Não sou o que dizem
Nem mesmo dizem o que penso que sou
Estou confuso
Quero o que não posso ter
Tenho o que nem importo em possuir
Não estou contente
Se me dessem o sol
Eu ia querer a lua, a rodovia ao invés da rua
O vice-versa ao invés do etc e tal
Poderia correr ao invés de andar
Mas o cansaço me preocupa, não o suor
Poderia estar entre a multidão
Não estou
Timidez, esta que me corrói por não saber o que falar
Sou o que quero ser
Seria muito mais ainda se esta fria solidão
Não insistisse tanto em acompanhar
Não sei o que pensam que sou
Penso apenas que deveriam pensar mais
Quem realmente são vocês
Vou pela estrada de terra
O asfalto é quente
O café já está frio, a pipoca murchou
Fiquem dizendo o que pensam
Do contrario penso sempre o que dizer
Meu café nunca está frio
Minha mente sempre está leve
Pesados estão os passos seus.
Olair de Souza.
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