"...Mas eu fui sempre um fugidor. Ao que fugi até da precisão de fuga"
João Guimarães Rosa
Do que não se foge
é o que nos sobrevém
E... sabe o que virá quem?!
Se a terra acaba,
o avião se vai
o amor explode a paixão,
o simples querer bem
já não mais é
Necessidade de fugir qualquer
nenhuma
É um respirar:
inspira, expira e mais não é, já!
O que se vai fazer já está
para ser feito
O que se fará...
nem se sabe inda que fazer
Só não carece do medo,
nem de fugir,
não desaparecer,
nem sumir
...fugir é da necessidade da onça. Caçá onça sem primeiro afugentá bastante a bichana, num traz sucesso.
- Onça cançada de fugi é que cai na mira Joâozito, completou o tio Juquita.
Joâozito, com os olhos arregalados ainda sonhava com a onça da história contada naquela noite por seu tio, na varanda do casarão de seu avô Luiz Guimarães, em Belo Horizonte.
- Um dia eu vejo uma de perto, pensou...
(trecho do livro de memórias de D.Helena, filha do Sô Juquita e prima de Joãozito, sobre a adolescencia de JGR em BH.)
Parabens pelo poema.
Abrindo a votaçao para seu ótimo texto e desejando o sucesso de sempre
Beijos
Meu aplauso e minha reverência, Adroaldo!
Abs,
Herculano
Uma fuga bem jogada com as palavras e ainda com a introdução de Guimarães Rosa tinha de dar certo...
beijos poéticos,
Belíssimo, me identifiquei muito com seu poema, me sinto numa interminável fuga! fujo de tudo e de todos e até de mim!
Votadíssimo!
Ô boa gente, agradecido por vossos comentários.
Muito me estimulam.
Terno abraço.
Só não careço a iniciativa de não ter lido.Teria perdido a beleza e a frescura do poema.
camuccelli · Rio de Janeiro, RJ 26/1/2009 13:52
Grato, Camuccelli,
ainda que não carecesse de ter chegado,
em chegando és apoio dobrado,
redobrão de riacho cascata em pedra chata,
que estrondo faz, mas limpa e suave fica,
quando logo em seguida segue aquietada.
Mestre Rosa há de nos inspirar sempre enquanto a vida em nós pulsar... Escrivinhar à maneira do grão mestres das obtusidades é tarefa pra poucos... Viver, todavia, à moda das almas que pululam de suas obras, é querência desmedida... Eu, por cá, prezo o meu fado: apenasmente surtar naquilo que me é dado bulir... Pra desencismar, mestre Adroaldo, te revelo esta fotografia... Votado, abarços...
Pepê Mattos · Macapá, AP 27/1/2009 14:55
Caríssimo Adroaldo.
Sábias palavras do mestre João.
Por vezes o danado do bicho homem, foge, foge e foge, e principalmente de si mesmo.
Abraços
Pedro Monteiro, mais Pepê Mattos, é de muito mais da conta, sô. Cêis se combinaram para virem me trampulinar juntos e apascentar esse dorido coração que tenta não fugir, mas... que ah de, há vez que quer.
Grato pelas presenças e generosos comentários.
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