POR INSTINTO
Meu coração vai vertendo sangue
Se desmanchando aos farelos
E assim mesmo ainda leva
Uma artilharia de pedras
Que insistem no instinto
Jeito de continuar doendo
Sua munição resiste ao tempo
De plena seca, que se ultrapassa,
Passa rolando, de tocaia
Dos ermos lastros das carcaças
O vento se me insinua em vez:
“Prossegue firme sempre à frente”.
Abandone à claridade da direita
Tome o rumo de Che Guevara
Se embriague com essa marcha
Que parte aguerrida da mecânica dura
Alveje os dizeres: assim seja.
Mas com quem me confundem neste mundo
Para neutralizar a tradição?
Acheguem crias da esperança
Conduzam-me na padiola
Para o recanto da paz que busco
Revelem-me a luz do amor
Desfaçam seus cabelos amarrados
Sobre mim, caso contrário
Não verão em mim nenhuma culpa
Se derem cabo de mim mais cedo.
Ai meu amor, meu coração!
Ao meu amor
Eu não posso chamar de condórdia
Ele é mais um vulcão, e embora
Seja o que Deus me deu
Pra doer.
Ai coração, ai, meu amor...
Meu coração
É do mar mais revolto ao mas triste
Ele é o que mais se esepra
É o imprevisto
É a dor que insiste em doer.
Beijos
Naeno, estou seguindo o rastro de poemas deixado por você. Bela trilha. Poemas lidos, apreciados e votados. Um abraço!
Lobodomar · Guarapari, ES 8/9/2007 06:37Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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