Pai,
a velha casa vermelha interminada,
não foi a minha turma quem destruiu jogando bola,
e sim os pedreiros que te ajudavam a construí-la.
Hoje, eles estão ricos e vão erguer um shopping bem ali.
Deixei currículo para uma vaga de leão-de-chácara.
Con(s)certar o mundo é coisa de vagabundo.
Mauro, quanto ao poema, ele faz jus do prêmio recebido. Agora, quanto ao senado e suas mazelas, é lastimável o que vem aconbtecendo por lá. Se a política brasileira não passar por um processo de desintoxicação moral, corremos um sério risco de proporções terríveis.
Um abraço.
Mauro Prabens pelo poema premiado em Limeira/SP...masfalar de política é complicado...muito complicado...Perdemos dignidade e nos tornamos prostitutos sem levar o nosso ganho...quem fica com o suor, vc sabe, né?
Mas plolítica, não me encanta...complicado...
Mauro,... um belo poema sem sombra de duvida.
E quanto à poesia ser também uma ação social, você está mais do que certo.
amigo.
Afinal as palavras são a nossa maior força de expressão.
Obrigada pela a partilha de seu belo poema. Um abraço
Olá, Mauro:
Gostei do poema, que junto com as observações na ficha técnica me provocaram alguma reverberações, digamos assim.
Principalmente a estrofe final é muito boa, e a leitura que fiz é a de uma absoluta inversão de valores, a supremacia do capital de tal forma esmagadora que é como se o não-trabalho, o sub-trabalho, chegassem a ter um caráter subversivo, e até transformador. Apenas a imagem de pedreiros que ficam ricos me soou pouco verossímil (embora possam haver como excessões). Mas na perspectiva de uma licença poética é válida, tavez até para passar essa idéia da inversão a que me referi, e não tira o brilho, a força do poema.
Eu era pré-adolescente nos anos 60, mas militei contra a Ditadura na segunda metade dos 70 - paguei um preço por isso - e vc tem toda a razão: isso que está aí tá muito longe do que a maioria de nós sonhamos para o Brasil.
E, meu amigo, o texto do Baudrillard a que vc se referiu (até vou reler, tenho arquivado) é a melhor coisa que li nos últimos tempos, chega a ser cirúrgico o corte que ele faz na análise da globalização.
Mas acho que estou me estendendo demais. Um abraço, e até mais ler.
Mauro, parabens. Seu poema e uma "bandeira"! (Se voce puder, de uma olhada no "Cachimbo Vermelho", ta na fila de votacao. Victorvapf. Ate mais...
victorvapf · Belo Horizonte, MG 17/9/2007 19:20
Não há local impróprio para se falar verdades... Em prosa ou versos... precisam ser ditas e ouvidas... Vtdo! Até!
Nydia Bonetti · Campinas, SP 17/9/2007 19:26
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