Não sei se você sabe
mas quis a vida assim,
o mundo levou-me a ti
a distância não é tanta
como grande é o meu amor
Não há tristeza nisso, querida
Não sofra e nem tema a vida
Ela me leva por teus caminhos
Próximo ao mar, sob o luar
há canção e razão de cantar:
"Não há você sem mim
E eu não existo sem você".
_____
A propósito da paixão, do amor e da canção
"Eu não existo sem você",
de Tom Jobim e Vinícius de Moraes" (1958)
_____
Do morticínio trivial
(o desamor cruel)
Não, não, não é a ficção
a vida assim não se imita,
não há arte que a reflita,
em qualquer dimensão.
o tal "caminho do bem",
sempre mais pedregoso
e duro que a facilidade
da bala na contra-mão.
não é das sombras
que surge o medo,
apenas sombras são,
é das mãos armadas
inocência descrente
a quem desimporta
que mais a vida valha
não é sombra a palmilhar
o caminho da maldade
nem será da noite o receio
se é ainda a tarde em meio
apenas a hora do recreio
nem natural, nem medo,
violência banalizada,
não essência, crueldade
da desvalia da vida,
desamor como a guerra,
Tragédia real o nome dela.
Tanta paixão, tanto desamor.
É um tempo cruel em que a sanha feraz as coisas do amor desfaz.
lendo este lindo lamento.Meu querido muito bom te ler,aprendo cada dia mais.pessoas com sentimento iguais aos teus são joias raras.Não sei se na votação essa amiga estará aqui.mas eu sei que ao voltar visitarei teu trabalho com carinho.
Um grande beijo em seu coração.
Abrindo sua votação.
Ainda deu tempo viajo as 16 h do dia 21
Achei lindo vc reconhecer que só existes por existir seu grande amor.maravilhoso poder ler meu querido amigo.Um beijo carinhoso em seu coração.
Meus votoa lindissimo versejar!
beijo no coração
inspirado poeta que alma nobre, gostei votei.
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 21/7/2008 15:35
Adroaldo,
Lindo e sensível poema, uma doação.
Adorei!
bjssss
Nossa existência ao outro devotada... Essa entrega - submissão? - só é possível quando nos damos conta (que é a mesma coisa que tê-la de volta, já que é um ato indissociável) de que sem o outro não seríamos parte do todo... Porque só às almas iluminadas é permitido essa reflexão, que nada mais é que um ato de amor... Esse amor tão em falta nos nossos dias, que nos faz entorpercermos o cérebro de ebriedades a nos tornar gigantes quando minúsculos mais nos tornamos;
que nos faz ver no próximo algo tão distante e odioso a merecr balas, estocadas, chutes, pontapés, impropérios, quando não o silêncio cruel a nos desumanizar;
que nos aproxima mais daquilo que Conrad universalizou em palavras dilacerantes a se repetirem nos confins das existências: o horror, o horror...
Não tema, poeta, enquanto houver Mundo, haverá poesia, e esta, ainda que restrita e incompreendida, há de redimir os que erram tanto por ignorância, quanto por sapiência dessa ignorância...
Meus votos e minhas linhas de rendição... Abraços...
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