações das personagens nos versos: estão vivas!
Ao que vivas dou.
Grato por tua sempre gentil e carinhosa visita.
Agradeço a presença, W Marques.
Claudia Gomes, comoves.
Marcelo, fico feliz do tamanho maior que eu.
Claudia Campello, se tens prazer... fico ainda mais feliz.
Pepê,
Inspirar, ainda, é dar sentidos plurais às vidas. Muitíssimo grato.
****
Eu fiquei sabendo apenas hoje da perda ontem de um amigo que conheci há 35 anos.
Sempre estivemos juntos.
Ainda na quinta-feita o beijei.
Penso que ando com ele a meu lado.
Sempre me ajudou, sempre nos ajudamos.
Penso que está me ajudando ainda agora, nesse exata
momento, embora pouco mais posso fazer que agradecer à chance de ter sido amigo dele, do José Luís Vianna Moraes.
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