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Porque a Solidariedade II

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Lauro Gueluta · Natal, RN
10/5/2008 · 104 · 23
 

Porque a Solidariedade - II


Severas críticas existem contra o voluntariado. Contra esta luta na sua forma mais simples contra a crueldade e indiferença mais complexa dos homens. Dizem que é paliativo, desencargo de consciência, ou que só aumenta o mal. - Não resolve o problema e ainda o mitiga, tornando mais difícil solvê-lo, já que a crueza se disfarça -, uma alegação muito comum. - Quanto mais brutal a opressão, melhor para combatê-la, pois o extremo da dor comove muitos mais, vence maiores desavenças. - Feridas reconfortadas pelo bálsamo acabam esquecidas, esquecem-se as facas que as abriram, pois novos calmantes estarão disponíveis. – Existe qualquer verdade nisso tudo. Mais existe ainda mais desumanidade, crueldade, brutalidade.
Como ousam, aqueles que se dizem combater os carniceiros de homens, preferirem rios de sangue, justificando ser neles mais fácil navegar, condenando os que, com pequenas pás, tentam afogar as incontáveis nascentes vermelhas, afim de secar, mesmo que só um pouco, os caudalosos rios. Como podem atirar pedras contra os esquilos que semeiam novas sementes, sob o pretexto de que as escavadeiras precisam revolver a terra para nascerem as novas florestas?
Para mim, estes “grandes” que blasfemam os “pequenos”, “certos” que desaprovam os “errados”, sofrem da mesma inversão que combatem, cegos e extremos. Tão enobrecidos pelos ideais que levantam, esforçados em suas batalhas, enaltecidos por seus próprias consciências de que estão fazendo o maior e o melhor, a brava luta, trocam, novamente, como muitos os fizeram antes deles, o homem em si, pelo ideal do homem. A Justiça, ao invés dos homens justos, A Liberdade, ao invés dos homens livres, A Luta, ao invés de homens felizes.
Quero que alguém me diga como construir um novo mundo sem antes construir um novo homem. Mostrem como os homens cheios dos mesmos vícios e horrores podem cobrir-se do véu da “Guerra Santa”. Pois se assim não é, se minto, se são esses homens que jogam tijolos ferozmente, achando que vão erguer paredes, ao invés de entulho, os que vão mudar o mundo, porque todas as revoluções, lutas e revoltas caíram, por terem líderes que logo se corromperam, traíram todos os antigos ideais, trocaram a liberdade de todos pela sede de poder? E se uma ou outra revolução não se traiu totalmente, tão cercada está pelos ferozes que não pode abrir os braços e alcançar a todos.
No Brasil não é diferente. Os movimentos ditos revolucionários, de esquerda, socialistas, lutando pela justiça, cheios de nobres ideais, trocam a união e a fraternidade por disputas de poder, intrigas, saques e golpes. Os altivos leões tornam-se ratos trapaceiros, metidos no mesmo lamaçal de crueldade que combateram. Em grande, média ou pequena escala se repete este estado. Chefões ou militantes gritam furiosamente contra o partido opositor, repetem os hinos de controle. Justiça? Só se for a eleitoral.
O voluntariado condenado assiste aos escândalos que cercam seus algozes, e continua, fiel ao seu amor humano, a trabalhar estendendo a mão aos que sofrem da luta “do bem contra o mal”, valores que se confundem, quando a tentação humana pelo poder de ser maior entra em jogo.
Não digo que todo voluntariado é sejam semeadores de humanidade. Há mesmo muita verdade nas críticas que sofrem, pois alguns voluntários somente reproduzem os estados de pensamento da submissão, trabalham sem olhar para o amanhã, querem trabalhar sempre, ignorando que o objetivo é não terem mais que trabalhar desta forma, pois os males humanos se extinguiram. Inconscientemente fazem a manutenção do sistema de sangue.
Mas há outro voluntariado, o trabalho por livre e espontânea vontade, voltado pela reverter tais padrões, abrir os olhos, levar consciência, ajudar a andar, sem carregar, pois não se pode levar nos ombros todas as dores do mundo, mas podemos ajudar a fazê-las transformarem-se em ventos de mudança, força que humaniza. O trabalho voluntário é a expressão da solidariedade, a ação daqueles que sentem-se no lugar de seus irmãos que sofrem, querem sofrer com eles, para só assim, poder também gritar suas dores, querem pôr-se ao lado deles, para só então, caminhar lado a lado. Diferente dos “grandes”, que do alto de seus palanques acham que fazem revoluções, esbravejando acima das multidões, as massas, como eles chamam, inferiorizando a individualidade de cada um.
A luta política, no conceito que temos hoje, como unicamente através de partidos políticos, politicagem, busca por poder, avessa à solidariedade, é a maior hipocrisia do lado dos que tomam a bandeira do “bem”. Ser indivíduo expressivo, que compartilha, expande, abraça, já é ser sujeito político. Ser exemplo para todos poderem também se exprimir é ser sujeito político. Abraçar o desamparado é ser sujeito político, pois enquanto as eleições estão longe, o abraço alcança a alma.
Como salvar o mundo sem antes salvar um homem?

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Aepan
 

Belo texto...
Airton
Estrela-RS

Aepan · Estrela, RS 9/5/2008 13:42
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Saramar
 

Lauro, há tempos não lia algo tão corretamente expresso e tão profundamente importaten como esse seu maravilhoso texto.
Já o guardei entre meus preferidos.

Nos dias atuais, em que o individualismo e a arrogância dos poderosos nos cobre de medo e vergonha, eu me lembro sempre de Hobbes quando este afirmou que o "homem é o lobo do homem". Parece que mais quenunca essa assertiva pode ser utilizada, infelizmente.
Rasgam-se gargantas mutuamente famintas do que há de supérfluo, maldoso e triste, acabando com o respeito e o amor entre os seres humanos, comose fôssemos fera.
Você está certo: o homem precisa mudar.

beijos

Saramar · Goiânia, GO 10/5/2008 10:34
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clara arruda
 

Seu texto maravilhoso,quem dera as pessoas não ficassem apenas na vontade e se esforçãsse para contribuir.Um grande abraço.Meu voto e carinho.

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 10/5/2008 13:05
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MAXXIMA
 

Bem escrito, bem colocado.
Vai pra publicação. Muito bom gostei demais
Parabéns

MAXXIMA · São Paulo, SP 10/5/2008 13:14
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Lauro Gueluta
 

Obrigado a todos. Espero que esses sentimentos compartilhados promovam ações concetras, mais do que sensações passageiras.

Todos nós, precisamos trabalhar,

Lauro Gueluta · Natal, RN 11/5/2008 20:56
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alcanu
 

Antes de mais nada, me perdoe pelo atraso, mas acho que ainda dá tempo de tirar mais alguma coisa no fundinho da garrafa:
As pessoas preferem criticar mas não movem um dedo pra ajudar, eu mesmo tive uma experiência há muito tempo atrás, ocasião em que conheci uma missionária, admito que me bonitinha, que me influenciou a ajudá-la numa espécie de ONG, isso não era lá muito difundido nessa época, que ajudava os presos na parte jurídica, médica e psicológica.
Cheguei a fazer algumas visitas no Carandiru e a coisa é muito pesada.
É impossível não se envolver, pra eles, mesmo estando duro, se é um milionário em potencial, não só pelo dinheiro, mas principalmente pelo tempo e disponibilidade que eles acham que a gente tem, depois começa o lance com as esposas, eles querem que você as “vigie” aqui fora, lhes informe se elas invariavelmente procedam “mal”, se você ajuda o Zé, o Mane quer que o ajude também, eles começam a te absorver de uma forma que você passa a viver em função dos problemas de “N” pessoas, homens e mulheres, isso pra não mencionar a humana condição nossa que impele fatalmente os presos em direção às missionárias, os voluntários em direção às esposas carentes e solitárias e aos advogados que se envolvem com as mesmas outrora fiéis esposas e ainda as advogadas que se envolvem com os detentos, pra não dizer dos casos de homossexualismo que começam a pintar, dos exageros, percebe, meu amigo, isso não é pra qualquer um, é coisa de abnegado, mesmo !
Por essa minha experiência, difícil, mas que eu tive de declinar, pois estava ficando maluquinho da silva pelos problemas de terceiros e quartos e aos quais não podia resolvê-los e via Raquel se apaixonando por um detento e a coisa foi ficando cada vez mais séria, ela já não atendia uma causa, mas sim, a sua causa, sartei de banda, aos poucos fui me disvinculando até abandonar de vez essa nau dos insensatos.
Me faltou fibra pra segurar essa onda, fortíssima, o barato é muito louco, mano !
Espero que esse meu depoimento tenha servido pra mostrar a você que a nossa condição humana nem sempre possibilita sermos tão voluntários quanto queremos ou desejamos, sem hipocrisias ou falsas promessas !
Sentia vontade também de atuar com crianças deficientes, portadoras de síndrome de Down para levá-las a passeios a zôos, parques, praias, m,as ficou só na vontade, quem sabe algum dia...
Um abraço, Alcanu

alcanu · São Paulo, SP 12/5/2008 10:58
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Gustavo Adonias
 

Olá, Lauro

Seu texto nos coloca de frente a problemas que há muito assolam o mundo e principalmente, países como o nosso, onde a politicagem e o "populismo" imperam, quase sem rédeas. Você traz uma discussão extremamente pertinente, acerca do trabalho do voluntariado (aquele verdadeiro, por livre e espontânea vontade de servir ao próximo, longe dos interesses individualistas mascarados de auxílio), que divide espaço com o voluntariado visando qualquer outro interesse que não a espontânea doação (não só no aspecto material). Esse outro tipo de voluntariado só serve para deturpar o voluntariado verdadeiramente nobre, de alma. E há o assistencialismo populista dos governos, visando abarcar o maior número de "pobres coitados", eleitores em potencial.

Merece destaque, em seu texto, a questão final, fechando o texto: "Como salvar o mundo sem antes salvar um homem?" Há muito o que se pensar e principalmente fazer, levando-se em conta este questionamento.

Parabéns pela abordagem, debater é um começo, expandir este debate é de grande valia, para se pensar em um voluntariado verdadeiro e concreto, e se combater os "pseudos-voluntários".

Um abraço

Gustavo Adonias · Salvador, BA 12/5/2008 11:20
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Thiers
 

Um txt objetivo, um discurso claro e uma preocupação comovento num momento onde rola justamente o contrário. Esta palavra foi quase cortado do dicionário. Hoje reina a lei de gerson( com G pequeno msm), pq aí reside a mesquinharia. Há que se tranformar cabeças. Penso apenas que o processo deve ser dar no mesm tempo. O mundo pode se tranformar juntamento no processo de mudança do ser. ma coisa não está separada da outra. Creio que a infra estrutura da mudança começa na educação, base de transformação de um ser. Até nos irracionais é assim
Parabéns Lauro, grite ao mundo -

"...Quero que alguém me diga como construir um novo mundo sem antes construir um novo homem. .."

Thiers R ( o R é imprescindível. eu me apropiei do nosso escritor Rimbaud..rs)
passe lá na minha alma atemporal
abs

Thiers · Rio de Janeiro, RJ 12/5/2008 13:39
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Berioliveira
 

Texto para refletir e repensar e depressa, pois a situação é caótica em todos os termos! Parabéns pela iniciativa. abraços

Berioliveira · Vitória da Conquista, BA 12/5/2008 21:36
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Lauro Gueluta
 

Gustavo, pois é, essa questão dos pseudo-voluntários é terrível... pessoas que só reproduzem a repressão, sem propor formas de questioná-la e transformá-la. Um filme excelente sobre esse tema é "Quanto vale ou é por quilo?" Que trata da questão da mercantilização da solidariedade.

Abração!

Lauro Gueluta · Natal, RN 12/5/2008 22:36
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Lauro Gueluta
 

Alcanu, seu depoimento foi muito comovente e mostra uma questão do trabalho voluntário, a exaustão quando parece que as pessoas querem nos absorver completamente... E no caso dos presos, a coisa se aprofunda, pois como a privação de liberdade é algo tão sufocante, aqueles que atuam junto à eles acabam recebendo deles parte dessa angústia e sufocamento, tornando algo deveras difícil.
Mas é preciso continuar lutando e criando novas possibilidades para as pessoas.

Abraço!

Lauro Gueluta · Natal, RN 12/5/2008 22:39
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Lauro Gueluta
 

Thiers, é, o processo deve mesmo dar-se ao mesmo tempo, até porque o verdadeiro voluntário é também um militante autônomo, libertário. Não está acorrentado à hipocrisia da politicagem e quer e corre atrás de criar novos universos, com novos conceitos e lutando sempre.
"Hasta la vitoria siempre!"

Abraço!

Lauro Gueluta · Natal, RN 12/5/2008 22:41
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Lauro Gueluta
 

Vamos continuar refletindo, Bari. ;D

Abraço!

Lauro Gueluta · Natal, RN 12/5/2008 22:42
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graça grauna
 

...solidariedade, sim e sempre e um grande abraço porque sou também potiguar. Bjos e votos.

graça grauna · Recife, PE 15/5/2008 01:09
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Carlos Parrini
 

Bacana. Pura realidade. Parabéns pelo belo texto.

Carlos Parrini · Rio de Janeiro, RJ 15/5/2008 07:16
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Hideraldo Montenegro
 

Meu amigo, tenho um texto que fala justamente desta mesma preocupação sua.
Quando puder visite o endereço que segue:

Hideraldo Montenegro · Recife, PE 15/5/2008 19:39
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eric renan ramalho
 

"Não digo que todo voluntariado é sejam semeadores de humanidade. Há mesmo muita verdade nas críticas que sofrem, pois alguns voluntários somente reproduzem os estados de pensamento da submissão, trabalham sem olhar para o amanhã, querem trabalhar sempre, ignorando que o objetivo é não terem mais que trabalhar desta forma, pois os males humanos se extinguiram. Inconscientemente fazem a manutenção do sistema de sangue. "

por enquanto fico com estes seus dizeres, mas me breve apareço par adeixar os meus próprios. abraços

eric renan ramalho · Belo Horizonte, MG 15/5/2008 21:34
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Lauro Gueluta
 

Não digo que todo voluntariado seja semeador de humanidade.*

pequena correção, pessoal ;D

Lauro Gueluta · Natal, RN 15/5/2008 22:42
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brigitte
 

Lauro,
"Infeliz do homem que crê no proprio homem", isso é bíblico e infelizmente essa questão desde os tempos de antes de Cristo a humanidade não mudou nadinha. É a condição humana? Quem tem a resposta? A solidariedade foi até questionada por Cristo( a parábola do Bom Samaritano). O que nos salta aos olhos é a crescente onda de oportunismo gerada com o voluntariado, que é usado para fins espurios. Já trabalhei como voluntaria e foi como disse Alcanu, a absorção foi quase total, interferiu até na minha vida familiar, então tive que fazer uma opção. A experiencia valeu e com certeza vejo o voluntariado, hoje, com outros olhos, já que presenciei fatos que não me agradaram em nada!
O seu questionamento, acredito que não tenha resposta!
Um texto formidável!
Parabens e um abração (verdadeiro)!

brigitte · Goiânia, GO 15/5/2008 22:59
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Lauro Gueluta
 

Pois, seja blíblico, seja de onde for, eu sou inteiramente contra à tal frase. Para mim é exatamente o contrário - "Feliz do homem que crê no próprio homem"... senão, vamos crer em que?... Pedras?... Cédulas? Prefiro fazer a opção pela humanidade.
...
Que opções podemos fazer, quando está em jogo a sobrevivência da espécie?... Se continuarmos em nossas celas de indiferença e egoísmo, todos sabem qual será nosso fim... Então, "Nunca diga isto é natural, para que nada passe a ser imutável" Bertolt Brecht. Acredito que muitas pessoas fazem a opção de entregar-se totalmente pelo outro, entendendo que suas famílias são todas as pessoas que elas ajudam e com as quais aprendem e vivem. Essa consciência e sentimento precisa ser difundido.

Abraço Brigitte.
Obrigado pelo comentário.

Lauro Gueluta · Natal, RN 16/5/2008 11:39
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Hideraldo Montenegro
 

A bondade não é ideológica, não é teórica, não é bossa. A bondade é um sincero sentir d´alma.
Não devemos nos preocupar com os teóricos frios (sejam de direita ou esquerda), mas apenas e tão-somente com as nossas atitudes. Elas dirão demais e suficientemente.
O resto, é resto.
É resto

Hideraldo Montenegro · Recife, PE 22/5/2008 09:17
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Guilherme de Faria
 

Excelente texto. Parabéns! Corroborando o seu belo ponto de vista, gostaria de lembrar um texto do yogue Ramacháraca (se não me engano) que dizia que a humanidade se divide em três níveis quanto ao trabalho:
Há o nível dos que trabalham por amor ao dinheiro, e neste nível está a maioria da humanidade...
Mas um pouco acima está os que trabalham por amor aotrabalho. Isso é bom e nele estão os bons profissionais, e até os artistas (por amor à arte);
Mas acima, no nível superior, estão aqueles que trabalham por amor ao próximo. Esses compoem uma elite espiritual, freqüentemente anônima, que forma uma teia quase invisivel, a da solidariedade no mundo, e que permite à humanidade evoluir espiritualmente, afastando-se como um todo, lentamente, da barbárie.

Guilherme de Faria · São Paulo, SP 25/5/2008 13:06
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Lauro Gueluta
 

Bela citação Guilherme...

É verdade... a grande questão é, será que os que trabalham por amor ao próximo não podem ensinar os demais a seguir este caminho? Que o exemplo deles não pode, de alguma maneira cativar e encantar os outros? Espero que sim...

Grande abraço!

Lauro Gueluta · Natal, RN 13/5/2009 16:47
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