”PORTINGLEMÃO”
”DIÁLOGO” NUMA CORRIDA DE RÁDIO TÁXI!
Sempre gostei daquelas corridas. Eram ótimas oportunidades para praticar “my port’english”.
Estava a noventa por hora na Marginal Pinheiros e o rádio chamando:
- Mais esta corrida antes do almoço. Em voz alta, pensei guloso.
A voz treinada da rádio operadora passa-me os detalhes:
- Do Hotel Transamérica ao Aeroporto Internacional. As 12:45h carro na porta!
Meus ouvidos desacostumados demoraram-se a entender o inglês do alemão! Depois dos cumprimentos e de alguns minutos para um certo entrosamento ele me questiona:
- Cachaça com limão. No boteco não, no mercado! Levo pra Berlim, sempre que possível, os encontros com amigos lá são regados à caipirinha.
Levou duas garrafas da popular branquinha, vários Limões Taiti e claro, uma receita que não pude deixar de segredar-lhe. No caixa eu quis ajudar com o troco. Que nada o gringo era craque em Reais.
De volta ao táxi travamos uma batalha muito legal na persistência da comunicação: Família, filhos, passeios, futebol, copas do mundo, nomes de “craques” brasileiros que adotaram aquele país para mostrar seu talento e carisma, e óbvio, faturar alguns Euros; Paixão por futebol? Mais dele do que minha! Da Alemanha eu soube detalhes da formação de seu povo as origens de uma Nação tão importante para a história mundial, da tristeza e vergonha do nazismo... Do Brasil o alemão conhecia mais Cidades e Estados do que eu talvez venha a conhecer.
- “Vacations or business trip?” questionei!
- “Both of them!” Respondeu.
De São Paulo ele me falou da surpresa com o tamanho da Cidade e com o trânsito caótico. Declarou também seu espanto com o absurdo dos contrastes: Das enormes favelas que margeiam o Rodoanel às monumentais mansões em Alphaville; das precárias carroças de catadores de sucata aos últimos modelos automotivos que circulam nas áreas nobres; dos moradores de rua e menores abandonados do centro aos alto-executivos das avenidas: Paulista e Berrini...Uma hora e meia de viagem e fragmentos de comunicação.
Marginais de ponta a ponta, depois a Rodovia Airtom Sena e por fim a Avenida Hélio Smidt, chegando à Cumbica. Trajeto longo embalado pela trilha sonora do Bem Jor. “Salve Simpatia!”... O Alemão adorou o som e queria, porque queria, comprar o meu CD... Anotei num papel: título, artista, gravadora... “Sorry” Compre pela Internet, pois este aqui é de estimação...
No aeroporto um “have a nice travel” em contrapartida um “muito obrigado” carregados de sotaque e empatia de lado a lado. Outro amigo que se vai como tantos nesta profissão de contatos efêmeros, porém quase sempre únicos, e por vezes até intensos, como este com o Alemão que não me atrevo (dado à complexidade da língua) a tentar grafar neste texto o nome.
beleza, Portoquá, que obra-prima. Uma levíssima, suave e gostosa crônica do cotidiano. Parabéns, amigo.
jjLeandro · Araguaína, TO 12/7/2007 16:29
Gostei deste, amigo Robert. Abçs. Benny.
Benny Franklin · Belém, PA 12/7/2007 16:31
Valeu Leandro!
Fico feliz que tenha gostado!
Abçs.
Brigadão Benny!
A mim me engrandece muito este seu comentário!
Abçs.
Robert,
Sempre encantador, parabéns!
Achei lindo teu texto e essa conclusão perfeita! Estou no teu táxi, eis a próxima corrida!
Marluce
Que corrida maravilhosa será!!!
De Sampa à Carnaíba muita poesia a se declamar...
Beijos minha querida e muito grato!
Roberto, votado por ser muito bom.
Abçs. Benny.
Delícia de texto, Roberto!
O limão eu chamaria 'Tahiti' (com 'h') a avenida Hélio Schmidt (com o famigerado 'sch' que é um fonema em alemão, com o som do nosso 'x') Ih...Bola fora! acabo de verificar que cheguei tarde para sugerir na edição. Fica assim mesmo, em homenagem ao 'bom-pracismo' do alemão.
Votado.
Abs,
Valeu Benny!
Abçs.
Brigadão Spirito!
Quanto às dicas, vou aplicar no "original".
Grande abraço.
Gostei do texto meu amigo, muito bom...
Camafunga · Pelotas, RS 14/7/2007 11:29
Valeu Camafunga!
Brigadão!
Valeu José!
Agradecido Portoquá!
Muito bom. Parabéns pelo texto! Aguardo o relato de uma nova corrida.
Abr.,
Leandroide.
bem escrito. interessante!!
parabéns!!
abraços,
Roberto, Adoro conversar com motorista de táxi. Quando são simpáticos e estão a fim de conversa.Com algúns agente faz até uma sessão de terapia, outros contam histórias reais que viveram e são de arrepiar os cabelos! Hoje mesmo peguei um que é formado em comunicação, tem Mestrado e dirige táxi nos fins-de-semana porque professor está ganhando muito mal.
Os que me comovem são aqueles que já passaram dos 70, dirigem com toda calma e prudência simplesmente porque já estão aposentados e não aguentam "ficar parados"!
Muito corajosa essa profissão. Já falei para um deles escrever um livro e ele gostou da idéia!
Bjs
Cris
Valeu Lendróide!
Obrigado pela visita e comentário.
Esta crônica "nasceu" enquanto ouvia o Ed Mota: "Daqui pro Méier". Achei a música uma homenagem muito legal, então resolvi escrever também esta homenagem, meio ficção meio realidade...
Abçs.
Brigadão Marcos!
Abçs.
Pois é Cris.
O dia a dia de um taxista nas grandes metrópoles é realmente uma experiência única. Os encontros e desencontros, diálogos e troca de experiência que vão do mais simples cidadão ao alto executivo, ator de tv, político, médico, escritor, atleta, teólogo... Em fim um caleidoscópio sócio-cultural realmente incrível... Com certeza dá e sobra material para um bom livro.
Grato pala visita!
bjs.
Adorei o teu portinglemão meu amigo poeta Robert. O texto é muito bacana e os motoristas de taxi têm muita estórias interessantes pra contar. Meus sinceros aplausos e abraços amigo.
Carlos Magno.
Olá Robert, muito prazer!
Gostei muito de sua crônica, e já votei.
Um grande abraço paraoara
Muito obrigado Carlos!
Seus comentários são sempre muito pertinentes!
Abçs.
Ligia!
O prazer é todo meu de recebê-la aqui!
Fico feliz que tenha gostado!
Grande abraço!
Roberto, eu já tinha lido, gostado e tal. Tenho um visinho que também é motorista de taxi, ele conta cada coisa. letalissimo.
Andre Pessego · São Paulo, SP 14/7/2007 20:40
bombombombom!!!!!!!!!
Bia Marques · Campo Grande, MS 15/7/2007 10:00
Muito bom!!!
Bem votado!
Parabéns!
muito bom!
parabéns|!
Legal, texto muito vívido. Peguei muitos táxis por anos e anos, e acumulei estórias que também dão um livro.
Abs
Encantador!
O seu jeito de contar a história é leve e encantador.
Adorei.
beijos
acho difícil o relato sair tão leve assim. parabéns pelo texto!
Pedro de Oliveira · Brasília, DF 15/7/2007 21:28
hahaha muito bom Robert.
Bem leve e simples uma ótima narrativa.
Grato André!
Suas visitas e comentários são sempre muito bem-vindos.
Um grande abraço pra você e pro colega seu vizinho...
Bia!
Brigadobrigadobrigadobrigado!!!!!!!!!
abçs.
Valeu Linney!
Grato pelo voto e pela visita!
Abçs.
Senhorita, brigadão!
logo mais estarei em realidade...
Abçs.
Cíntia valeu a visita!
Aposto que você deve ser uma "passageira" muito agradável e de bom papo!
Abçs.
Saramar, querida!
Brigadão por sua encantadora visita.
Bjs.
Obrigado Pedro!
O texto me veio de uma forma bastante espontânea, porém antes de finalizá-lo revisei-o incansavelmente para chegar a esta forma. Claro que se nós não aceitarmos um certo "resultado" as “correções” não terminam nunca, mas quanto à leveza o crédito é mesmo desta espontaneidade...
Abçs.
Olá Higor!
Fico feliz em tê-lo por aqui. Obrigado pelo apoio!
Abçs.
Portoquá!
bem gostoso deler.Parabéns!
beijão
Fran
..putz..'deler' junto foi 'fortinho'... desculpe, é sono mesmo.
tentando (no gerúndio mesmo)
muito massa seu texto.
bj
Valeu Fran!
Brigadão!
Bjs.
Robert,
não sei se é conto ou se é crônica, só sei que foi uma pequena história muito gostosa de se ler, dá vontade de vivê-la também, acho que pela linguagem leve e de bom gosto. E também pela beleza do momento, efêmero, mas intenso e único.
Abração querido!!!
Muito grato pelo comentário, Marcio!
Abração!
Ei, Roberto, adorei o seu "Diálogo..." É um retrato perfeito de São Paulo. Creio que ninguém faria melhor. Um abraço,
Remisson
Ei, Roberto, adorei o seu "Diálogo..." É um retrato perfeito de São Paulo. Creio que ninguém faria melhor. Um abraço,
Remisson Aniceto
Olá Remisson!
Grato pela visita! E viva o diálogo, não é mesmo?!
Grande abraço!
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