Porto Alegre, setembro de 2005.

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Mauro Paz · São Paulo, SP
17/9/2007 · 80 · 9
 

Pai,
a velha casa vermelha interminada,
não foi a minha turma quem destruiu jogando bola,
e sim os pedreiros que te ajudavam a construí-la.
Hoje, eles estão ricos e vão erguer um shopping bem ali.

Deixei currículo para uma vaga de leão-de-chácara.
Con(s)certar o mundo é coisa de vagabundo.

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informações

Autoria
Mauro Paz
Ficha técnica
O poema acima foi escrito em 2005 e recebeu o prêmio no IX Concurso de Poesia da Cidade de Limeira. No ano de 2005, eu já refletia sobre o enfraquecimento da democracia - tão sonhada por a geração de 60. Publico esse poema hoje, dois anos após sua escrita, pois o mencionado enfraquecimento tem como reflexo fatos absurdos como a absolvição do "companheiro" Renan. Realmente estamos num momento de carnavalização do real como disse Jean Baudrillard, no ensaio, Carnaval/Canibal. Após 120 de Calheiros na televisão, o resultado foi a Monica Veloso na capa Playboy de outubro.

Desculpem-me os que considerarem este texto em local inapropriado, mas POESIA TAMBÉM É AÇÃO SOCIAL.
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Sérgio Franck
 

Mauro, quanto ao poema, ele faz jus do prêmio recebido. Agora, quanto ao senado e suas mazelas, é lastimável o que vem aconbtecendo por lá. Se a política brasileira não passar por um processo de desintoxicação moral, corremos um sério risco de proporções terríveis.

Um abraço.

Sérgio Franck · Belo Horizonte, MG 16/9/2007 11:15
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Cintia Thome
 

Mauro Prabens pelo poema premiado em Limeira/SP...masfalar de política é complicado...muito complicado...Perdemos dignidade e nos tornamos prostitutos sem levar o nosso ganho...quem fica com o suor, vc sabe, né?
Mas plolítica, não me encanta...complicado...

Cintia Thome · São Paulo, SP 16/9/2007 16:07
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Cintia Thome
 

Votado Mauro...

Cintia Thome · São Paulo, SP 16/9/2007 20:05
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Rita Costa
 

Mauro,... um belo poema sem sombra de duvida.
E quanto à poesia ser também uma ação social, você está mais do que certo.
amigo.
Afinal as palavras são a nossa maior força de expressão.

Obrigada pela a partilha de seu belo poema. Um abraço

Rita Costa · Rio de Janeiro, RJ 16/9/2007 22:28
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Branca Pires
 

Mauro votadíssimo!
Um abração!

Branca Pires · Aracaju, SE 17/9/2007 11:08
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Levi Orlando
 

Olá, Mauro:
Gostei do poema, que junto com as observações na ficha técnica me provocaram alguma reverberações, digamos assim.
Principalmente a estrofe final é muito boa, e a leitura que fiz é a de uma absoluta inversão de valores, a supremacia do capital de tal forma esmagadora que é como se o não-trabalho, o sub-trabalho, chegassem a ter um caráter subversivo, e até transformador. Apenas a imagem de pedreiros que ficam ricos me soou pouco verossímil (embora possam haver como excessões). Mas na perspectiva de uma licença poética é válida, tavez até para passar essa idéia da inversão a que me referi, e não tira o brilho, a força do poema.
Eu era pré-adolescente nos anos 60, mas militei contra a Ditadura na segunda metade dos 70 - paguei um preço por isso - e vc tem toda a razão: isso que está aí tá muito longe do que a maioria de nós sonhamos para o Brasil.
E, meu amigo, o texto do Baudrillard a que vc se referiu (até vou reler, tenho arquivado) é a melhor coisa que li nos últimos tempos, chega a ser cirúrgico o corte que ele faz na análise da globalização.
Mas acho que estou me estendendo demais. Um abraço, e até mais ler.

Levi Orlando · Porto Alegre, RS 17/9/2007 12:52
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victorvapf
 

Mauro, parabens. Seu poema e uma "bandeira"! (Se voce puder, de uma olhada no "Cachimbo Vermelho", ta na fila de votacao. Victorvapf. Ate mais...

victorvapf · Belo Horizonte, MG 17/9/2007 19:20
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Nydia Bonetti
 

Não há local impróprio para se falar verdades... Em prosa ou versos... precisam ser ditas e ouvidas... Vtdo! Até!

Nydia Bonetti · Piracaia, SP 17/9/2007 19:26
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Adroaldo Bauer
 

Então,
Paz em guerra!

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 17/9/2007 21:53
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