|
|
Cada verso tem um pouco
Do meu sangue
Da minha medula óssea
Da minha coluna vertebral
Cada verso guarda um lugar
Para as noites mais frias
E melancólicas
Cada verso é retirado do fundo de um poço
Buscando na maioria das vezes
a água mais limpa e pura
Um poço de mercúrio
Enquanto os homens
Matam em suas guerras de porcela...
Cada verso foi o silêncio das ruas
Que poliam
Imagens solitárias
Cada verso foi a vida
Que só existiu,
Depois de muito tempo
Depois de existir
Sobras e flores de plástico
Cada verso foi doloroso o desfecho
E pareceu interminável o seu fim
Mas enfim
Ganhou alturas
Como um balão de papel
O céu azul
Não posso explicar
Não teria sentido
Não posso presentear
O que a mim sequer pertence,
Não posso pedir
Que entenda
Ou respeite
Ou sinta
Ou imagine
Ou lembre-se
Doeria em meus ossos
E tenho apenas isso para me sustentar...
Para cantar
Para encantá-la
Para encantá-la
Para cantar,
Minha vida em um doce choro torto
As rimas aladas que sempre escapuliram
Das gaiolas que armei
Somente para cantar e encantá-las
Somente para isso.
tags: Rio Branco AC poesia literatura rio-branco acre banda-nicles independente rock circuito-fora-do-eixo cuiaba varadouro festival-varadouro textos-literatura
|
| |
 |
informações |
 |
|
| Autoria |
|
Kilrio Farias |
| Contato |
|
kilriofarias@gmail.com
|
| Data |
|
02/3/2007 |
| Arquivo |
|
22 Kb ·70 downloads |
| Licença |
|
 |
|
|
|
|
| |
Adicione seu comentário: para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
|
|
 |
|
 |
|
|